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Política Nacional

”Se maioria é negra no Brasil, é óbvio que vão morrer mais”, diz Coronel Tadeu

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Câmara dos Deputados

Coronel Tadeu (PSL-SP) disse que é ‘óbvio’ que jovens negros sejam mais assassinados porque ‘são maioria’.

O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), que quebrou uma placa em uma exposição da Câmara em homenagem à Consciência Negra, disse que o número expressivo de mortes de jovens negros tem justificativa ligada a maior presença dos negros no tráfico.

“É muita demagogia para uma questão óbvia, pura matemática: se a maioria da população do Brasil é negra, é óbvio que vão morrer mais negros. Por que não morrem negros na Alamanha, na Finlândia? Porque lá praticamente não tem negros”, disse ao Estado de Minas.

Leia mais: Bolsonaro envia ao Congresso projeto que isenta militar de punição em operações

Ao jornal Folha de São Paulo, o parlamentar disse que o tráfico absorve boa parte das pessoas que moram nas comunidades, e que a maioria dessas pessoas é de origem negra . “Então, portanto, o resultado disso é que, em confronto com policiais , as [pessoas] que estão no tráfico acabam sendo vitimadas no confronto. E aí, se a maioria é negra, o resultado só pode ser esse”, disse o Coronel. 

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A placa destruída pelo Coronel Tadeu denunciava mortes de jovens negros pela polícia. Os números atuais de mortos em intervenções da polícia apontam que 75,4% são negros, de acordo com informações divulgadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública deste ano. 

“Claro que eles [a oposição] faz o jogo deles, e eles vão me acusar de racista , fascista , tudo o que é ‘ista’. Eu não preciso estar bem com eles, eu preciso estar bem com minha consciência”, contou à Folha. O parlamentar disse, ainda, que não teme ser punido pelo Conselho de Ética da Câmara. 

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Política Nacional

Maia diz que plataformas querem evitar lei das fake news

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Rodrigo Maia
Reprodução

Rodrigo Maia disse ainda que votação do projeto de lei é uma de suas prioridades.

O presidente da Câmara dos Deputados,  Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste sábado (4) que as plataformas digitais não querem debater a  lei das fake news por dependerem do “radicalismo”. Maia defendeu ainda que o projeto seja votado na Casa.

Maia disse que todos devem ser responsabilizados por seus atos. “As plataformas digitais não querem esse debate. Elas vivem exatamente desse radicalismo. Um telejornal bota a notícia que quiser e vai responder por ela, qualquer um de nós responde por nossos atos”, afirmou o presidente da Câmara, que completou:

“As plataformas, por onde passam milhões de informações que viralizam, ninguém quer ter responsabilidade”.

Maia disse ainda que o Legislativo precisa aprovar um texto que torne possível a identificação e a punição de financiadores e organizadores de estruturas de disseminação de fake news. O senado aprovou a PL das fake news na última terça-feira (30). Agora, a Câmara irá debater o tema, que, segundo o presidente da casa, está entre as suas prioridades.

Em contra partida, aliados do presidente Jair Bolsonaro estão lançando uma ofensiva contra o texto do projeto de lei.

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Política Nacional

Lava Jato: Moro critica Aras e teme mudanças na operação

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Agência Brasil

Ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro disse que Bolsonaro errou ao escolher Aras como Procurador-Geral

O juiz Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, criticou falas do procurador-geral da República, Augusto Aras, que questiona a necessidade de haver  forças-tarefa dedicadas a investigações específicas na Lava Jato.

O ex-juiz federal defendeu a “autonomia funcional” das forças-tarefa e atacou a ideia de Aras, que ele entende como tentativa de “revisionismo” da Operação Lava Jato.


“Elas [forças-tarefa] são uma criação brasileira absolutamente necessária para se ter uma equipe de procuradores e policiais dedicados a investigar esses crimes mais complexos”, disse o ex-ministro em entrevista à colunista Eliane Cantanhêde e ao repórter Fausto Macedo no portal do jornal Estadão.

“Não entendo essa lógica do revisionismo, como se a Lava Jato não representou algo extremamente positivo, que foi uma grande vitória contra a impunidade da grande corrupção. Quem ataca a Lava Jato hoje eu sinceramente não entendo bem onde quer chegar.”

Nesta semana, procuradores federais e a cúpula da Procuradoria entraram em choque após Aras determinar urgência no compartilhamento de dados da Lava Jato no Paraná, em São Paulo e no Rio.

Aras, procurador-geral da República, propôs a criação da Unidade Nacional Anticorrupção (Unac) no Ministério Público Federal (MPF), o que centralizaria em Brasília o controle de operações e prevê que as bases de dados das forças-tarefa sejam administradas por uma secretaria ligada à própria Procuradoria.

Aras, em agosto, terá de decidir se prorroga ou desfaz a força-tarefa de Curitiba.

Conflito

O conflito entre o comando da Procuradoria e grupos de trabalho gerou um pedido de investigação na corregedoria do órgão. Isso aconteceu depois que procuradores da Lava Jato de Curitiba se rebelaram contra um pedido por acesso a dados sigilosos da operação, feito pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo.

Moro diz que  falta apoio da cúpula da PGR ao trabalho dos procuradores.

“Tenho respeito ao Augusto Aras, seria importante que ele refletisse um pouco mais, ele e também a cúpula da Procuradoria. Ele tem que se somar a esses esforços das forças-tarefa da Lava Jato e de demais forças que certamente terão que ser criadas”, disse o juiz.

Moro também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro errou ao escolher Aras para o comando do Ministério Público Federal, porque Aras não integrava a lista tríplice elaborada pelos integrantes do Ministério Público no ano passado.

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