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Saúde

Setor de Saúde suspeita da circulação da ômicron e pede que população faça sua parte

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Com o avanço evidente e preocupante no número de casos de Covid-19 em Tangará da Serra e em todo o estado de Mato Grosso e Brasil, o setor de Saúde da Prefeitura Municipal de Tangará da Serra pede apoio da população.

“Não queremos tomar medidas pesadas, não queremos fechar nada e impedir a circulação e o trabalho das pessoas, mas precisamos que a população nos ajude a enfrentar esse momento, sem tomar medidas mais duras”, disse o Prefeito Vander Masson durante coletiva de entrevista na última sexta-feira, dia 07.

Porém, o que se vê é uma situação que caminha para o aumento de medidas de restrição, pois somente em 48 Horas o número de casos cresceu mais de 100% e os leitos dw UTIs voltaram a ter 30% de sua capacidade ocupados, principalmente na última semana, quando cerca de 200 casos da doença foram confirmados na cidade.

Durante entrevista coletiva para a imprensa na última sexta-feira, o chefe da Vigilância Epidemiológica, Fabrício Queiroz, trouxe duas informações importantes e que geram grande preocupação no setor de Saúde da Prefeitura Municipal de Tangará da Serra. Primeiro, a quantidade de casos sendo registrados de forma simultaneamente. Segundo, o número de pacientes não vacinados que testaram positivo para a doença.

Os dados alarmantes, com mais de 100 casos em 2 dias, levam o setor de Saúde a crer que a variante Ômicron já está circulando em Tangará da Serra.

Fabrício Queiróz responsável técnico pela Vigilância Epidemiológica, explica que a suspeta se dá diante da taxa de crescimento da contaminação (TCC), que passa de 19% no município, uma taxa bem diferente do que era visto antes. As outras variantes tinham taxa bem abaixo de 19%.

Na entrevista coletiva, Fabrício, ao lado do prefeito e da equipe do Hospital Municipal, deixaram no ar a suspeita da Omicron, fundamentada no fato de que muitos munícipes saíram da cidade para passar as festas de final de ano em outros estados, inclusive onde já fora registrada presença da ômicron.

“Nós suspeitamos, até pelas características de alta contaminação. Temos 19% de contaminação e isso é um índice alto, considerando que temos um público já imunizado”, disse.

O chefe da Vigilância aí da mencionou que a suspeita é reforçada pelo índice de contaminação, na medida em que a ômicron consegue infectar o paciente, porém não alcançando maiores gravidades justamente em função da vacina já ministrada, que protege as células do organismo.

“Temos a imunização celular e a mediada por anticorpos. Esta variante consegue superar a imunidade mediada por anticorpos, mas não a imunidade mediada por células (…) O  vírus consegue adentrar no sistema imunológico preparado para patógenos externos, com partículas de defesa, porém não consegue alcançar o trato inferior para causar maior gravidade, que é a questão pleural, pulmonar (…) Se acumula mais as vias aéreas superiores…”, explicou.

Vacinados

O chefe da Vigilância disse ainda que 95% dos casos confirmados na cidade nos dias que anteciparam a sexta-feira, 07, eram de pessoas não vacinadas completamente.

Fabrício Queiróz afirma que todas as unidades de saúde dispõem de todos os imunizantes.

“Basta procurar o sistema de saúde e entrar no esquema de agendamento. É um agendamento simples, para garantir e completar o esquema vacinal”, finalizou.

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Saúde

Em 24h, Brasil registra 228.954 casos e 672 mortes por covid-19

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  Brasil vive surto da variante ômicron da covid-19
Reprodução

Brasil vive surto da variante ômicron da covid-19

O Brasil registrou 228.954 novos casos de covid-19 desde ontem. Ao todo, o país já soma 24.764.838 diagnósticos positivos para a doença, e as estatísticas não param de subir em razão da variante Ômicron.

No período, foram 672 mortes, totalizando 625.085 desde o início da pandemia. Por problemas técnicos, o Mato Grosso não reportou os dados do dia. Foram considerados pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), portanto, os números de ontem.

