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Economia

Receio com juros americanos derruba Bolsa e faz dólar subir

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Na cena interna, segue indefinição na Petrobras
Ivonete Dainese

Na cena interna, segue indefinição na Petrobras

 O dólar opera com alta ante o real e a Bolsa cai no início desta quarta-feira (6), refletindo a maior aversão ao risco no exterior. A atenção dos mercados se volta para a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, Banco Central americano, com os investidores em busca de sinalizações sobre os próximos passos da normalização de política monetária no país.

Por volta de 11h30, a moeda americana tinha alta de 0,69%, negociada a R$ 4,6921, após atingir a máxima de R$ 4,7148.

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No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,71%, aos 118.040 pontos.

De olho no Fed

Na última reunião, o Fed elevou os juros em 0,25 ponto percentual. Foi o primeiro aumento desde 2018 e já está claro que uma série deles virá nos próximos encontros. Entre as dúvidas dos agentes de mercado, está a velocidade dessas elevações.

Na véspera, a conselheira da autoridade monetária, Lael Brainard, se pronunciou dando suporte ao aumento da taxa de juros e pontuando que a redução do balanço do banco central americano poderá começar já em maio. Após as declarações, a queda dos ativos se intensificou.

A subida dos juros tem como objetivo conter uma inflação alta e persistente no país. E por falar em nela, o anúncio de novas sanções contra a Rússia na véspera aumentou os receios de que o quadro de aumento de preços e gargalos nas cadeias produtivas piorem, o que volta a pressionar os mercados globais no dia.

E já há preocupações sobre o efeito do aperto monetário para a economia, como pôde ser visto pela inversão dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de dois e dez anos nas últimas semanas.

Em cenários de estabilidade econômica, é esperado que os títulos de longo prazo rendam mais que os de curto prazo, uma vez que os riscos aumentam em períodos de tempo mais longo.

A inversão desse movimento costuma ser um indicador de receio dos investidores de que uma desaceleração econômica ocorra no futuro.

Em relatório, o Deutsche Bank já estima uma recessão nos EUA a partir de 2023. O banco alemão avalia que a autoridade monetária americana precisará adotar uma postura bastante agressivo para controlar a inflação, o que levará a um cenário de retração econômica.

Para o Deutsche, o Fed irá promover aumentos na casa de 0,50 ponto percentual nos juros  nas próximas três reuniões, chegando a uma taxa terminal de 3,6% em meados de 2023.

A perspectiva se deteriorou com a invasão da Ucrânia pela Rússia, que elevou os preços de energia e levou a mais interrupções nos principais mercados de commodities e cadeias de suprimentos.

“Com a inflação persistentemente acima da meta do Fed e o mercado de trabalho permanecendo historicamente apertado, o Fed empreenderá um ciclo de aperto muito mais agressivo. Em particular, a taxa de fundos do Fed provavelmente atingirá um pico de 3,6% no próximo ano […] Esse aperto provavelmente levará a economia a uma recessão no final de 2023, ajudando a arrastar a inflação de volta à meta até o final de 2024”, destacou o banco alemão em relatório divulgado nesta segunda-feira.

Ainda seguem no radar as notícias de lockdown na China, que divulgou dados do setor de serviços considerados negativos.

“Mercados globais estão abrindo a sessão desta quarta-feira em tom de risk-off, na esteira do noticiário geopolítico desfavorável e frente expectativas de que a ata do Fomc confirme um Fed mais duro na condução da política monetária a partir de maio”, destacaram analistas da Guide Investimentos, em nota matinal.

Indefinição na Petrobras

Na cena interna, segue a novela envolvendo a sucessão da Petrobras. Com dificuldades em realizar novas indicações, o governo estaria avaliando retirar da pauta da assembleia geral de acionistas da Petrobras, marcada para o dia 13, a votação de novos integrantes do Conselho de Administração.

Faltando uma semana para a reunião, a União ainda não fechou proposta em torno de nomes de substitutos para as indicações de Rodolfo Landim, que desistiu da vaga de presidente do conselho, e Adriano Pires, que abriu mão do posto de presidente da petroleira. Nos dois casos, a mudança foi motivada por risco de conflito de interesses.

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Se a articulação ocorrer, seriam necessários mais 30 dias para convocar uma nova assembleia e definir os nomes.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse ao GLOBO que o governo não trabalha com a possibilidade de adiamento.

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) subiam 0,34% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 0,03%, depois de já terem operado no campo negativo, em linha com a volatilidade do petróleo no exterior.

As ordinárias da Vale (VALE3) subiam 1,43% e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3) caíam 2,56%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) cediam 2,48%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham quedas de 0,60% e 1,13%, respectivamente.

Petróleo sobe

Os preços dos contratos futuros do petróleo apresentavam leves altas nesta manhã, após o anúncio de novas sanções contra a Rússia aumentar as preocupações sobre a oferta da commodity.

Por volta de 10h30, no horário de Brasília, o contrato para junho do petróleo tipo Brent subia 0,38%, negociado a US$ 107,02, o barril.

Por que é tão difícil escolher o presidente da Petrobras? Entenda as leis e estatutos que blindam o processo

Já o contrato para maio do tipo WTI avançava 0,44%, cotado a US$ 102,41, o barril.

Dados na China decepcionam

As bolsas americanas operavam com quedas. Por volta de 11h30, o índice Dow Jones cedia 0,68% e o S&P, 1,38%. Em Nasdaq, ocorria baixa de 2,37%.

Na Europa, as bolsas operavam com baixas. No mesmo horário, a Bolsa de Londres cedia 0,87%. Em Frankfurt e Paris, ocorriam quedas de 2,59% e 2,87%, respectivamente.

As bolsas asiáticas fecharam com direções contrárias, com os investidores avaliando dados do setor de serviços na China negativos.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 1,58%. Em Hong Kong, houve queda de 1,87% e, na China, alta de 0,02%.

Na China, o índice gerentes de compras de serviços da Caixin de março ficou em 42 pontos ante os 50,2 registrados no mês anterior, enquanto que o índice composto de março, que inclui atividades de manufatura e serviços, caiu para 43,9 de 50,1 no mês anterior. O patamar de 50 pontos separa crescimento de retração em uma base mensal.

Os dados eram aguardados após as várias medidas restritivas adotadas por autoridades chinesas para conter o avanço da Covid-19.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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