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Economia

Taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,1% nesta semana, mostra IBGE

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Agência Brasil

pessoas na rua
Tomaz Silva/Agência Brasil

13,1% da população brasileira está desempregada

A taxa de  pessoas desocupadas no Brasil é de 13,1% da população, em um total de 12,2 milhões de pessoas sem trabalho. Os dados fazem parte da  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid-19) para a segunda semana de julho, entre os 5 a 11, divulgada hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número fica acima da taxa de 12,3% da semana anterior (11,5 milhões) e da primeira semana de maio, que registrou 10,5% da população desocupada.


Ocupados

A Pnad Covid-19 estima em 81,1 milhões de pessoas a população ocupada do país na segunda semana de julho, enquanto nos sete dias anteriores o número estava em 81,8 milhões, o que mostra queda relacionada à primeira semana da pesquisa, na primeira semana de maio. Lá eram 83,9 milhões de pessoas ocupadas.

Em termos percentuais, o nível de ocupação alcançou 47,6%. O IBGE considerou estável na comparação com a semana anterior (48,1%), mas recuo em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%). A proximidade da taxa de informalidade chegou a 34%, também uma estabilidade frente a semana anterior (34,2%) e de queda se relacionada à semana entre 3 a 9 de maio (35,7%).

Distanciamento

Entre 5 e 11 de julho, 8,6% das pessoas ocupadas, 7 milhões, estavam  afastadas do trabalho por causa do distanciamento social. Na semana que antecedeu eram de 10,1%. A diferença é ainda maior na comparação com a primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio, quando a taxa era de 19,8%, 16,6 milhões de ocupados afastados.

A população ocupada e não afastada do trabalho chegou a 71 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior (71,1 milhões) e aumento na comparação com o período de 3 a 9 de maio, quando eram 63,9 milhões de pessoas. A pesquisa indicou ainda que nesse grupo, 8,2 milhões ou 11,6% trabalhavam remotamente.

Em números absolutos, o contingente ficou estável em relação à semana de 3 a 9 de maio (8,6 milhões), mas significa queda em termos percentuais (13,4%). Segundo o IBGE, pela primeira vez, o número de pessoas ocupadas que trabalhavam de forma remota caiu, porque na primeira semana de julho eram 8,9 milhões.

Para a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, esse movimento indica um retorno ao trabalho presencial com a flexibilização das medidas de distanciamento social.

“Essa é a primeira queda significativa nesse grupo desde o início de maio, quando a pesquisa começou. A redução foi observada tanto em valores absolutos (643 mil) quanto percentuais (11,6%) e reflete o que já estamos vendo, que é o retorno de parte dessas pessoas aos seus locais de trabalho de antes da pandemia”, observou.

Força de trabalho

O IBGE informou também que a taxa de participação na força de trabalho ficou em 54,8% na segunda semana deste mês, bem perto do período anterior (54,9%) e da primeira semana de maio (55,2%).

Já a população fora da força de trabalho, as pessoas que não estavam trabalhando nem procurava por trabalho, era de 76,9 milhões de pessoas. Isso representa estabilidade em relação à semana anterior (76,8 milhões) e também em relação à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões).

Conforme a pesquisa, cerca de 28,3 milhões de pessoas ou 36,7% da população fora da força de trabalho disseram que gostariam de trabalhar. O contingente ficou estável frente a semana anterior (28,7 milhões ou 37,4%), no entanto, cresceu frente a semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

A pandemia ou a  falta de uma ocupação na localidade em que moravam foram as causas para cerca de 19,2 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar, não procurarem trabalho. Esse dado corresponde a 68% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. O resultado se manteve estável na comparação com a semana anterior (19,4 milhões ou 67,4%) e também na relação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 70,7%).

Saúde

Ainda entre 5 a 11 de julho, a estimativa é de que 13,9 milhões de pessoas (ou 6,6% da população do país) apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal, que são febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular. Esses são os sintomas investigados pela pesquisa. O total é estável se comparado à semana anterior (14,3 milhões ou 6,8% da população), mas de queda em relação à de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%).

De acordo com a Pnad Covid-19, aproximadamente 3 milhões de pessoas ou 21,5% daqueles que apresentaram algum sintoma, procuraram um estabelecimento de saúde como postos de saúde, equipe de saúde da família, pronto socorro ou hospital do SUS ou, ainda, ambulatório /consultório, pronto socorro ou hospital privado, para ter atendimento. O resultado ficou bem perto da semana anterior (3,1 milhões ou 21,5%).

Embora, seja de queda em números absolutos, foi de alta em termos percentuais em relação à semana de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%). Mais de 84% destes atendimentos foram na rede pública de saúde.

