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Política Nacional

Tebet e Leite se encontram em Brasília para discutir terceira via

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Simone Tebet e Eduardo Leite se encontram para discutir terceira via
Reprodução/montagem iG – 06/04/2022

Simone Tebet e Eduardo Leite se encontram para discutir terceira via

Após o ex-governador Eduardo Leite (PSDB-RS) sugerir a possibilidade de ser vice numa chapa ao Palácio do Planalto com Simone Tebet (MDB-MT) , a senadora retribuiu o afago e deve receber o gaúcho para uma reunião nesta quarta-feira em seu gabinete em Brasília.

Em entrevista a rádio Eldorado, a senadora disse que vê Leite como um “grande ativo do PSDB”, ainda que tenha sido derrotado nas prévias presidenciais. Na semana passada, Tebet havia dito que o governador João Doria, que venceu a disputa, era o candidato legítimo tucano. Nos últimos dias, porém, ela sinalizou uma mudança de tom e afirmou ter recebido com carinho o aceno de Leite de ser vice.

Segundo interlocutores, a senadora avalia que Leite é um bom vice porque tem baixa rejeição, enquanto a alta reprovação é o maior problema de Doria para decolar nas pesquisas de intenção de voto.

A aproximação entre Tebet e Leite ocorre no mesmo dia em que presidentes de partidos como PSDB, União Brasil, Cidadania e MDB, que articulam a chamada “terceira via”, devem oficializar uma aliança para que lancem uma candidatura única.

Tebet tem deixado claro que pretende ser a cabeça de chapa e disse que considera que pode liderar o campo do centro.

— Hoje está claro que o partido (MDB) não só se posiciona com uma pré-candidata. Temos todas as condições de liderar como cabeça de chapa —  disse Tebet.

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A declaração, no entanto, não foi bem vista pelo entorno de Leite. Aliados do gaúcho consideram que ainda é cedo para definir quem será o cabeça de chapa e defendem que o critério de escolha seja definido mais à frente com base em critério de pesquisa de intenção de votos.

Aliados de Doria minimizam aproximação

Enquanto Tebet e Leite estreitam laços e fazem acenos mútuos, o ex-governador João Doria também está em Brasília para intensificar as articulações políticas de sua pré-candidatura à presidência da República. Aliados minimizam a aproximação da senadora com o gaúcho e sustentam que Doria é próximo do presidente do MDB, Baleia Rossi, que tem se empenhado pela pré-candidatura da senadora. Lembram ainda que o paulista sempre quis ter uma mulher como vice. Doria.

Embora haja muita simpatia pela pré-candidata, os tucanos próximos ao paulista entendem que o MDB não apoia a senadora para valer. Em janeiro, o próprio presidente do PSDB e coordenador da pré-campanha de Doria, Bruno Araújo, disse ao GLOBO que a senadora estava longe de ser “unanimidade dentro do MDB”. A ida de Doria a capital federal ocorre quase uma semana após o paulista quase implodir a candidatura do PSDB ao governo paulista e desistir da presidência em troca de um gesto da direção nacional.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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