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Mato Grosso

Primeira-dama realiza reunião para discutir políticas públicas voltadas à pessoa com deficiência auditiva

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A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, recebeu na tarde de quinta-feira (21.01), no Palácio Paiaguás, 30 representantes municipais de movimentos das pessoas com deficiência auditiva, para discutir políticas públicas voltadas a inclusão social. A reunião contou com a presença da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Rosamaria Carvalho, da primeira suplente do Senado, Margareth Buzetti, e da Superintendente de Promoção e Articulação das Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Casa Civil, Taís Aminata.

Entre as pautas discutidas estiveram: a regulamentação da profissão de intérprete de libras, a implantação de Centrais de Interpretação de Libras (CIL) no interior do Estado e a empregabilidade das pessoas surdas e com deficiência auditiva.

Para a primeira-dama, Virginia Mendes, a intenção foi conhecer mais de perto a realidade de cada município com o objetivo de traçar ações efetivas.

“Estou muito feliz por realizar este trabalho de inclusão social que tanto desejamos para o nosso Estado. É muito bom poder ouvir cada pedido, que com certeza será levado ao nosso governador Mauro Mendes. A nossa intenção é fazer um grande trabalho junto da Assistência Social e do Senado de Mato Grosso, bem como junto aos demais poderes, para avançarmos em prol dos direitos para este público tão especial”, pontuou Virginia Mendes.

O carinho da comunidade surda com a primeira-dama era nítido e ela recebeu o seu batismo em libras – Língua de Sinais, ganhando um sinal próprio.

“Tenho muita admiração e sou muito grata por todo o carinho que sempre recebo de todos da comunidade surda. Fiquei extremamente feliz em ganhar meu sinal. Meu sonho é que todos eles possam ter uma vida com mais dignidade e com seus direitos respeitados”, enalteceu a primeira-dama.

Na ocasião, a titular da Setasc, Rosamaria Carvalho, enfatizou o esforço que a primeira-dama tem realizado para ampliar melhorias entre elas a regulamentação da profissão dos intérpretes de libras.

“Sempre foi o nosso desejo aumentar o número de intérpretes de língua na central de libras, mas encontramos muitos desafios, porém vamos continuar batalhando juntos com a suplente ao senado Margareth Buzetti e outros parceiros para regularizarmos essa profissão. Vamos sonhar para que a gente possa fazer da inclusão social não uma palavra mais uma ação”, disse.

No entendimento da superintendente de Promoção e Articulação das Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Casa Civil, Taís Augusta Paula, a iniciativa é um marco histórico para o movimento das pessoas surdas de Mato Grosso.

“Há mais de 22 anos que as pessoas surdas esperam por essa oportunidade de expor as suas dificuldades e hoje a primeira-dama vem com esse diferencial, promovendo o Ser Inclusivo. A superintendência da Casa Civil continuará realizando trabalho árduo para ajudar esta luta”, destacou.     

Em seu discurso Margareth Buzetti, enalteceu o programa Ser Inclusivo que atenderá especificamente as pessoas com algum tipo de deficiência por meio de transferência de renda direta.

“A primeira-dama está fazendo um lindo trabalho com o Ser Inclusivo onde busca a inclusão das pessoas e, nos ensinando com o seu enorme coração, que sempre podemos fazer um pouco mais por quem precisa. Então só quero demonstrar o meu carinho e dizer que pode contar comigo para o que precisarem que, estarei ao seu lado como aliada nesta causa”, comentou.

O presidente da Associação dos Surdos do Estado de Mato Grosso, Rogério Belussi Miranda, expôs as demandas levantadas pelos municípios e defendeu a necessidade de implantação das Centrais de Interpretação de Libras (CIL), no interior.   

“A gente vem nesta luta e com essa iniciativa, com o apoio da primeira-dama, nos traz esperança para acreditar na mudança. Acreditamos que este trabalho social que vem sendo desenvolvido vai melhorar e que a comunidade surda conseguirá essa ampliação”, concluiu.

A pequena Priscilla Miranda, filha do Rogério, emocionada relatou os desafios vivenciado com seus pais e sua irmã que também é uma pessoa com deficiência.

“Desde pequena sempre interpretei para o meu pai nos lugares que íamos por que ele não tinha condições de contratar um intérprete, tive dificuldades, tive que viajar para ajudar minha irmã, quase reprovei na escola, perdi comemorações, mas, nunca desisti”, contou.

