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Economia

Secretário de Guedes é cotado para substitui Pires na Petrobras

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O secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade
Michel Jesus / Câmara dos Deputados

O secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade

 Secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade é o nome mais cotado para assumir a presidência da Petrobras com a desistência do consultor Adriano Pires, que foi antecipada pela colunista do GLOBO Malu Gaspar e formalizada na noite desta segunda-feira (4).

O nome é defendido por ministros do governo e ele já foi entrevistado pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

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Assessor do ministro Paulo Guedes, o nome de Paes de Andrade volta a ser ventilado no governo para assumir o comando da estatal. Ele estava entre os cotados para o posto desde antes da queda de Joaquim Silva e Luna, general da reserva. Foi uma indicação de Guedes, mesmo que ele venha dizendo que não quer se envolver no assunto;

Bolsonaro decidiu demitir Silva e Luna por conta da alta dos preços dos combustíveis num ano eleitoral. Inicialmente, o nome escolhido para o cargo foi de Adriano Pires, consultor que tinha apoio do centrão — grupo de partidos que apoia Bolsonaro. Pires, porém desistiu.

Caio Paes de Andrade pode ser uma solução caseira adequada para este momento. Ele foi presidente do Serpro (estatal de dados do governo) e, com isso, já se descompatibilizou de investimentos e empresas — situação que levou Pires a declinar do convite.

O secretário é um gestor de confiança inclusive de Bolsonaro e tem como vitrine a implantação do sistema Gov.br, que reúne serviços digitais do governo federal. 

Caio Mario Paes de Andrade tem formação em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduação em Administração e Gestão pela Harvard University e Mestre em Administração de Empresas pela Duke University.

A nova indicação ocorre depois do consultor Adriano Pires desitir oficialmente de assumir o cargo.

Pires comunicou pela manhã que desistira de assumir o cargo, mas o presidente Jair Bolsonaro passou o dia tentando convencê-lo a mudar de ideia. Ele, porém, decidiu não assumir o cargo.

A dificuldade de ser aprovado pelo Comitê de Pessoas da Petrobras, que ser reunirá nesta terça-feira, porém, fez Pires desistir do cargo. Além disso, Pires não quis abrir mão da sua empresa de consultoria, o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Em carta enviada ao MME, Pires agradece a indicação e reafiram o “compromisso de continuar nessa luta” pelo desenvolvimento do mercado de óleo e gás. Ele afirma, porém, que não poderia conciliar o cargo com as atividades de consultoria que já desempenha, atualmente, para empresas do setor.

O nome de Pires foi indicado pelo governo na semana passada, no lugar do general da reserva Joaquim Silva e Luna, atual presidente da estatal. A troca foi anunciada em meio à insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com a alta do preço dos combustíveis em um ano eleitoral.

Pires é consultor com atuação há mais de duas décadas no setor de óleo e gás. Como mostrou Malu Gaspar, entre os clientes de Pires está o empresário e sócio de distribuidoras de gás Carlos Suarez, que é também amigo de décadas de Landim.

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Outros clientes do consultor são a associação do setor (Abegás), a Compass, concessionária de gás do empresário Rubens Ometto, e diversas outras empresas do setor.

Não é segredo para o governo, porém, essa relação de Pires. Auxiliares de Bolsonaro, inclusive, diziam que ele foi escolhido por conta desse currículo.

A relação do presidente do Flamengo, Rodrigo Landim, com Suarez também foi o que levou ele a desistir do cargo de presidente do Conselho de Administração da estatal.

Para assumir a Petrobras, Pires também precisaria contornar uma exigência considerada difícil por ele. Pela legislação, o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), que ele preside, não poderia ficar sob o comando de seu filho, Pedro Rodrigues Pires, hoje sócio-diretor do empreendimento.

A Lei das Estatais veda que executivos dessas empresas tenham parentes em empreendimentos concorrentes.

Fundado em 2000, o CBIE se apresenta como uma consultoria especializada em regulação e assuntos estratégicos em energia. Nos quadros da empresa consta Pedro Rodrigues Pires, filho de Adriano Pires, como sócio diretor.

O CBIE é uma empresa familiar. Por isso, Pires teria que vender ou encerrar a empresa para assumir a Petrobras, para não haver qualquer relação entre ele e a companhia. É uma situação diferente de outros executivos que já entraram em estatais, que não eram donos de grandes empresas.

Pires disse a interlocutores que abrir mão do CBIE neste momento seria um obstáculo difícil para ele superar.

O Ministério Público chegou a pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) que apure se há conflito de interesse na indicação de Adriano Pires. Isso porque, conforme argumenta o MP, Pires está há mais de 20 anos à frente do CBIE.

Como mostrou Malu Gaspar, entre os clientes de Pires está o empresário e sócio de distribuidoras de gás Carlos Suarez, que é também amigo de décadas de Landim. Outros clientes do consultor são a associação do setor (Abegás), a Compass, concessionária de gás do empresário Rubens Ometto, e diversas outras empresas do setor.

Em conversas com auxiliares no domingo e nesta segunda-feira, Bolsonaro atribuiu a supostos “inimigos” que estão na Petrobras os obstáculos criados para Pires assumir o cargo. Esses obstáculos deixaram Bolsonaro irritado e o presidente não queria dar o braço a torcer.

Nas conversas, Bolsonaro reclamou que teria, na sua visão, de escolher o presidente da Petrobras. E afirmado que Pires é qualificado para o cargo. Em entrevista ao GLOBO na semana passada, Albuquerque disse que Adriano Pires era a pessoa mais indicada para estar à frente da Petrobras neste momento. 

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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