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“Prender demais é fornecer mão de obra barata para o PCC”, diz Gilmar Mendes

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IstoÉ

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Agência Brasil

“Prender demais é fornecer mão de obra para PCC”, diz Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu entrevista ao UOL , em seu gabinete, em Brasília, e falou sobre o superencarceramento de presos no Brasil, que acaba alimentando facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital).

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“Se nós insistirmos nesse encarceramento sistemático, no quadro atual, em que os presídios estão dominados pelas grandes organizações criminosas, nós estaremos fornecendo mão de obra baratíssima para essa gente”, disse.

Ainda na entrevista, ele afirma que até quem cumpre punições curtas acaba se tornando útil para as facções ao sair da cadeia. “Muitas vezes eles já sabem que essas pessoas estão cumprindo um período curto de prisão, portanto são cooptados para, depois, cumprirem missões mais destacadas de fora”, afirmou.

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Em 2017, o Brasil contava com 726 mil presos, tendo gastado R$ 15,8 bilhões neste período para manter o sistema. Atualmente, o País tem a terceira maior população carcerária do planeta. “É um campeonato que a gente não quer ganhar”, analisou Gilmar . “E no momento em que os Estados Unidos, que têm uma liderança nesse campo, começam a rever essa política de encarceramento sistemático”, completou.

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Flávio Bolsonaro negocia videoconferência para prestar depoimento, diz advogada

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Flávio
Jefferson Rudy/Agência Senado

Senador Flávio Bolsonaro deve depor em investigação sobre rachadinha na próxima semana

Intimado a depor na próxima semana, entre os dias 6 e 7 de julho, no âmbito das investigações sobre um possível esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro , o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) tenta negociar uma data para o depoimento e pede que ele seja por meio de uma videoconferência.

Segundo informações da agência Reuters, a advogada de Flávio , Luciana Pires, afirmou que não há qualquer tipo de impasse e que a demora se deve apenas por uma definição de data para o depoimento e pelo fato do senador ter prerrogativa de foro: “O MP nos deu opções. Estamos vendo a agenda do senador. Tudo será por videoconferência”.

Anteriormente, a defesa do filho do presidente já havia questionado a competência do Ministério Público para realizar a oitiva, uma vez que a investigação foi enviada à segunda instância da Justiça do Rio de Janeiro , e também demonstrado o interesse pela realização de um depoimento não presencial.

Relembre o caso

Além de Flávio, outros 20 parlamentares são investigados por suspeita da  prática de rachadinha nos gabinetes da Alerj . O esquema envolvendo o filho do presidente teria sido coordenado por seu ex-assessor Fabrício Queiroz , preso já duas semanas na cidade de Atibaia, interior de São Paulo.

Segundo relatórios do Coaf, Queiroz teria movimentado ilegalmente cerca de 1,2 milhão entre os anos de 2016 e 2017. Há no Ministério Público também uma investigação sobre o possível pagamento de boletos escolares e planos de saúde de Flávio com o dinheiro proveniente do esquema.

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Missas presenciais são retomadas em igrejas do Rio de Janeiro

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As igrejas do Rio voltam a ter missas presenciais amanhã (4) e o retorno vai seguir uma série de recomendações da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Só vão receber os fiéis as igrejas que tiverem feito a higienização, indicações com adesivos para a localização dos frequentadores respeitando o distanciamento, inclusive no momento da comunhão entre o fiel e o celebrante. Para evitar o contato direto, a hóstia será entregue na mão da pessoa que a levará à boca.

Catedral do Rio de Janeiro
Reprodução/Instagram

Catedral do Rio de Janeiro


As igrejas vão ter também que ter equipes preparadas para orientar as pessoas e disponibilizar álcool em gel e máscaras para o caso dos fiéis que estiverem sem a proteção.

Com o início do isolamento social, as paróquias começaram a fazer, a partir do dia 20 de março, missas, orações e demais celebrações via internet, sem a presença do público. A abertura foi decidida após consultas a representantes da comunidade científica e autoridades do estado e do município que estão tratando das medidas de combate a disseminação da covid-19 no Rio.