A professora do Centro Educacional de Apoio Deficiente Auditivo do município de Várzea Grande (Ceaad), Elisabeth Petroni, uma das participantes disse que o sentimento foi de valorização.

“Nos outros anos isso não acontecia, de nos chamarem e nos dar voz, fiquei muito impressionada com o amor da primeira-dama. A comunidade surda precisa de muita luta e apoio, dessa valorização”, externou.

Também estiveram presentes na reunião a presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Silvia Cristina Nogueira Artal, representante da Associação União do Surdos e Mudos da Grande Morada da Serra, Riguel Brum, a professora da UFMT, Reany de Oliveira, Tesoureira da Associação, de Surdos de Várzea Grande, Elisabeth Novaes, presidente da Associação dos Surdos de Barra do Garças, Daniele Pereira, professora e representante dos Surdos de Comodoro, Micaela Altenhofen.  

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Curta-metragem retrata vivência de imigrantes em Lisboa e Cuiabá

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As vivências de imigrantes em Lisboa e Cuiabá estão sendo retratadas no curta-metragem Intersecção – A História de quem migra. A obra é resultado de vivências do diretor e ativista, Rodrigo Zaiden, ao comparar situações semelhantes do período em que viveu como imigrante em Portugal com as dos imigrantes em Mato Grosso.

“Registramos os modos como a imigração impacta diferentes pessoas de distintas culturas e nações, por um lado e, por outro, como essas pessoas se interseccionam num contexto urbano global de uma nação que não é a sua, produzindo novas formas de viver, identidades e resistências”, pontua o diretor.

A maior parte das gravações foram realizadas em 2017, ano em que Rodrigo morou no país lusitano e iniciou a pesquisa audiovisual, registrando histórias de vida de imigrantes de Brasil e de Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP), como Moçambique e Guiné Bissau. Em 2019, já em Mato Grosso, o diretor se deparou com a expressiva comunidade de imigrantes guineenses, haitianos, venezuelanos, dentre outros. 

Com a aprovação do projeto na categoria audiovisual do edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o curta-metragem está sendo finalizado para lançamento virtual no mês de abril. Os recursos da Lei Aldir Blanc viabilizaram as últimas captações de imagens em fevereiro deste ano, e já estão em andamento as fases de edição, montagem e finalização.

“Mais do que a intersecção entre os contextos de imigrantes em locais diferentes, esse projeto mostra as convergências entre cultura e a sensibilização do público quanto ao direito à cidadania de todos os povos. É mais uma iniciativa da qual temos satisfação em apoiar e dar visibilidade por meio de nossos editais”, assinala o titular da Secel, Alberto Machado.

De Guiné Bissau, Lídia Dju, que mora em Cuiabá e o diretor do filme, Rodrigo Zaiden

Ao contar histórias de vidas que se cruzam em situações parecidas, o filme desvela circunstâncias limítrofes da imigração, percorrendo memórias, identidades e territórios físicos e simbólicos de um tema que atinge milhões de pessoas.  

“Contamos as histórias de pessoas como a Lígia, a Marvinda ou o Ka Codé, em Lisboa, ou a Lídia, o Ênio e a Callina em Cuiabá. Falamos de suas relações com a imigração, como as mudanças, o processo de adaptação, as relações afetivas e de trabalho, a luta pelos direitos humanos e cidadania. Historicamente silenciados e invisibilizados pelas histórias oficiais portuguesa e brasileira, cada uma das pessoas traz questões únicas e fundamentais”, explica Rodrigo Zaiden.

Conjuntura

Para o diretor, o filme busca sensibilizar não apenas quem passa pela mesma situação, mas também quem assiste, o público em geral, e os formuladores de políticas públicas, responsáveis por propor soluções aos problemas da imigração. 

Entre 2010 e 2018, Cuiabá recebeu mais de 3,5 mil haitianos e 119 venezuelanos sem considerar os imigrantes ilegais. Em Portugal, os brasileiros representam o maior número de imigrantes, somando mais de 151,3 mil pessoas vivendo legalmente. Se contar os ilegais, esse número pode dobrar. 

“Busquei amigos para compartilhar nossas lutas, que são tão diversas, mas convergem em muitos aspectos como a saudade da família e de casa, as adaptações e mudanças ou o racismo que enfrentamos por estar num país colonizador de nossos ancestrais. O mesmo imigrante brasileiro que sofre racismo em Portugal é o que pratica o preconceito com outros imigrantes aqui em Cuiabá. Este ciclo de exclusão ao outro, ao estrangeiro, precisa ter fim, já que o direito de ir e vir está amplamente expresso em todos os documentos internacionais e na constituição federal de Brasil e de Portugal”, conclui Rodrigo.

