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Política Nacional

Relator do caso de Arthur do Val pede cassação do deputado

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Arthur do Val é deputado estadual por São Paulo, mas pode ter cargo cassado após vazamento de áudios sexistas
Alesp

Arthur do Val é deputado estadual por São Paulo, mas pode ter cargo cassado após vazamento de áudios sexistas

O relator do processo disciplinar contra o deputado estadual Arthur do Val (União) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo propôs a cassação do mandato do parlamentar. O parecer chegou às mãos da presidente da comissão, Maria Lúcia Amary (PSDB), nesta quinta-feira.

Do Val foi alvo de 20 representações de deputados da esquerda à direita após se tornarem públicos uma série de áudios, que ele enviou a um grupo de amigos no WhatsApp, com declarações sexistas sobre as ucranianas. Durante viagem à Eslováquia para supostamente contribuir na guerra da Ucrânia, o deputado afirmou nos áudios que as mulheres da região são “fáceis porque são pobres” e comparou as filas de refugiadas do conflito às “melhores baladas de São Paulo”.

O episódio causou uma chuva de críticas de declarações de repúdio de organizações humanitárias, movimentos feministas, sociedade civil e políticos. Do Val retirou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, pediu desfiliação do Podemos e viu crescer a pressão sobre o Legislativo paulista, onde atua, por sua cassação.

Na última quarta-feira, a comissão ouviu duas testemunhas deporem a favor de Do Val: uma amiga de infância e a ex-namorada. A defesa do deputado pediu uma perícia nos áudios analisados pelo colegiado e tentou adiar o processo, em vão. Nesta quinta, o deputado Delegado Olim (PP) finalizou seu parecer listando o que ele considerou uma série de fatos que pesaram contra o colega.

Para Olim, contribuíram para a decisão a “evasão de divisas ao exterior sem observância legal”, a “confecção de coquetéis molotov e posicionar-se na guerra entre outras nações à revelia do escopo da nação” e o próprio conteúdo dos áudios.

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“É importante se frisar que pesa em desfavor do representado o fato de que já fora apenado por duas vezes por faltas funcionais com a punição de advertência. Portanto, para efeitos de aplicação de punição, os critérios de apenamento devem, em nosso parecer, serem agravados pela circunstância de que o representado é reincidente em faltas disciplinares”, afirma o parecer.

Em nota, Do Val afirma que “recebe com tranquilidade o relatório” e que “não tem dúvidas de que seus pares se convencerão de que o erro cometido por ele não deve ser punido com o mandato”.

“Os comentários que foram alvo da representação no Conselho de Ética, ainda que indevidos, não constituem crime e não foram feitos durante a atividade parlamentar, já que Arthur do Val estava de licença do mandato. Arthur do Val não tem dúvida de que o Parlamento irá respeitar a vontade de 500 mil paulistas que o elegeram para o mandato que ele exerce com dedicação e honestidade”, diz o comunicado.

De posse do parecer, a presidente da comissão convocou para a próxima terça-feira uma reunião para análise e julgamento do documento. Se aprovada a pena de cassação pelo colegiado de dez membros, o caso deverá ser votado em plenário da Alesp, que conta com um total de 94 deputados.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
Reprodução/Instagram

Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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