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Política Nacional

Victor Godoy assume o MEC interinamente e é o mais cotado para o cargo

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Victor Godoy Veiga assume a pasta no lugar de Milton Ribeiro
Luís Fortes/MEC

Victor Godoy Veiga assume a pasta no lugar de Milton Ribeiro

Com a queda de Milton Ribeiro do comando do Ministério da Educação, o secretário-executivo da pasta, Victor Godoy Veiga, assumiu o posto interinamente e é o mais cotado para assumir a função. A opção seria uma forma de dar continuidade à gestão de Ribeiro, o que seria um argumento para conter o ímpeto de integrantes do Centrão interessados em emplacar um nome para o posto. O presidente deve bater o martelo até o fim desta semana.

Além disso, pesa em favor de Godoy o fato de ele ser servidor de carreira da Controladoria Geral da União (CGU), o órgão responsável por apurar irregularidades dentro do governo. A efetivação serviria para reforçar o discurso do Palácio do Planalto de que não será tolerante com mal feitos. Ribeiro caiu após denúncias de que pastores evangélicos cobravam propina de perfeitos para destravar recursos do MEC. A própria CGU abriu um procedimento para apurar as suspeitas de ilegalidades na pasta.

Hoje, no primeiro dia na cadeira de ministro-interino, Godoy passou o dia em reuniões com a equipe da secretaria executiva. Antes de chegar ao MEC, levado por Milton Ribeiro em julho de 2020, Godoy foi chefe da Diretoria de Acordos de Leniência da CGU e trabalhou diretamente com ministro da controladoria-geral da União, Wagner Rosário. Na função, ele também se aproximou do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, no período em que o magistrado era o titular do Ministério da Justiça.

Formado em Engenharia de Redes de Comunicações de Dados pela Universidade de Brasília (UnB), Godoy afirma em seu currículo que tem 15 anos de experiência em auditoria. Entre outros feitos, o secretário cita que “foi membro de vários comitês de leniência responsáveis por apurar casos de corrupção, incluindo alguns relacionados a suborno transnacional”.

Com perfil gerencial, a avalição inicial de parlamentares da bancada da Educação é que ao menos Godoy está por dentro das políticas públicas em curso no ministério.

Em meados deste mês, poucos dias antes das primeiras notícias sobre a influência de pastores evangélicos em liberações de recursos do MEC, Godoy assinou um protocolo de intenções com a Secretaria de Controle Interno da Secretária-geral da Presidência da República.

— Nós damos transparência aos mais de 15 bilhões que estavam disponíveis nas contas correntes de estados e municípios de recursos repassados pelo Governo Federal — disse o secretário-executivo na ocasião.

A expertise alardeada por Godoy na área de combate à corrupção não impediu, entretanto, que pastores se infiltrassem no MEC, sem cargo público, e passassem a intermediar o contato de perfeitos com a pasta. O movimento dos líderes religiosos levou a uma escalada de suspeições sob Milton Ribeiro, que pediu demissão. Na segunda-feira, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, saiu em defesa do ex-ministro e afirmou que Ribeiro “vai provar que ele é uma pessoa honesta, justa e leal”.

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Apesar de manter perfil discreto nas redes sociais, com postagens de caráter institucional na maior parte das vezes, o secretário-executivo retuitou uma mensagem da deputada Bia Kicis (PSL-DF) prestando apoio a Wagner Rosário, quando ele se envolveu em um embate com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), a quem chamou de “descontrolada”.

“Meu apoio ao Ministro @WRosarioCGU . Profissional técnico, competente e íntegro com quem tive a oportunidade de trabalhar por vários anos. Sempre serviu o povo brasileiro combatendo a corrupção e o desvio de verbas públicas”, escreveu Godoy.

Victor Godoy registra no currículo que tem pós-graduação em Altos Estudos em Defesa Nacional pela Escola Superior de Guerra, e em Globalização, Justiça e Segurança Humana pela Escola Superior do Ministério Público em parceria com instituições estrangeiras.

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Enquanto o governo não se pronuncia sobre a sucessão do MEC, outro nome além de Godoy circula nos bastidores. O reitor do Instituto Tecnológico Aeroespacial (ITA), Anderson Correira, conversou por telefone com parlamentares do Centrão, como o líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira. A interlocutores Correia teria dito que aceitaria o cargo, caso fosse convidado para assumir o MEC. O líder da bancada evangélica, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), teria feito a ponte com o líder do PL.

No passado, quando Abraham Weintraub deixou o MEC, o nome de Correia chegou a ser cotado para a vaga. Na época, o reitor recebeu o apoio da bancada evangélica e do pastor Silas Malafaia, mas acabou sendo preterido para a vaga, que ficou com Milton Ribeiro. A visão desta vez é de que o nome de Correia, que também já foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), poderia unir tanto a ala mais operacional do governo quanto a bancada evangélica.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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