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Política Nacional

“Se a gente não cuidar das pessoas este País vai implodir”, afirma Luciano Huck

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São Paulo – Indagado sobre a possibilidade de ocorrerem no Brasil manifestações de rua semelhantes às que têm balançado o Chile nos últimos dias, o apresentador da Globo Luciano Huck, apontado como possível candidato à Presidência em 2022, disse que, se o Estado brasileiro não aliar políticas sociais eficientes às ações liberais, o País pode sofrer uma convulsão social em médio prazo.

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Luciano Huck arrow-options
Divulgação/TV Globo

Apresentador Luciano Huck

“É óbvio que a gente tem que tentar construir um País eficiente em termos de gestão, mas ele tem que ser afetivo. Se a gente não cuidar das pessoas, este País vai implodir porque ele é muito desigual”, disse Huck durante o 12º Encontro de Líderes da Comunitas realizado nesta sexta-feira (25), em São Paulo.

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Diante de uma plateia composta por governadores e alguns dos mais importantes empresários do País, Huck disse que o Chile, até pouco tempo apontado como exemplo de eficiência fiscal e de sucesso do modelo liberal, deve servir de exemplo para o Brasil

“O Chile, quando você conversa com os liberais, até 15 dias atrás era o ‘state of art’ (estado de arte). Só que esqueceram das pessoas. Então virou exemplo de eficiência sem afetividade. O que está acontecendo no Chile tem que ser uma lição”, disse.

Huck, mais uma vez, se esquivou de responder se pretende ser candidato em 2022. Segundo ele, a discussão é prematura, faltando três anos para as eleições. Questionado sobre as candidaturas avulsas, disse ser contra. O apresentador da Globo , no entanto, afirmou que pretende continuar participando e opinando sobre os grandes problemas nacionais.

O modelo liberal, disse, deve ser acompanhado daquilo que chama de “afetividade”, sob o risco de a desigualdade social, em algum momento, gerar reações populares semelhantes à do país andino.

“Concordo com as teses liberais. O que eu tenho dito aqui na (Avenida) Faria Lima (centro financeiro de São Paulo) é que, se o País estiver crescendo, for mais eficiente, desburocratizado, com acesso ao crédito e se você puder sair na rua e não for assaltado, está bom. Está tudo certo. Mas existe um outro lado de São Paulo e do Brasil que precisa de muita atenção e o Estado vai ter que participar”, afirmou Huck. “Não acho que vá eclodir alguma manifestação popular no curto prazo no Brasil, mas se a vida não melhorar para valer…”, sugeriu.

‘Proteção social’

O apresentador Luciano Huck arrow-options
Globo Divulgação

O apresentador Luciano Huck

Crítico dos governos do PT, Huck admitiu que o governo Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu levar até a ponta políticas sociais – algumas, segundo ele, iniciadas no governo Fernando Henrique Cardoso – que melhoraram a vida das pessoas.

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“Outro dia fui para Bom Jesus do Piauí. Lindo. Quando você vai para os vilarejos ali você entende, com todo o respeito, o Lula é muito respeitado ali. Obviamente muito da política que veio da dona Ruth (Cardoso), tem uma herança de dois governos que trabalharam de forma contínua em projetos de proteção social. Mas quando você chega em Bom Jesus do Piauí, você chega na casa do seu João e tem um fio que veio de longe pra caramba, uma geladeira que ele não tinha, uma cisterna que custou R$ 3 mil e trouxe água que ele não tinha também, a família tem R$ 180 do Bolsa Família porque não tinha renda nenhuma. Bem ou mal é o Estado e a política pública que chega na ponta”, disse Huck .

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Governador do Ceará propõe emenda à Constituição que proíbe anistia a policiais

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Divulgação

Camilo Santana, governador do Ceará

O governador do Ceará , Camilo Santana (PT), enviou à Assembleia Legislativa do estado uma proposta de emenda à Constituição que proíbe concessão de qualquer tipo anistia a policiais militares que fazem motins . O Ceará passa por uma crise na segurança e essa é a principal demanda dos policiais para que eles voltem a trabalhar. Apesar do pedido dos agentes, o governador não pretende ceder à reivindicação. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo .

Nesta sexta-feira (28), depois de participarem de uma reunião com a comissão que está fazendo as negociações, os militares não conseguiram chegar a um acordo e decidiram continuar amotinados . A paralisação já dura 11 dias.

Devido à falta de perspectiva do caso se resolver, o presidente Jair Bolsonaro renovou também nesta sexta o decreto de Garantia da Lei e da da Ordem (GLO), permitindo que as Forças Armadas fiquem mais uma semana no estado. O prazo acabava hoje.

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A iniciativa do governador de propor a proibição da anistia, segundo interlocutores dele, é evitar que, mais tarde, deputados ou mesmo um sucessor dele no governo acabe fazendo essa concessão, o que tem sido comum em vários estados.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Procuradoria investiga se greve no Ceará viola Lei de Segurança Nacional

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Policiais mascarados em carro da PM arrow-options
Twitter/Reprodução

Ceará registrou mais de 170 assassinatos desde o início da greve

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação nesta quinta-feira (27) para apurar se a greve dos policiais militares do Ceará viola a Lei de Segurança Nacional . O objetivo do inquérito é avaliar se a paralisação dos agentes amotinados atenta contra a ordem política e social do estado.

O dispositivo legal da Lei de Segurança Nacional caracteriza como crime a prática de sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações, meios e vias de transporte, estaleiros, portos, aeroportos, fábricas, usinas, barragem, depósitos e outras instalações congêneres.

Também é considerado crime tentar impedir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados, bem como incitar à subversão da ordem política ou social e à prática de qualquer outro crime previsto na lei.

Nesta sexta (28), o governador Camilo Santana enviou uma proposta de emenda à Constituição que proíbe qualquer tipo de anistia a policiais que participaram de motins . Segundo Santana, a iniciativa foi tomada não só por causa desse episódio mais recente, mas que para seus sucessores também não façam esse tipo de concessão.

Mais cedo, representates dos policiais tiveram a quarta reunião com a comissão que está fazendo as negociações com a categoria e, após discussão, o encontro terminou sem um acordo fechado. Os policiais, então, decidiram continuar amotinados .

Desde que a greve dos policiais começou, há 11 dias, o Ceará já registrou mais de 170 assassinatos.

Como o caso parece não ter perspectiva de ser resolvido no curto prazo, o presidente Jair Bolsonaro também determinou nesta sexta que o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) fosse renovado , permitindo que as Forças Armadas continuem no Ceará por mais uma semana. O prazo vencia hoje.

Fonte: IG Política
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