conecte-se conosco

  • banner_Lorenzetti_1250x250

Economia

Secretário de Guedes cotado para Petrobras é acusado de abuso de poder

Publicado


source
O secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade
Michel Jesus / Câmara dos Deputados

O secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade

Caio Mario Paes de Andrade, secretário especial de desburocratização do Ministério da Economia cotado para presidir a Petrobras , é acusado de utilizar o Ministério para vasculhar informações sobre uma empresa privada.

As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo, que obteve um processo no qual a companhia Conclusiva Empreendimento e Participações afirma que a pasta acessou suas informações disponíveis no Serasa sem motivos.

A Conclusiva enfrenta uma briga na Justiça com a Captalys, empresa que pertence a Luís Cláudio Garcia de Souza, amigo do ministro da Economia, Paulo Guedes. Além disso, a Captalys tem como presidente Margot Greenman, que foi esposa de Paes de Andrade até 2020.

As duas empresas se tornaram sócias para construir empreendimentos imobiliários em 2012, mas o projeto não avançou porque a Conclusiva acusa a Captalys de desvio de recursos.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia

Secretário cotado para assumir Petrobras é acusado

Em meio a esse processo, a Conclusiva afirma ter tido dados vasculhados pelo Ministério da Economia. “A Conclusiva não possui qualquer tipo de relação com o poder público. Logo, não existe qualquer motivo para o Ministério da Economia, que tem como um dos secretários mais relevantes, justamente, o sr. Caio Mario Paes de Andrade, repentinamente começar a monitorar a requerente”, afirma a empresa, de acordo com a Folha. Para a Conclusiva, isso “só se explica como a utilização de instrumentos públicos para fins privados no âmbito do litígio entre a autora e o Grupo Captalys”.

Em tese, não há de fato motivo administrativo algum para que Paes de Andrade buscasse informações sobre a Conclusiva, o que o secretário nega ter feito. A Serasa, porém, confirma que o Ministério da Economia fez uma consulta sobre a empresa em 11 de julho de 2021, mas disse que só a pasta pode dizer quem realizou o acesso. A Conclusiva solicitou a informação ao Ministério, que disse não ser possível identificar o autor ou o motivo da consulta.

Leia Também

A empresa, então, entrou com uma ação judicial para obter provas. A companhia quer que os computadores do Ministérios passem por perícia caso a autoria do acesso não seja informada voluntariamente.

“Caso se confirme a suspeita da autora, de que o Sr. Caio Paes de Andrade utilizou os recursos do Ministério da Economia para investigar a Conclusiva, com o propósito de obter vantagens em seu litígio privado, estaremos diante de um gravíssimo ato de abuso de poder e desvio de função”, afirma a ação judicial.

Paes de Andrade já foi sócio de empresa

À Folha, Paes de Andrade diz já ter sido sócio de uma das empresas do Grupo Captalys enquanto presidia o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), cargou que ocupou antes de ir para o Ministério da Economia.

Ele afirma, porém, que já se desfez das cotas na empresa e que, na ocasião, informou a Comissão de Ética Pública da Presidência sobre a situação.

Além do acesso aos dados da Serasa, a Conclusiva acusa Paes de Andrade de ter beneficiado a Captalys de outras formas. A empresa cita uma chamada pública do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que emprestaria dinheiro para micro e pequenas empresas. De 12 fundos pré-selecionados em agosto de 2020, dois são ligados ao Grupo Captalys.

De acordo com a Conclusiva, Paes de Andrade (na ocasião, na presidência do Serpro) realizou diversas reuniões com o alto comando do BNDES durante o período de concorrência, mesmo exercendo cargo administrativo em empresa do Grupo Captalys. “O que é uma situação sabidamente vedada por lei”, diz a ação. À Folha, o secretário nega ter atuado junto ao BNDES para que a empresa recebesse recursos.

Também ao jornal, Paulo Guedes disse que não é amigo do dono da Captalys. Já a Captalys negou ter recebido informações por parte do Ministério da Economia e disse que Margot Greenman nunca solicitou informações da Conclusiva ao ex-marido.

Comentários Facebook

Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

Publicado

Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

Continue lendo

Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

Publicado

Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana