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Economia

Salário mínimo em novembro deveria ter sido de R$ 3.959,98, aponta Dieese

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Famílias brasileiras deveriam ter recebido salário mínimo de R$ 3.959,98 em novembro
Getty Images

Famílias brasileiras deveriam ter recebido salário mínimo de R$ 3.959,98 em novembro

O salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 3.959,98 em novembro deste ano. A estimativa, divulgada nesta quinta-feira (6), foi feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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Segundo a pesquisa, o valor do salário mínimo para sustentar uma família em novembro deveria ter sido 4,15 vezes maior do que o praticado atualmente, que é de R$ 954. O cálculo realizado pelo Dieese leva em conta as necessidades básicas de uma família para viver, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

Para fazer essa conta, são levados em consideração os preços da cesta básica mais cara entre todas as capitais do Brasil pesquisadas, que são 18. De acordo com o levantamento, o valor dos alimentos essenciais e presentes na cesta aumentou em 16 dessas 18 capitais em novembro.

No mês, os maiores valores de cesta foram registrados na região Sul e Sudeste. A mais cara foi encontrada em São Paulo (R$ 471,37), seguida pela de Porto Alegre (R$ 463,09), Rio de Janeiro (R$ 460,24) e Florianópolis (R$ 454,87). As mais baratas, no entanto, estavam no Nordeste: em Salvador (R$ 330,17) e em Natal (R$ 332,21).

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Durante o ano de 2018, todas as capitais pesquisadas acumularam alta nos preços da cesta, com destaque para Campo Grande (14,89%), Brasília (13,44%) e Fortaleza (12,03%)

Aumento do salário mínimo necessário é influenciado pela elevação dos preços dos alimentos


Aumento na cesta básica elevou valor do salário mínimo necessário
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

Aumento na cesta básica elevou valor do salário mínimo necessário

De outubro a novembro deste ano, os alimentos que apresentaram alta na maior parte das capitais pesquisadas foram tomate, batata, óleo de soja, pão francês e carne bovina de primeira. O leite integral, no entanto, apresentou queda de preços em 16 capitais.

Os preços dos alimentos ficaram mais caros no mês de novembro principalmente em Belo Horizonte (7,81%), São Luís (6,44%), Campo Grande (6,05%) e São Paulo (5,68%).  Salvador e Vitória foram as únicas capitais que registraram quedas nos preços, de 2,65% e 0,26%, respectivamente.

Entre outubro e novembro, a diferença entre o salário mínimo em vigor e o necessário para sobrevivência subiu. No mês anterior, o ideal era que ele fosse de R$ 3.783,39 contra os R$ 954 praticados , o que representaria um aumento de 3,97 vezes no salário mínimo.

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Economia

Projeto do Senado prevê reajuste do salário mínimo acima da inflação até 2023

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Desde 2011, o salário mínimo é reajustado com base na inflação do INPC mais a variação do PIB de dois anos antes
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Desde 2011, o salário mínimo é reajustado com base na inflação do INPC mais a variação do PIB de dois anos antes

Um projeto de lei que tramita no Senado prevê aumento real – isto é, acima da inflação – de 1% ao ano para o salário mínimo mesmo quando o PIB (Produto Interno Bruto) registrar queda. De autoria do senador Lindbergh Farias, do PT, o PLS (Projeto de Lei do Senado) 416/2018 está na pauta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pode ser votado amanhã (12).

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Desde 2011, o salário mínimo é reajustado com base na inflação dos 12 meses anteriores pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mais a variação do PIB de dois anos antes. Caso o resultado do PIB seja negativo, a correção se dá apenas pelo índice de inflação para não prejudicar os trabalhadores. Essa política, no entanto, só vigora até 2019.

A proposta é estender as regras atuais de reajuste do salário mínimo até 2023, mas assegurando um aumento real de 1% ao ano mesmo que a variação do PIB seja negativa ou não registre crescimento razoável. O projeto do senador petista também amplia o alcance dessa política de reajuste a todos os benefícios pagos pela Previdência Social , como as aposentadorias, o auxílio-doença e o salário-maternidade, por exemplo.

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O relator da matéria, senador José Pimentel (PT), recomenda a aprovação da proposta. Caso passe pela CAS, o texto ainda precisará ser discutido e votado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Polêmicas da regra atual


Jair Bolsonaro (PSL) pode manter a atual política de reajuste do salário mínimo caso não haja outra melhor para substiuí-la
Reprodução/Flickr/Governo de Transição

Jair Bolsonaro (PSL) pode manter a atual política de reajuste do salário mínimo caso não haja outra melhor para substiuí-la

Válida até o fim de 2019, a regra atual de reajuste do salário mínimo é assunto controverso na política.  Durante sua campanha, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que poderia mantê-la caso não haja outra melhor para substiuí-la. “Tem uma [regra] que está em vigor e pode ser renovada. Quando não se tem uma nova proposta, não tem que inventar nada”, disse o presidente eleito quando ainda era candidato.

O Ministério da Fazenda, porém, discorda. Em relatório publicado na última quarta-feira (5), a pasta sugere que a política atual seja revista, uma vez que cada real de alta no salário mínimo aumenta os gastos da União em R$ 304 milhões. Para a pasta, é necessário tornar a remuneração compatível com os salários do setor privado e o aperto nas contas públicas.

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Independentemente de querer manter ou mudar as regras para o reajuste do salário mínimo , o governo Bolsonaro deve encaminhar uma proposta sobre o tema até dia 15 de abril, quando será apresentado o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020.

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Comércio atenderá em horário especial a partir desta quinta-feira

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Depois de atender em até às 18hs no último sábado (08) o comércio varejista de Tangará da Serra retomará o atendimento em horário especial a partir desta quinta-feira (13.12).

Lojistas buscam oferecer maior comodidade ao consumidor, além de alavancar as vendas com o período natalino

O foco é apostar no principal período do calendário comercial. Assim, os estabelecimentos manterão suas portas abertas das 08hs às 20hs já nesta quinta-feira. O horário estendido inclui o próximo sábado, quando o horário de atendimento irá até às 18hs, a exemplo do último dia 08.

Até às 21hs

O horário estendido será ampliado a partir da próxima semana, que antecede o Natal. Na próxima segunda-feira (17), até sexta (21), todo o comércio atenderá os consumidores até às 21hs. No dia seguinte, sábado (22), o horário de atendimento volta a ser até às 18hs, mesmo horário de atendimento da véspera, segunda-feira, dia 24.

Aquecimento

O atendimento do comércio em horário especial tem duplo objetivo. Em primeiro lugar, os comerciantes buscam oferecer ao consumidor maior comodidade para realizarem suas compras com mais tempo e tranquilidade.

O segundo objetivo é justamente aproveitar a principal data do calendário comercial para alavancar as vendas. Segundo já publicado pelo Bem Notícias, mesmo com a lenta recuperação da economia ao longo de 2018, há uma percepção mais otimista sobre os resultados do varejo para este fim de ano.

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Neste contexto, o comércio varejista de Tangará da Serra espera registrar um incremento a partir de 5% em relação ao período natalino de 2017. Se de fato ocorrer a esperada reação, confirmará – embora modestamente –  as tendências de recuperação da economia e dos níveis de consumo no comércio local.

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