Entre as pessoas que tiveram sintomas de síndrome gripal de 5 e 11 de julho, 315 mil (10,6%) procuraram atendimento em ambulatório ou consultório privado ou ligado às forças armadas. Essa resultado é de estabilidade tanto na comparação com a semana anterior (311 mil ou 10,1%), como em relação à primeira semana de maio (320 mil ou 8,7%).

De forma geral, 914 mil pessoas que tiveram os sintomas procuraram o serviço de hospitais na semana entre 5 e 11 de julho. Estatisticamente, o número ficou estável em relação à semana anterior (933 mil) e, ainda à semana de 3 a 9 de maio (1,1 milhão). Entre os que procuraram atendimento, 124 mil (13,6%) precisaram ficar internados. Nesse caso, também houve estabilidade frente a semana anterior (136 mil ou 14,6%) e a semana de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).

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Economia

Um a cada quatro brasileiros estava abaixo da linha de pobreza em 2018, diz IBGE

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Agência Brasil/Fernando Frazão

Um a cada quatro brasileiros estava abaixo da linha de pobreza em 2018, segundo o IBGE

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) para o período de 2017 e 2018, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza era em 2018 de 0,014 (ou 1,4% da população), considerando-se o valor de R$ 1,90/dia. A proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza de R$ 5,50/dia era 0,121 (ou 12,1%). Se fosse tomada como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), os indicadores de pobreza mostrariam números mais altos: 6,5% para a proporção de pessoas abaixo da linha de R$1,90/dia e 25,3% para a proporção de pessoas abaixo de linha de R$ 5,50/dia, destacou a pesquisa.

“Quando estratificamos a sociedade por área urbana e rural, conclui-se que apesar de a área rural ter apenas 14,7% da população, ela contribui com 34,6% de toda a pobreza estimada. Quando estratificamos por grandes regiões, fica claro que apesar de a Região Norte ter apenas 8,6% da população, ela contribui com 26,1% de toda a pobreza estimada”, diz a sondagem do IBGE.

De acordo com a instituição, esse índice pode contribuir mais para a alocação de recursos no combate à pobreza.

Em termos de cor ou raça, observa-se que o subgrupo da população onde a pessoa de referência da família é preta ou parda contribuiu com 77,8% de toda a pobreza. A sondagem considerou como pessoa de referência o responsável por despesas de aluguel, prestação do imóvel, condomínio, imposto predial, serviços, taxa e outros gastos com habitação.

A análise por nível de instrução revela que os subgrupos da população onde a pessoa de referência da família tem ensino fundamental incompleto, ou é sem instrução, contribuem com 66,5% de toda a pobreza. Por ocupação, o que se obtém é que os subgrupos da população onde a pessoa de referência da família é empregado sem carteira, trabalha por conta própria ou não é ocupado contribuem, juntos, com 81,7% de toda a pobreza no país.

Moradia

Os gastos médios por pessoa no Brasil com moradia atingiram, no período avaliado, R$ 264,66. Na área urbana, a despesa por habitante com moradia foi de R$ 249,32, contra R$ 15,34 na área rural. Os maiores gastos médios per capita, isto é, por indivíduo, com moradia foram encontrados na Região Sudeste (R$ 152,72). O menor gasto médio por habitante é observado no Norte brasileiro: R$ 12,31. Considerando o tipo de despesa, o aluguel estimado, ou seja, o valor que o informante que mora em domicílio próprio pagaria caso sua residência fosse alugada, detinha 76,4% das despesas com moradia, com valor de R$ 202,08. Em seguida vêm aluguel (R$ 33,71 ou 12,7%), condomínio (R$ 18,11 ou 6,8%) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou Imposto Territorial Rural (ITR) , com R$10,76 ou 4,1%.

A POF apurou que, em média, famílias chefiadas por pessoas pretas e pardas ou por mulheres tiveram despesa estimada com moradia e aluguel 35% menor em 2017/2018 do que quando a pessoa de referência era branca ou do sexo masculino. A despesa média per capita com moradia, por exemplo, foi de R$ 156,72 para brancos e R$ 101,80 para pretos e pardos; para homem, a despesa média por indivíduo foi R$ 159,20 e para as mulheres, R$ 105,46.

Por estrutura de domicílio, contatou-se que 67,5% dos brasileiros viviam em domicílios com telha sem laje ou somente com laje de concreto, dos quais 54,6% estavam na área urbana e 12,9% na área rural. 2,8% dos domicílios não tinham banheiro. De acordo com a pesquisa, 40% dos mais pobres representavam cerca de 90% dos brasileiros que viviam em domicílios sem banheiro . O aluguel era um ônus excessivo, correspondente a um terço da renda disponível. Por outro lado, a sondagem identificou densidade excessiva domiciliar, da ordem de 5,7 pessoas por domicílio no período analisado.

