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Economia

Safra recorde? Guerra na Ucrânia e seca são impedimentos; entenda

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Guerra na Ucrânia e seca atrapalham
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Guerra na Ucrânia e seca atrapalham

A projeção do governo de uma safra de grãos de 300 milhões de toneladas no ano que vem tem todas as chances de não se concretizar. Após os agricultores sofrerem com a longa estiagem no Sul do país, agora se preparam para pagar cerca de 150% a mais para adubarem a terra para a próxima colheita.

Com uso menor de fertilizantes, em falta em decorrência da guerra na Ucrânia, a produção deverá ficar com o mesmo volume esperado para a última safra, em torno de 260 milhões de toneladas.

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Luís Eduardo Rangel, diretor do Ministério da Agricultura, explica que as embarcações dos países fornecedores, incluindo Rússia e Bielorrússia – alvo de sanções econômicas, se dirigem para o Brasil.

As aquisições de fertilizantes pelas nações produtoras do Hemisfério Sul ocorrem no primeiro semestre do ano. Já as compras do Hemisfério Norte acontecem no segundo semestre

Nas duas primeiras semanas de março, o volume de fertilizantes embarcados para o Brasil, com destaque para o potássio, o fósforo e o nitrogênio, usados mais largamente nas  plantações brasileiras, cresceu quase 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

Diplomacia dos insumos

A explicação é que, com a crise no abastecimento que começou no fim de 2021 com a Bielorrússia e piorou com a guerra na Ucrânia, os fornecedores se movimentaram para não perderem as vendas:

— O sinal amarelo continua aceso. Só vamos nos tranquilizar quando o agricultor colocar o adubo na terra — disse Rangel, que prefere a cautela nesse cenário que ainda é de incertezas. Como existe elasticidade muito grande na questão do preço do fertilizante, quando ocorrem picos, naturalmente o agricultor reage e compra menos.

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Entre as ações de curto prazo em andamento, para tentar garantir o plantio da safra que começa no próximo mês de setembro, estão a diplomacia dos insumos, com contatos diretos da ministra Tereza Cristina com fornecedores no exterior e a caravana dos fertilizantes, iniciativa promovida pela Embrapa com o objetivo de transferência aos produtores rurais técnicas de aproveitamento mais efetivo dos fertilizantes.

Competitividade da indústria

A vulnerabilidade brasileira diante da dependência da importação de fertilizantes está pior por motivos estruturais e, portanto, depende de respostas de longo prazo, previstas no Plano Nacional de Fertilizantes, lançado no último dia 11.

Uma das metas é reduzir o total de importados dos atuais 85% para 50% até 2050, por meio do uso de fertilizantes organominerais (adubos orgânicos enriquecidos com minerais) e remineralizadores (exemplo, pó de rocha), além do aumento da exploração de jazidas minerais para fins agrícolas.

Advogado especialista em  agronegócio, Larry Carvalho afirma que o segmento que mais vai sofrer com a falta de fertilizantes, se não houver saída, é o de grãos, com ênfase para soja e milho. Ele destacou um ator importante, que pode competir de forma desigual com o Brasil: a China.

— Se juntarmos todos os fornecedores disponíveis hoje, considerando a alimentação da China e a confusão da Rússia, não dá pra atender todo mundo — disse.

Bernardo Silva, diretor executivo do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), afirma que a principal medida de curto prazo a ser tomada é evitar propostas que visam exclusivamente a subsidiar a importação, o que tiraria competitividade e isonomia da indústria nacional.

Um exemplo seria a redução do Adicional para o Frete da Marinha Mercante. Ele defende acelerar a implementação de medidas que fomente investimentos e o aumento da produção nacional, por meio da diminuição da capacidade ociosa.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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