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Política Nacional

Restrições da Covid: Bolsonaro culpa governadores por desemprego

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Bolsonaro recebeu pedido de emprego de um apoiador
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 25.03.2022

Bolsonaro recebeu pedido de emprego de um apoiador

Ao comer pastel em uma rua de Brasília neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro  recebeu pedido de emprego de um apoiador e voltou a culpar governadores pela falta de postos de trabalho. Não é a primeira vez que o mandatário dá declarações desse tipo, numa crítica às restrições provocadas pela Covid-19, sobretudo o período de restrição das atividades no primeiro pico da pandemia, em 2020.

“Quem tirou teu emprego não foi eu. Eu não fechei nada, eu não fechei nem um botequim. Quem fechou foi o governador”, disse Bolsonaro em vídeo divulgado pelo jornal Poder360.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, mostram que a taxa de desemprego caiu para 11,2% no trimestre encerrado em fevereiro, menor nível para o período desde 2016. Ao todo, 12 milhões de brasileiros buscam um posto de trabalho. A renda média, por sua vez, despencou 8,8%: a média de ganhos foi R$ 2.511 no mês passado — a menor desde o início da série histórica de 2012. Os números foram divulgados na última quinta-feira.


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Ainda durante o momento em que o presidente comia pastel, um outro apoiador pediu a opinião do presidente sobre Sérgio Moro, seu ex-ministro que, nesta semana, anunciou a anunciou a desistência da pré-campanha presidencial, trocou de partido, voltou atrás na sexta-feira e retomou o interesse eleitoral. Bolsonaro evitou responder ao pedido: “Quero falar de motocicleta.”

O passeio pela capital federal veio após o presidente sair do Palácio do Planalto na manhã de sábado, despistando jornalistas. Passou por uma borracharia em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, e por um circo na Candagolândia, a 18,1 quilômetros do centro de Brasília. Além disso, a agenda incluiu a ida à posse do arcebispo militar do Brasil Dom Marcony Vinícius Ferreira, na Catedral Rainha da Paz.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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