A média móvel de mortes fechou o dia 168.514, em alta, e a de óbitos em 411. A conta leva em consideração os registros dos últimos sete dias.

Mais cedo, o ministro da Saúde admitiu que o Sistema Único de Saúde já sente os efeitos da explosão de casos. Em sete estados, a lotação está acima de 80% e em crescimento.

“Pressão sobre o sistema de saúde já ocorre. Pelo menos uma dezena de estados já tem os leitos UTI ocupados em percentual superior a 70%. Porém, no início da pandemia, o número de leitos de UTI era em torno de 22 mil e, hoje, nós temos condições de ampliar”, afirmou o ministro.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Queiroga se esquiva da revogação de nota técnica que defende Kit Covid

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Os conselhos nacionais dos Secretários de Saúde (Conass) e das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) entregaram ofício ao  Ministério da Saúde nesta quinta-feira (27) que solicita a revogação de uma nota técnica da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde que inicialmente indicava medicamentos do chamado kit covid.

nota técnica havia sido assinada pelo secretário de Ciência e Tecnologia da Saúde, Hélio Angotti Neto, e tinha informações divergentes das contidas no relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

O relatório do Conitec aponta a inexistência de evidências que validem o uso da ivermectina, da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19.“As Diretrizes Brasileiras para Tratamento do Paciente com Covid-19 (hospitalar e ambulatorial) precisam ser adotadas com urgência pelo Ministério da Saúde, e empregadas pelos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) para orientar profissionais e organizar os serviços de acordo com as melhores práticas e tratamentos, com base no melhor conhecimento científico em benefício da saúde da população brasileira”, destaca o ofício.

O ofício foi apresentado na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), da qual participam as representações das secretarias estaduais e municipais juntamente com o Ministério da Saúde. Na reunião, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que só poderia revogar a nota em caso de “flagrante ilegalidade” e que a decisão cabe a Angotti.

“Quem decide se vai haver incorporação de tecnologia, atendendo a critérios de segurança e eficácia, é o Secretário de Ciência e Tecnologia. Naturalmente que as decisões no setor público têm que ser fundamentadas. Todas as decisões podem sofrer contestações, que são encaminhadas ao autor da decisão. Cabe recurso ao ministro de Estado. Havendo recurso, ele será avaliado por esse ministro”, disse o ministro.

O ministro informou que serão avaliados o juízo de admissibilidade e o mérito da questão. “Motivarei a minha decisão dentro da lei e do conhecimento científico”, informou. O relatório da Conitec, datado de novembro de 2021, conclui que não há medicamentos específicos para tratamento de pacientes ambulatoriais com covid-19.

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“Nenhuma das tecnologias de saúde avaliadas foi indicada para uso de rotina no tratamento ambulatorial do paciente com suspeita ou diagnóstico de covid-19”, afirma o texto.

O documento argumenta que as evidências não mostram benefício clínico da cloroquina e da hidroxicloroquina em casos de covid-19. O relatório também pontua que não há evidências suficientes para recomendar o uso de ivermectina, budesonida, colchicina, corticosteróide sistêmico e nitazoxanida.

Na nota técnica, o secretário Hélio Angotti Neto apontou razões para a decisão, entre as quais a incerteza do cenário científico diante de uma doença desconhecida, a utilização de medicamentos fora da bula (prática chamada de off label) durante a pandemia, o respeito à autonomia profissional, a seleção restritiva de estudos destinados à tomada de decisão e análise dos fármacos “de forma isolada ou em combinação simples”.

Uma nova versão da nota recuou em questões pontuais, como em uma tabela que questionava a eficácia de vacinas contra a covid-19, mas manteve argumentos em defesa de medicamentos do kit covid, como a hidroxicloroquina. O Conselho Nacional de Saúde (CNS), membro da Conitec, também criticou a nota.

“O CNS vem a público defender a integridade da Conitec, a reputação e a idoneidade de seus membros, e a transparência e o rigor técnico de suas decisões contra os ataques que, motivados por interesses obscuros e ideias retrógradas, põem em risco essa grande conquista da saúde no Brasil.”

Fonte: IG SAÚDE

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