Problemas

Segundo a POF, existiam no Brasil 79 milhões de pessoas (38,2% da população no Brasil) vivendo em domicílios localizados em áreas com violência ou vandalismo, em 2017 e 2018. Desses, 42,7% estavam na Região Norte, 41,6% no Centro-Oeste, 40,2% no Nordeste e 38,4% no Sudeste. Na Região Sul, o índice era inferior: 29,4%.

Na opinião de 25,3% das pessoas de referência das famílias, fumaça, mau cheiro, barulho e outros problemas ambientais causados pelo trânsito ou a indústria eram os principais problemas, sendo que 23,3% estavam na área urbana. Essa questão afetava mais as pessoas do Sudeste (11,5%) e Nordeste (6,5%). Domicílios próximos a rio, baía, lago, açude ou represa poluídos abrigavam 15,8% das pessoas no país, no período analisado. Destaque para a Região Norte que, embora seja a menos populosa do país, tinha a maior proporção (19,8%) de pessoas afetadas pela poluição hídrica de fontes de água doce.

Serviços

A despesa média per capita no Brasil com serviços de utilidade pública somou R$ 114,12, sendo R$ 106,11 na área urbana e R$ 8,01 na área rural. Por tipo de serviço, o maior gasto foi registrado em serviços de comunicação (R$ 45,16), seguido por energia elétrica (R$ 39,64), água e esgoto (R$ 16,60) e gás doméstico (R$ 12,73). A despesa média mais elevada foi observada na Região Sudeste (R$ 58,07), destacando serviços de comunicação (R$ 25,64).

A POF mostra que a despesa per capita em comunicação teve a seguinte distribuição: 40% para os mais pobres (R$ 6,43) e 10% para os mais ricos (R$ 14,33), no período 2017/2018. As pessoas dos décimos mais baixos de renda gastaram a maior parte da despesa em serviços de utilidade pública com energia elétrica, sendo 42,2% no primeiro décimo de renda. Por outro lado, os serviços de comunicação representaram a maior parte dessas despesas nos domicílios com maiores rendimentos, 53,7% para famílias no último décimo de renda, relatou o IBGE.

A sondagem constatou também que 97,7% da pessoas viviam em domicílios com fornecimento integral de energia elétrica; 78,7 milhões de pessoas moravam em domicílios sem rede de esgoto e 21,9 milhões de pessoas habitavam domicílios sem coleta de lixo.

Saúde

Em relação à saúde , a despesa média por indivíduo nos anos de 2017 e 2018 alcançou R$ 133,23, divididos entre serviços de assistência à saúde (R$ 86,48) e medicamentos e produtos farmacêuticos (R$ 46,75). A despesa não monetária representou 20,9% do total gasto com medicamentos e produtos farmacêuticos e 37,6% dos serviços de assistência à saúde. Por despesa não monetária entende-se valores de bens e serviços providos pelo governo, instituições e outras famílias, assim como o aluguel estimado (valor sugerido de aluguel, segundo opinião do informante) para os domicílios próprios, caso fossem alugados.

A análise da distribuição de pessoas residentes em famílias, de acordo com posse de plano de saúde , mostrou que em 2017 e 2018 um total de 64,4% não tinham ninguém da família com plano; 17,4% tinham pelo menos uma pessoa com plano; e 18,1% mostravam que todos na família tinham plano de saúde.

Nas famílias em que todos tinham plano, os brancos predominavam (11,3%), contra 6,4% de pretos e pardos. Esse segundo grupo liderava, ao contrário, entre as famílias em que ninguém tinha plano, com 41,3%, enquanto entre os brancos o percentual caía para 22,4%.

Com base na distribuição percentual da despesa média per capita com saúde, de acordo com a composição familiar, verificou-se que nas famílias em que todos tinham plano de saúde, o homem liderava com 44,1% do total, contra 38,5% da mulher. Por cor ou raça, brancos respondiam por 53,3% das famílias em que todos tinham plano, contra 24,9% de pretos e pardos. Entre as famílias em que ninguém tinha plano, a despesa média por pessoa era assumida mais pelas mulheres (42,7%) do que pelos homens (38,6%). Entre pretos e pardos, a média apurada foi 54,2% e, entre brancos, 30,9%.

Restrições

A pesquisa apontou que 16,4% das pessoas tinham restrição à saúde em termos de medicamentos e 26,2% em relação a serviços de saúde em geral. A falta de dinheiro foi o maior motivo apresentado tanto para acesso a serviços de saúde (16,9%), quanto para compra de medicamentos (11%). Em seguida, aparecem indisponibilidade do produto ou serviço (8,1% em relação a serviços de saúde e 4,9% em relação a medicamentos) e dificuldade de chegar a algum local de aquisição (0,9% em termos de serviços e 0,4% em medicamentos).