“Sabemos que a pandemia continua, sabemos da situação que devemos ter todo o cuidado e prudência, porém a toda uma solução de tratamento na cidade. Esperamos que ninguém precise utilizar os leitos, mas têm como ser tratado”, disse o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o cardeal, levou mais de um mês para que a Arquidiocese preparasse os protocolos que serão seguidos pelas paróquias. “No dia 7 de junho entregamos oficialmente a toda diocese as orientações para esse retorno. Tanto os padres como o povo têm em mãos as orientações que são amplas. Embora as 280 paróquias estejam autorizadas para funcionar, só vão ter a presença dos fiéis, as que se prepararam para atender as exigências.Também terão que ter apenas 30% de ocupação”.

Arcebispo do Rio de Janeiro
Tomaz Silva/ Agência Brasil

O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta

“Em geral, as 280 estão permitidas, mas depende se fizeram a higienização e se está capacitada ou não.Se não tiverem podem abrir mais tarde. Não serão todas as igrejas que estarão abertas. Vamos começar primeiro com as igrejas matrizes, as maiores. Nem todas irão abrir, depois temos mais de mil capelas e vamos devagarzinho, abrindo aos poucos com toda a prudência e passo a passo”, revelou, acrescentando que após as missas os frequentadores devem sair logo das igrejas e evitar aglomerações e reuniões.

Programação e agendamento

As paróquias que tiverem número maior de fiéis terão que fazer a programação de vários horários de missas para atender a todos que quiserem acompanhar presencialmente as celebrações. A entrada só será permitida aos que fizerem agendamento. “Tem várias opções. Tem um aplicativo que a própria Arquidiocese desenvolveu e algumas paróquias estão utilizando, a pessoa escolhe a igreja e horário para o seu ingresso. Alguns utilizam WhatsApp, outros marcam por telefone. Há uma variedade muito grande”, contou.

Para os fiéis de grupos de risco, a orientação é evitar a ida às paróquias e continuar acompanhando celebrações com transmissão onlline. “Os grupos de risco são convidados a participar de casa das missas online pela internet. Ninguém é obrigado a ir às igrejas. Nós dispensamos do cumprimento do preceito dominical”, completou.


Nesse período em que as igrejas estiveram fechadas para celebrações presenciais, ocorreram datas comemorativas de santos populares que costumam atrair grande quantidade de fiéis, como foram as de São Jorge, em 23 de abril, além dos chamados santos juninos Santo Antônio, São João e São Pedro, respectivamente nos dias 13, 24 e 29. Nesses casos, para que pudessem manifestar a sua fé o fiel teve que acompanhar as missas online.

Dom Orani disse que mesmo com a abertura, para evitar as aglomerações nas próximas datas comemorativas que ainda ocorrerão este ano, continua a recomendação de celebrações virtuais ou a elaboração das programações com diversos horários de missas. “Celebrações que costumam ter muita gente, mesmo sendo no futuro, enquanto não tiver um tratamento ou uma vacina para este vírus continua a orientação com distanciamento e várias missas. Em vez de ter uma só com mil pessoas, faz várias missas com 150, de forma que as pessoas possam marcar os seus horários”, orientou.

Celebração de abertura

Amanhã, o cardeal vai celebrar às 9h, na Catedral Metropolitana do Rio, no centro da cidade, a missa de abertura das igrejas. Para atender a orientação de apenas 30% de ocupação, o controle será feito na entrada do templo. Dom Orani destacou que em tempos normais, o templo tem capacidade de receber mais de 5 mil pessoas, mas só vai permitir a presença de 1.500 fiéis.

O público para esta missa será composto por padres e integrantes de paróquias que completaram mais de 25 anos de dedicação que não puderam ser comemorados durante a suspensão presencial. “Teremos representantes desse pessoal que não tiveram as celebrações durante três meses, então, será com eles. O máximo é de 1.500 pessoas, mas podemos ter menos”, comentou.

Dom Orani mandou uma mensagem aos frequentadores das paróquias do Rio. “Saber seguir aqueles que estarão acolhendo e orientação, tanto na higienização e controle de chegada das pessoas como também ao posicionamento dentro da igreja para os locais que podem sentar. Tudo aquilo que vamos aprender com as coisas que não estamos acostumados, como não dar as mãos às pessoas e não dar abraços, temos que aprender porque nosso povo é bastante afetivo. Isso não será possível neste momento de pandemia”, afirmou.

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