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Política Nacional

Robôs impulsionaram tuítes favoráveis a Bolsonaro no 15 de março

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Jair Bolsonaro / YouTube

Robôs postaram ais da metade dos tuítes feitos no dia da manifestação favorável ao governo

Uma pesquisa conduzida entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FespSP) mostra que pelo menos 55% dos tuítes com a hashtag #BolsonaroDay saíram de perfis automatizados ou robôs.

O estudo identificou 66 mil contas que, sozinhas, foram responsáveis por cerca de 1,2 milhão de postagens no dia das manifestações pró-governo, 15 de março .

Os robôs que usaram a hashtag #BolsonaroDay publicaram, em média, 700 tuítes no dia 15 de março. As contas automatizadas mais ativas chegaram a postar mais de 1,2 mil tuítes nessa data.

A grande quantidade de tuítes por conta em apenas um dia é indício de automação, segundo as pesquisadoras. De acordo com o estudo, usuários comuns publicam de três a dez vezes no Twitter por dia e perfis mais ativos chegam a 50 tuítes diários.

Leia: Bolsonaro cria uma crise política ao tratar como inimigos os que o apoiam

“As chamadas ‘tropas cibernéticas’ ou exércitos virtuais são comumente utilizados nas redes sociais para ativar a militância online a favor do governo e falsificar a opinião pública”, afirma a pesquisa.

Para identificar as publicações de perfis robotizados, as pesquisadoras utilizaram o software Gotcha, desenvolvido pelo Laboratório de Microssociologia e Estudo de Redes (NetLab) da UFRJ, em parceria com a Twist System, uma startup de ciência de dados. O índice de acerto é 80%.

A pesquisa identificou alguns padrões de comportamento nas postagens em apoio a Bolsonaro entre 1º de janeiro e 15 de março. Um deles é o de “campanha permanente”: isso significa adotar métodos de campanha mesmo fora do período eleitoral, com uso da militância virtual para atacar adversários.

“O objetivo é provocar o ‘contágio’ emocional e respostas viscerais do público, como raiva, medo, desorientação, negacionismo e indignação”, afirmaram as pesquisadoras.

Em nota, o Twitter afirma que “inferências como essa não levam em consideração as medidas defensivas” da plataforma para “garantir que o conteúdo automatizado não influencie as conversas” na rede social. A empresa diz ainda que não encontrou manipulação coordenada generalizada nos tweets com a hashtag citada, mas que “seguirá acompanhando de perto as conversas sobre o tema na plataforma.”

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Política Nacional

Google explica: como é feita a publicidade citada por Wajngarten

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Fábio Wajngarten
Carolina Antunes/PR

Fábio Wajngarten desmentiu que fez publicidade governamental em sites que divulgam notícias falsas

Os sites onde as propagandas do governo federal foram veiculadas por meio da plataforma Adsense do Google foram definidos por algorítimos e pessoas, segundo a empresa de tecnologia. 

Veja também:  STF autoriza acesso a inquérito das fake news a advogados de investigados

Depois de ter sido citado pelo chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, Fabio Wajngarten, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), o Google se posicionou e confirmou que o cliente, quando usa a plataforma Adsense não tem controle sobre todos os sites que aquela propaganda pode aparecer.  

Wajngarten disse durante a coletiva que a “Secom não será usada” e que não escolheu locais que divulgam fake news . O chefe da Secom afirmou que as informações que o governo federal publicou 653.378 anúncios em 47 canais de notícias falsas, divulgadas no relatório da CPMI das Fake News não são verdadeiras. 

Wajngarten explicou que a campanha publicitária citada pelo relatório foi feita pela plataforma Google Adsense , onde o cliente não direciona a propaganda para sites específicos e sim para perfis de leitores. 

Segundo o Google, caso o cliente não aprove um site onde o material está sendo veiculado, pode pedir para que ele seja retirado e também que oferece relatórios “em tempo real”. 

Leia mais:  STF vota dia 10 legalidade do inquérito sobre fake news

“Entendemos que os anunciantes podem não desejar seus anúncios atrelados a determinados conteúdos, mesmo quando eles não violam nossas políticas, e nossas plataformas oferecem controles robustos que permitem o bloqueio de categorias de assuntos e sites específicos, além de gerarem relatórios em tempo real sobre onde os anúncios foram exibidos “, diz a empresa de tecnologia por nota.

Durante a coletiva, o chefe da Secom também criticou a imprensa que divulgou a informação que o governo teria anunciado em sites de notícias falsas. 

Sobre fake news, o Google afirma que não determina o que é ou não uma notícia falsa, mesmo tendo políticas sobre o tema. “Temos políticas contra conteúdo enganoso em nossas plataformas e trabalhamos para destacar conteúdo de fontes confiáveis. Agimos rapidamente quando identificamos ou recebemos denúncia de que um site ou vídeo viola nossas políticas”, diz a nota da empresa.

O Google também informou que em 2019 encerrou “mais de 1,2 milhão de contas de publishers e retiramos anúncios de mais de 21 milhões de páginas, que faziam parte de nossa rede, por violação de políticas”. 


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Senado aprova prevenção à violência doméstica como serviço essencial

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violência
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De acordo com o projeto, o poder público deverá oferecer, enquanto durar o estado de emergência, residências temporárias, em casas-abrigo ou casas de acolhimento, para mulheres, adolescentes e crianças em situação de violência doméstica e familiar


O Senado aprovou, nesta quarta-feira (3), um Projeto de Lei (PL) que define como essenciais os serviços de prevenção e combate à violência doméstica. Dessa forma, não podem ser suspensos em virtude da pandemia do novo coronavírus. A lei inclui em seu texto todo serviço e atividade relacionados à violência contra a mulher, idosos, crianças ou adolescentes. O texto retorna para a Câmara por ter sido alterado pelos senadores.

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De acordo com o projeto, o poder público deverá oferecer , enquanto durar o estado de emergência, residências temporárias, em casas-abrigo ou casas de acolhimento, para mulheres, adolescentes e crianças em situação de violência doméstica e familiar. Da mesma forma, o atendimento psicológico e, quando necessário, apoio pedagógico para crianças e adolescentes, também deverá ser oferecido.

“[…] em tempos de crises sanitárias e humanitárias, os conflitos sociais são potencializados, expondo a população mais vulnerável a níveis inaceitáveis de violência, principalmente a praticada no âmbito doméstico e familiar. Nesse cenário, mostra-se fundamental que serviços de atendimento às mulheres previstos na Lei Maria da Penha não sejam descontinuados”, disse a relatora do projeto, Rose de Freitas (Podemos-ES), em seu parecer.

O projeto determina ainda que devem ser repassadas às autoridades em até 48 horas as denúncias de violência doméstica feitas através da Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Ligue 180) e do serviço de proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual (Disque 100). Além disso, enquanto durar o estado de calamidade, as penas pela prática de violência doméstica previstas em lei devem ser aplicadas em dobro.

O PL original é de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS), com co-autoria de outras 22 deputadas da bancada feminina. Ao longo da sessão, senadoras também defenderam o projeto. Simone Tebet (MDB-MS) foi uma delas. “[o projeto] tem o apoio de toda a bancada feminina […]. Essa convivência de 24 horas, infelizmente, de confinamento não tem feito bem nesse aspecto às famílias brasileiras. O número de denúncias tem aumentado, mas principalmente o número de feminicídios – matar uma mulher em razão de ser mulher”.

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