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Setor de máquinas agrícolas mantém otimismo e aguarda recursos do FCO para fevereiro

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Apesar do esgotamento dos recursos para financiamento, o setor de máquinas agrícolas está otimista para o segundo semestre da safra 2018/2019. Há negócios em andamento que deverão ser selados ainda no primeiro trimestre do novo ano e a tendência é de manter os mesmos índices de crescimento do ano passado.

Contudo, a boa performance do setor está condicionada a três fatores essenciais: commodities com bons preços, valorização do câmbio e oferta de crédito. Neste último quesito, há uma sinalização que proporciona o otimismo: a liberação, a partir de fevereiro, de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO).


Boa performance do setor está condicionada a três fatores essenciais: commodities com bons preços, valorização do câmbio e oferta de crédito

Na região polarizada por Tangará da Serra as revendas de máquinas agrícolas operam mais com o FCO, gerido pelo Banco do Brasil e com operações realizadas também pelo Sicredi.

Os recursos do fundo estão indisponíveis para financiamentos, mas deverão voltar a serem liberados a partir de fevereiro, segundo preveem os revendedores. “Temos muitos negócios em andamento, mas nossa expectativa é para fevereiro do ano que vem”, confirma o gerente comercial da Agro Amazônia (revenda John Deere), Ricardo Laúdo. A indisponibilidade de crédito ocorre em função do contingenciamento do governo.

Liberação de recursos do FCO deverá impulsionar a comercialização de plantadeiras e colhedeiras de soja, milho e algodão, além de pequenos tratores para agricultura familiar

Segundo Laúdo, a liberação de recursos do FCO deverá impulsionar a comercialização de plantadeiras e colhedeiras de soja e milho. Há, também, expectativa muito boa em relação aos negócios com máquinas para colheita de algodão, cuja commodity promete excelentes resultados nesta safra.

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Outro filão para as máquinas agrícolas é a agricultura familiar. Ricardo Laúdo aposta em bons negócios envolvendo pequenos tratores para pequenos produtores. “Há muitos negócios previstos para 2019 e entre eles há muitos que serão fechados com a agricultura familiar”, revelou.

Projeções

Segundo a Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a expectativa para o fechamento deste ano é positiva para o setor, com tendências de crescimento na faixa dos 15%. “O agronegócio está investindo, renovando seu parque de máquinas e não podemos perder este momento”, disse o presidente da entidade, João Carlos Marchesan, que projeta outros 15% de incremento no setor para o final da safra, em junho de 2019.

Novas fontes

Apesar da forte demanda por crédito rural, não faltarão recursos para o agronegócio no primeiro semestre de 2019, início do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. É o que afirmou em recente entrevista à imprensa nacional o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner,

Ele destacou, porém, que a tendência para médio e longo prazos é que diminua a participação do governo federal como fonte de crédito rural com juros subsidiados. “Não faltará crédito, mas as fontes estão mudando. Teremos um governo mais restritivo em consequência de ajuste fiscal”. Segundo ele, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) compreendem “alternativas bem interessantes” à disposição do setor produtivo.

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No Acre, ministra afirma que está negociando exportação de carne para o Peru

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Em viagem ao Acre, onde foi acompanhar o início da primeira colheita de soja no estado, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) informou que está negociando junto ao governo do Peru a abertura do mercado daquele país para a carne brasileira, principalmente a produzida no Norte do país. Ela disse que não faz sentido o Peru comprar carne de países distantes, como Austrália e Estados Unidos, e estar com o mercado fechado para a produção de excelente qualidade do Brasil. A ministra convidou o governador do Acre, Gladson Cameli, a acompanhá-la em viagem ao Peru, juntamente com uma comitiva de produtores acreanos, para negociar a abertura do mercado.

“Nós já estamos bem encaminhados”, disse Tereza Cristina, em relação às negociações com o governo peruano. “Vamos ter uma missão, em breve, para o Peru para abrir o mercado de carnes. A gente sabe que vocês (do Acre) têm um potencial enorme na pecuária, e o Peru importa carne da Austrália. Olha a distância! Eles estão lá do outro lado do mundo e nós temos aqui carne de qualidade. O governador nos acompanhará para mostrar tudo que vocês têm de bom aqui”.


A ministra visitou a primeira plantação de soja da Fazenda Mariana, nos arredores de Rio Branco, a capital do estado, e ficou satisfeita ao conversar com a produtora rural Fátima Maciel, integrante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do estado. Fátima contou à ministra que tinha medo de plantar soja, porque diziam a ela que o produto deixava os solos inférteis. Mas ela finalmente teve acesso à cultura e se surpreendeu positivamente. “O solo é adubado pela palha da soja e continua fértil. A palha funciona como adubo”, disse a trabalhadora. “Ouvir esse depoimento já valeu a minha viagem”, respondeu a ministra.

