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Nacional

Raquel Dodge pede a Toffoli que mantenha João de Deus preso

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Dodge afirmou que soltura de João de Deus pode intimidar vítimas a denunciá-lo; ele é acusado por mais de 600 mulheres
Divulgação/ José Cruz/ Agência Brasil
Dodge afirmou que soltura de João de Deus pode intimidar vítimas a denunciá-lo; ele é acusado por mais de 600 mulheres

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, nesta quarta-feira (26), que não conceda habeas corpus a João de Deus, o médium acusado de assédio sexual e estupro por mais de 600 mulheres.

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Em uma petição encaminhada a Toffoli, Dodge Dodge avalia que a concessão do habeas corpus a João de Deus
representaria uma eliminação de instâncias do Judiciário, porque o caso não chegou a ser julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) ou pelo Superior Tribunal de Justiça.

A procuradora também defende a manutenção da prisão preventiva do médium, já que o comportamento dele revelou risco de fuga do País e intenção de dificultar as investigações. Em um mandado de busca e apreensão
na residência do líder espiritual
, foi encontrado R$ 1,2 milhão
, além de moedas estrangeiras, armas e munições.

Para justificar a quantidade de dinheiro encontrada na casa, João de Deus afirmou, em depoimento à Polícia Civil. que tem renda mensal de R$ 60 mil graças a sete fazendas que ele administra no estado de Goiás.

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A procuradora-geral afirma ainda que a análise do habeas corpus pelo STF ‘só é cabível nos casos em que as ordens de prisão são manifestamente ilegais ou teratológicas’.  A Procuradoria contesta a alegação de que o médium tenha se apresentado espontaneamente à polícia e afirma que isso só aconteceu após o decreto de prisão preventiva e quando as movimentações financeiras vieram à tona. 

Dodge
menciona que manter o investigado preso também é importante para impedir que os crimes de assédio continuem ocorrendo e para evitar que as vítimas fiquem inibidas a denunciá-lo. A defesa do médium pediu a soltura nas três instâncias, as duas primeiras negaram em caráter liminar e o STF ainda não decidiu.


João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus
 , é acusado de ter praticado crimes de estupro, estupro de vulnerável (quando cometido contra menor de 14 anos ou quem esteja em situação de vulnerabilidade) e violação sexual mediante fraude, além de porte ilegal de armas. O médium também é suspeito de chefiar organização criminosa
.

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Nacional

Procurador assume que trabalhava para Joesley enquanto estava na PGR

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IstoÉ

Ex-procurador Marcello Miller foi ouvido na CPMI da JBS no Congresso arrow-options
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 29.11.17
Ex-procurador Marcello Miller foi ouvido na CPMI da JBS no Congresso


Novas mensagens trocadas entre o ex-procurador Marcello Miller e o ex-coordenador da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), Sergio Bruno, reforçam a tese de que a instituição, então sob comando de Rodrigo Janot, tinha conhecimento sobre os passos de Miller no escândalo J&F. O mais novo indício contra o ex-PGR vem de um depoimento do próprio Miller ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual entregou informações até então omitidas: em uma conversa com Bruno, Miller deixou claro que trabalhava, enquanto advogado, para os irmãos Joesley e Wesley Batista, ao mesmo tempo em que atuava como procurador na equipe de Janot.

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Miller ainda pediu um conselho: “Vocês (da coordenação da Lava Jato na PGR) estão em paz com a perspectiva de eu participar da leniência aqui no Brasil?” – em referência ao acordo de leniência entre os irmãos Joesley e Wesley Batista e o Ministério Público Federal. Em resposta, Bruno afirmou: “Quanto à sua participação, vou dar minha opinião — não falo pelo grupo, muito menos pelo Janot –, mas eu, no seu lugar, tentaria atuar nos bastidores”. Bruno ainda o alertou: “Quando isso estourar, vão lançar teorias da conspiração, dizendo que você atuou dos dois lados”. A conspiração, na verdade, nunca houve. O que houve foram fatos, agora irrefutáveis, de que Janot sabia que seu ex-braço direito operava para os dois lados ao mesmo tempo.

Má-fé

De acordo com a acusação do MPF, Miller, com a ajuda da advogada Esther Flesch, então sócia do escritório Trench Rossi Watanabe, teria aceitado R$ 700 mil para orientar os executivos da JBS a celebrar um acordo de confidencialidade com a PGR. Na delação premiada, os irmãos Batista revelaram ao STF que, em abril de 2017, o então assessor de Michel Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, teria recebido R$ 500 mil de Ricardo Saud, executivo da J&F, em nome dos donos da empresa.

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O ex-presidente também teria sido conivente com a compra de silêncio de Eduardo Cunha por parte dos Batistas. É daí que saiu a fatídica frase: “Tem que manter isso daí, viu?” da boca de Temer. A bomba estremeceu a base do Palácio do Planalto a ponto de inviabilizar a aprovação da Reforma da Previdência naquele ano. A delação levou o presidente e seu projeto por água abaixo. A mesma delação, que teria recebido ajuda de Marcello Miller para ser concluída, seria de conhecimento integral de Rodrigo Janot. Na época, o MPF afirmou que Miller era a pessoa certa para orientar a interlocução entre os irmãos da JBS e os integrantes da PGR .


A ex-PGR Raquel Dodge solicitou ao STF a rescisão dos acordos de delação e leniência por “omissão e má-fé” dos delatores, em setembro de 2017. Dois anos depois, o relator do caso na Corte, Edson Fachin, ainda não se pronunciou sobre o pedido. Na última semana, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu Habeas Corpus a Marcello Miller e sua sócia Esther Flesch e trancou a ação penal por “inépcia da denúncia”. Realmente, o Brasil não é um país para amadores e a história acabou fazendo justiça aos fatos: Janot sempre foi um farsante.

Fonte: IG Nacional
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Nacional

Mulher é degolada na frente do filho de 2 anos no Piauí; suspeito foi preso

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Laysse da Silva Carvalho arrow-options
Reprodução/Facebook
Laysse da Silva Carvalho foi morta a facadas na madrugada de sexta-feira (20); o suspeito foi preso pela Polícia Militar

Uma mulher, identificada como Laysse da Silva Carvalho, 29, foi morta com cortes profundos na garganta em Nazária, Piauí. Segundo informações da Polícia Militar local, o corpo da vítima foi encontrado dentro de casa, despido, ao lado do filho dela, que tem dois anos de idade. O crime teria ocorrido na madrugada de sexta-feira (20). 

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Laysse, que trabalhava como doméstica, morava apenas com a criança. Os familiares da vítima informaram aos policiais que encontraram o corpo da mulher após a patroa dela estranhar sua ausência no trabalho. A patroa, então, entrou em contato com a irmã da vítima.


Um homem identificado como Thalisson Francisco Araújo foi preso na tarde sexta-feira como o principal suspeito do crime . A PM informou que ele estava com o celular da vítima e foi visto por vizinhos na rua da casa dela. Ele não é o pai do filho de Laysse e não teria envolvimento amoroso com ela. O homem tem uma passagem pela polícia pelo crime de estupro.

Fonte: IG Nacional
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