A restrição a medicamentos e produtos farmacêuticos era maior entre pretos e pardos (11%) do que entre brancos (5,2%). O mesmo ocorria em relação a restrições a serviços de saúde: 16,7% pretos e pardos e 9,2% brancos. A proporção de famílias residentes que enfrentavam alguma restrição aos serviços de saúde era de 1,2% entre a parcela dos 10% mais ricos da população e de 12,8% entre os 40%¨mais pobres. O mesmo acontecia quanto à restrição a medicamentos, apresentada por 0,6% dos 10% mais ricos e por 9% dos 40% mais pobres.As características principais das famílias com restrição à saúde em 2017 e 2018 reuniam pessoas de referência do sexo masculino, com idade entre 24 a 49 anos, de cor preta e parda, com ensino fundamental incompleto e ocupação por conta própria.

Educação

A despesa média por pessoa com educação em 2017/2018 era de R$ 120,16, da qual a área urbana contribuiu com 92,5% ou R$ 111,09, e a área rural com 7,5%, ou R$ 9,06. Destaque para a Região Sudeste, que contribuiu com 52,8% da média (R$ 63,45), enquanto o Nordeste, segundo colocado, contribuiu com 19,8% ou R$ 23,74. Do gasto total de R$ 120,16, R$ 68,13 (56,7%) foram de gastos não monetários e R$ 52,03 (43,3%), monetários, ou seja, a despesa não monetária com educação era maior no período pesquisado que a monetária.

A faixa etária da pessoa de referência na família entre 25 e 49 anos de idade contribuiu com 62,1% para o valor médio per capita da despesa com educação, equivalente a R$ 74,59. As famílias lideradas por homem contribuíram com 61,3%, ou R$ 73,62, enquanto as famílias lideradas por mulheres contribuíram com 38,7% (R$ 46,54). As famílias em que o chefe se declarou branco contribuíram com 51,4% (R$ 61,79) do valor médio da despesa, contra 46,6% (R$ 55,94) das famílias chefiadas por pessoas pretas e pardas.

Por nível de instrução da pessoa de referência, verifica-se que quase 80% da média de despesas com educação resultavam da contribuição daquelas com ensino fundamental incompleto (23,7% ou R$ 28,50), ensino médio completo (25,2% ou R$ 30,26) e ensino superior completo (30,4% ou R$ 36,51).

“Considerando os diferentes arranjos familiares, a parcela da população composta pelas famílias formadas por mais de um adulto com ao menos uma criança contribuiu sozinha com 54,2% (R$ 65,13) do valor da média per capita”, indicou a pesquisa.

A POF revela ainda que dos sete componentes da despesa com educação, a contribuição da parcela não monetária foi maior na creche e pré-escola (63,3%), no ensino fundamental (68,5%) e no ensino médio (79,6%). Apenas no ensino superior e pós-graduação e em outros cursos, a parcela monetária, de 59,8% e 67,7%, respectivamente, superou a parcela não monetária. As famílias do décimo de maior rendimento contribuíram com R$ 29,47 para a despesa média por pessoa com educação, o que corresponde a mais do que a soma da participação das famílias dos quatro décimos com os menores rendimentos (R$ 26,12), conclui a POF.

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Economia

INSS: moradores do Amapá tem pagamento de benefícios antecipado

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Agência Brasil

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Martha Imenes

Amapaenses terão pagamentos de benefícios antecipados


Os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ), com domicílios no estado do Amapá, vão receber os benefícios de dezembro antecipadamente. Portaria conjunta autorizando a medida está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (25).


A decisão da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, considerou a Portaria nº 2.938, de 21 de novembro de 2020, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, que reconheceu o  Estado de Calamidade Pública em toda a área do território do Amapá , devido à interrupção no abastecimento de energia elétrica no estado.

O pagamento dos benefícios de prestação continuada previdenciária e assistencial administrados pelo INSS é antecipado para o primeiro dia útil do cronograma, a partir da competência de dezembro de 2020 e enquanto perdurar a situação de calamidade, diz o documento.

Apagão

No dia 3 de novembro, um incêndio em um transformador da subestação da capital, Macapá , ocasionou o desligamento automático nas linhas de transmissão Laranjal/Macapá e das usinas hidrelétricas de Coaracy Nunes e Ferreira Gomes, que abastecem o estado. Durante o período da interrupção do serviço, a população amapaense enfrentou as consequências da falta de energia elétrica.

A situação só foi normalizada nessa terça-feira (24), 22 dias após a interrupção do serviço com a restauração da carga de energia sistema, quando a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) anunciou o encerramento do rodízio imposto pelo incêndio na subestação.

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