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Produção com sustentabilidade

Tereza Cristina disse esperar que a produção de soja aumente a cada ano no Acre, com responsabilidade ambiental. Nesta primeira safra, o estado plantou 500 hectares com soja. “Se Deus quiser, ano que vem eu venho aqui e já vai ter mil, dois mil hectares. E isso sem comprometer o meio ambiente, fazendo isso com sustentabilidade. Nós temos como fazer, nós temos tecnologia hoje para isso. O Brasil é campeão em tecnologia na agricultura tropical, só ele tem, e precisamos exportar nossa tecnologia”, afirmou a ministra.

A ministra disse que vai tentar resolver um problema que aflige os produtores do Acre, a dificuldade de transportar cargas até a Bolívia. “É uma insensatez que os caminhões tenham de andar 3 mil quilômetros para levar carne a um país tão próximo. Isso tira toda a margem (de lucro) do empresário que está produzindo aqui, o problema da passagem é um absurdo. Então vamos sentar e endurecer um pouquinho esse jogo para ver se conseguimos que toda a carne que vai para a Bolívia não tenha de dar essa volta, porque isso é mortal”.

Tereza Cristina disse também que “o Ministério da Agricultura está aberto para todos aqueles que querem empreender”. Segundo ela, é preciso “desburocratizar muita coisa” e tornar os processos mais simples e menos demorados. “Simplificar processos não quer dizer que não vamos cumprir lei. Nós vamos cumprir sim, mas não podemos deixar coisas que podem ser resolvidas rapidamente levem anos de gaveta em gaveta, deixando o empresariado esperando para investir”.

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Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Cursos do Soja Plus começam em março

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Cursos do Soja Plus começam em março

Interessados devem procurar Sindicato Rural das cidades. Esta é a nona edição dos treinamentos que são oferecidos gratuitamente


22/02/2019

Produtores rurais poderão se capacitar nos cursos de qualidade de vida no trabalho a partir de 22 de março.  Oferecidas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), por meio do programa Soja Plus, as qualificações começarão por Diamantino e devem percorrer outros 33 municípios. Interessados devem procurar Sindicato Rural das cidades. Esta é a nona edição dos treinamentos que são oferecidos gratuitamente.


Os cursos são baseados na Norma Regulamentadora 31 (NR31) – Qualidade de Vida no Trabalho e Saúde e Segurança no Trabalho Rural. Conforme explica a gerente de Sustentabilidade da Aprosoja-MT, Marlene Lima,  os cursos tem por principal objetivo preparar os produtores de soja e milho de Mato Grosso, quanto às questões de legislação trabalhistas, previdenciária,  gestão e segurança no trabalho, bem como prevenção de acidentes.

“Essa é uma oportunidade ímpar para o produtor rural obter informações quanto às legislações trabalhistas e evitar alguns riscos nas fazendas, como multas, notificações e até acidentes de trabalho, por exemplo”, enfatizou Marlene.

Produtores rurais que desejarem fazer o curso devem procurar os Sindicatos Rurais ou supervisores de campo da Aprosoja-MT, pois os cursos já estão programados ao longo do ano e irão percorrer os municípios de Diamantino, Vera, Ipiranga do Norte, Jaciara, Tabaporã, Lucas do Rio Verde, Tapurah, Sapezal, Cláudia, Sinop, Alta Floresta, Alto Taquari, Matupá, Porto Alegre do Norte, Confresa, Nova Mutum, Nova Maringá, Porto dos Gaúchos, Campos de Júlio, Tangará da Serra, Campo Verde, Itiquira, Rondonópolis, Sorriso, Querência, Gaúcha do Norte, Canarana, Água Boa, Nova Xavantina, Campo Novo do Parecis, Vila Rica, Primavera do Leste, Paranatinga e São José do Xingu.

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“As datas de onde os cursos vão percorrer serão disponibilizadas nos próximos dias. Este ano caso o produtor rural não consiga se adaptar ao horário das qualificações, vamos oferecer uma flexibilização. Basta procurar os supervisores de campo da sua região”, concluiu Marlene Lima.

Soja Plus

O Soja Plus é um programa de melhoria contínua das propriedades rurais, com objetivo de aumentar a eficácia da gestão e preparar o produtor rural para atender as demandas de forma mais sustentável, econômico, social e ambientalmente. O curso é um pré-requisito para os agricultores serem inseridos no programa.

 

Fonte: Ascom Aprosoja


Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215

Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA
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