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Economia

Refinaria privatizada da Bahia reajustou combustíveis 5 vezes em 2022

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Acelen: Empresa que administra refinaria diz que segue critérios de mercado
Humberto Guanais / Sindipetro Bahia

Acelen: Empresa que administra refinaria diz que segue critérios de mercado

Na última semana, a Bahia registrou o preço mais alto da gasolina no país, de R$ 8,949. Os preços dos combustíveis estão em alta em todo o país, mas na Bahia o salto tem sido mais rápido. Com 14% da capacidade de refino no país, a Refinaria de Mataripe vem reajustando os preços com maior frequência que a Petrobras neste ano.

Ela foi vendida pela Petrobras ao fundo árabe Mubadala. A Acelen, empresa do Mubadala, tem repassado de forma quase automática as flutuações em petróleo e dólar aos preços vendidos não só na Bahia, como em Pernambuco, Maranhão e Alagoas.

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Assim, na refinaria da Bahia, o preço da gasolina já foi reajustado em 29,7% este ano. Passou de R$ 3,267, em janeiro, para R$ 4,238 no último sábado. Ao todo, foram cinco altas e uma queda.

No caso do diesel, o avanço chegou a 47% na refinaria. O preço por litro subiu de R$ 3,427 para R$ 5,066 entre janeiro e o último sábado. Houve também uma queda e cinco altas ao longo deste ano. Os valores se referem à estação de São Francisco do Conde, na área operacional da empresa.

No mesmo período, na Petrobras, foram feitos dois aumentos na gasolina, que acumula avanço de 24,9% e chegou a R$ 3,86 por litro na refinaria. No diesel, foram dois reajustes, com alta acumulada de 35% e preço de R$ 4,51.

Há duas semanas, a Advocacia Garcez, representando o Sindipetro Bahia, ingressou com ação civil pública na Justiça pedindo “imediata paralisação” dos trâmites finais do processo de venda até que seja apresentado um estudo sobre os impactos da privatização para a economia baiana. O processo de transição deve acabar só em março de 2023.

Desabastecimento pontual

Segundo o processo, “a venda da refinaria causaria um monopólio regional e afetaria profundamente a economia baiana”. O Sindipetro pede também que seja feita audiência pública na Bahia para se debater os efeitos da privatização da refinaria na região.

A ação pede que sejam apresentadas políticas públicas para reduzir os efeitos já sentidos nesse processo de venda.

Procurada, a Acelen disse que os preços seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo.

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— Toda sexta à noite é liberada para as distribuidoras a tabela nova, que pode ter reajuste ou não. A gente só pode comprar na refinaria da Bahia, porque se for comprar em outro estado, tem que pagar uma diferença de ICMS. Fica bem mais caro, até pela distância — diz Andrea Novaes, representante de um posto de combustível em Jequié, onde o litro da gasolina custa R$ 7,72.

Na terça-feira, com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, a defasagem da gasolina está zerada. Ou seja, é vendida no Brasil pelo mesmo preço do exterior, diz a Abicom, associação dos importadores.

No caso do diesel, a diferença é de 3% (R$ 0,12). No Brasil, a Petrobras vende em média 3% mais barato que no exterior.

Segundo Sergio Araujo, presidente da Abicom, que reúne as importadoras, não houve importações de gasolina e diesel entre as associadas nos primeiros três meses deste ano. Para ele, talvez possa haver em abril, mas vai depender da evolução dos preços.

— Não houve operações porque a defasagem ficou muito elevada nesse ano por parte da Petrobras — disse Araujo.

Segundo fontes, já estaria ocorrendo desabastecimentos pontuais de gasolina e diesel em alguns postos do Nordeste, Minas Gerais e Sul do Brasil. Isso ocorre, segundo analistas, porque as importações precisam ser maiores.

Hoje, cerca de 25% do consumo de diesel no Brasil são importados e cerca de 10% do de gasolina.

Dados da S&P Global Commodity Insights, as importações líquidas de gasolina foram zero em janeiro. No mesmo mês de 2021, foram 39 mil barris por dia. No caso do diesel, o valor diário de importação líquida caiu de 160 mil barris, em janeiro de 2021, para 105 mil barris diários em janeiro deste ano. Em nota, a ANP disse que o abastecimento se mantém regular.  (Colaborou Camilla Alcântara)

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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