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Política Nacional

Preso por tráfico, vereador é empossado de dentro da cadeia no Paraná

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Preso por tráfico de drogas%2C Diogo Canata foi o 4º mais votado em cidade no Paraná
Reprodução RPC

Preso por tráfico de drogas, Diogo Canata foi o 4º mais votado em cidade no Paraná

Diogo Canata, vereador de Alvorada do Sul, no Paraná, foi empossado no cargo nesta quarta-feira (13) mesmo estando preso desde julho deste ano acusado de chefiar o tráfico de drogas da região.

Canata foi alvo de uma operação da Denarc em julho, e na sua casa foram encontrados 30 quilos de crack , além de armas . Segundo o Ministério Público (MP-PR), o vereador é suspeito de comandar o tráfico na cidade, além de ter cometido os crimes de agiotagem, lavagem de dinheiro e de fornecimento de armas para cometer atentados contra policiais militares.

O político do PL foi o 4º mais votado na cidade, com 263 votos, e foi reeleito para o cargo. Desde que foi preso, foi afastado de suas funções e teve o salário suspenso. Os vereadores na cidade recebem cerca de R$ 4550 por mês, e segundo a Câmara , a tendência é que o pagamento salarial dele seja suspenso novamente.

“Nunca vi algo desse tipo, mas se o juiz liberou ele concorrer à eleição e o diplomou, a Câmara deve empossá-lo. A posse foi determinada pela Justiça, não é uma decisão nossa”, declarou o presidente da Câmara Nivaldo Palaro, em entrevista à NPC.

Pelo fato do processo contra Diogo ainda estar em andamento e não haver uma condenação em definitivo, não existem impeditivos para que a posse do vereador fosse indeferida.

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Política Nacional

Barroso vota contra pedido de habeas corpus do caminhoneiro Zé Trovão no STF

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 Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão
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Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira o pedido de habeas corpus  apresentado pelo caminhoneiro e youtuber Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. Primeiro a votar, o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, negou o pedido da defesa pede que ele cumpra prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica.

A negativa de Barroso se deu por uma questão processual. Pela jurisprudência da Suprema Corte, não é cabível habeas corpus contra decisão de outro ministro. Zé Trovão foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes . A tendência, portanto, é que o colegiado rejeite o pedido dos advogados do caminhoneiro.

“Reitero que o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido do descabimento da impetração de habeas corpus contra ato de Ministro, Turma ou do Plenário do Tribunal”, disse o relator em seu voto.

Ainda segundo o ministro, os advogados não apresentaram nenhuma situação de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justificasse a concessão da liberdade.

Além de Barroso, integram a Primeira Turma os ministros Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O julgamento acontece até o próximo dia 13 no plenário virtual, ambiente em que os ministros apenas depositam seus votos, sem debates.

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Zé Trovão está preso desde o dia 26 de outubro. Ele virou alvo da Corte por comandar ameaças às instituições democráticas na convocação de “atos violentos de protesto” durante as manifestações organizadas no 7 de setembro.

O bolsonarista está proibido, por ordem judicial, de se aproximar de um raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes desde o dia 20 de agosto.

Antes de ser preso, o youtuber ficou foragido por mais de um mês, quando se entregou à Polícia Federal de Joinville (SC) em 3 de setembro . A defesa de Zé do Trovão já havia apresentado ao Supremo o pedido de soltura do investigado, no entanto, a solicitação foi negada pelos magistrados.

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Política Nacional

Moro vira alvo de Bolsonaro, que reconhece que ex-juiz pode tirar votos

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Moro em primeiro lugar
O Antagonista

Moro em primeiro lugar

O lançamento de candidaturas de centro levou Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados a elegerem como alvo preferencial o ex-juiz Sergio Moro (Podemos). Em conversas reservadas, o presidente tem reconhecido que o seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública pode lhe tirar votos preciosos durante as eleições em 2022 .

A estratégia ofensiva de Bolsonaro foi escancarada nessa quinta-feira durante a transmissão de sua live em que chamou o seu ex-ministro da Justiça de “mentiroso deslavado” . Moro lançou um livro em que afirmou que Bolsonaro teria comemorado a decisão que soltou o ex-presidente Lula porque isso o beneficiaria politicamente.

“Falta de caráter é o mínimo que posso falar desse cara. Tem o direito de se candidatar e o povo vai saber se merece ou não o voto. Agora, fazer campanha na base da mentira? Aprendeu rápido a velha política, hein, Moro?”, disse o presidente.

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Bolsonaro, segundo o relato de pessoas próximas, diz que prefere acreditar que a repercussão em volta da pré-candidatura do ex-juiz da Operação Lava-Jato é o efeito natural da novidade de sua entrada na política e ainda aposta no arrefecimento da pré-campanha de Moro, que deve ser alvo de ataques constantes do presidente.

Ao longo da sua live, Bolsonaro falou de Moro por seis minutos ininterruptos, expondo que seu confronto direto agora é com o seu ex-ministro, e não com o ex-presidente Lula, do PT, que lidera as pesquisas de intenção de votos. Segundo interlocutores de Bolsonaro, o embate entre o presidente e Lula poderá ser adiado para um eventual segundo turno.

Conforme mostrou a colunista Bela Megale, Moro começará o ano eleitoral visitando o interior de São Paulo, onde Bolsonaro desponta como nome forte para 2022. O ex-juiz fará uma incursão no Vale do Ribeira, oeste do estado, onde o presidente foi criado.

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