Com informações da Assessoria

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Seplag intensifica acompanhamento psicossocial dos servidores durante a pandemia

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Profissionais da área da saúde mental, em todo o mundo, alertam para o aumento do número de casos relacionados a transtornos de ansiedade e depressão durante a pandemia do coronavírus. Sensível aos cuidados com a saúde mental de seus servidores, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) tem intensificado o processo de acompanhamento psicossocial na pasta.

A Secretaria vem intervindo em situações de vulnerabilidade que alguns servidores têm apresentado, sendo ofertada escuta qualificada, acolhimento, orientação e avaliação profissional de psicólogos e assistentes sociais.

A ação consiste em prestar atendimento especializado, por meio da Coordenadoria de Segurança e Saúde no Trabalho (CSST), aos servidores com problemas que possam interferir na sua vida funcional e visa também aprimorar o atendimento realizado desde o início da pandemia pela equipe.

Quando identificado como necessário, é feito o encaminhamento do funcionário para tratamento especializado externo, explica a psicóloga responsável pela unidade, Katya Rodrigues.

“O isolamento social, a privação de espaços de lazer e a alteração da dinâmica de socialização fizeram com que esses transtornos surgissem ou reaparecessem na população, demonstrando os impactos emocionais de estresse agudo e pressão psicológica envolto no cenário de pandemia”, comentou a psicóloga que ainda acrescentou “tudo isso aliado a recente descoberta da vacina, mas com acesso ainda escasso, é um agravante dos índices de depressão e ansiedade”, ponderou.

Somente no último ano, o índice de afastamento entre os servidores da Seplag por licença médica por CID F – classificação para doenças relacionadas à transtornos mentais e comportamentais –, foi de 31%, segundo o banco de dados da Gerência de Informação em Saúde do Servidor.  

Matheus de Musis, um dos psicólogos da CSST/Seplag, em atendimento por vídeochamada

O processo de acompanhamento psicossocial implantando na Seplag tornou-se referência para outras secretarias do Governo, que já somam mais de cinco mil atendimentos ao longo dos dois anos do projeto. Além de difundir entre os órgãos e entidades o modelo de trabalho a ser implantado, o treinamento e o suporte das equipes, assim como o monitoramento dos resultados alcançados são realizados pela Secretaria Adjunta de Gestão de Pessoas da Seplag, órgão central de Gestão de Pessoas do Executivo estadual.

Através da CSST também foram instituídos na pasta outros procedimentos para promover a melhoria das condições internas de saúde e bem-estar psicossocial dos servidores, entre eles um protocolo referente ao coronavírus contendo orientações sobre prevenção, atendimento ao público, apoio psicológico, entre outras informações.

Além disso, o acompanhamento de servidores com suspeitas ou casos confirmados da Covid-19 vem sendo feito desde o início da pandemia. De acordo com o dado mais recente da CSST, 127 servidores da pasta testaram positivo para a doença.

“Ainda é cedo para saber com precisão real o impacto da Covid-19 na saúde mental da população mundial. Entretanto, procuramos contribuir para a promoção da saúde mental no intuito de concretizar o desenvolvimento de relações mais humanas no ambiente de trabalho”, afirmou Katya.

Todas as ações da Coordenadoria, inclusive as citadas acima, foram adaptadas por conta da pandemia e passaram a ser realizadas por telefone ou vídeochamada.

Quando identificado como necessário, é feito o encaminhamento do funcionário para tratamento especializado externo, explica a psicóloga responsável pela CSST/Seplag, Katya Rodrigues. 

Atendimento

O servidor da Seplag que se identifique nas situações citadas ou por outro motivo necessite de apoio psicossocial deve entrar em contato com a CSST, unidade vinculada à Secretaria Adjunta de Administração Sistêmica (SAAS), pelos telefones (65) 9 9222-4568 e (65) 9 9280-3107 ou pelo e-mail: [email protected]

Em caso de suspeita, confirmação ou contato com pessoa infectada pelo coronavírus, o servidor deve se afastar imediatamente do trabalho e informar o chefe imediato via e-mail, bem como notificar sua situação para o endereço eletrônico: [email protected] Os demais servidores do Governo devem comunicar suas respectivas unidades quanto a suspeita, confirmação ou contato com pessoa infectada.

Fonte: GOV MT

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