Connect with us

  • banner_Lorenzetti_1250x250

Nacional

Polícia investiga suposto ‘golpista do Tinder’ brasileiro

Publicado em


source
Ostentação nas redes.O mineiro Rafael Correa de Paula, ostentava viagens e roupas de grife nas redes sociais
Reprodução – 04.04.2022

Ostentação nas redes.O mineiro Rafael Correa de Paula, ostentava viagens e roupas de grife nas redes sociais

Em dezembro de 2021, o empresário paraibano X., de 38 anos, conheceu, em um aplicativo de relacionamento, o mineiro Rafael Correa de Paula, de 33. Afirmando ser herdeiro e administrador das fazendas da família na cidade de Frutal, ele exibia fotos nas redes sociais ostentando roupas e acessórios de grife e viajando de primeira classe para paraísos luxuosos, como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos; Grécia, na Europa; e até o Deserto do Saara, na África.

Algumas semanas depois, os dois marcaram o primeiro encontro, em um hotel cinco estrelas na Avenida Vieira Souto, orla de Ipanema, na Zona Sul do Rio. Dali, engataram um romance, e o empresário foi convidado a acompanhá-lo em viagens internacionais, com a promessa de que era possível conseguir bons preços com descontos em milhas aéreas que ele acumulava. De posse de seu cartão de crédito, o rapaz desembolsou cerca de R$ 70 mil em quatro meses com passagens e hospedagens.

Desconfiando ter caído em um golpe , X. decidiu terminar o relacionamento. Mas, a partir de novembro do ano passado, diz ter começado a ser perseguido pelo ex-namorado: além de perfis falsos nas redes sociais, em que passou a publicar informações para prejudicar sua imagem, ele passou a utilizar seus dados pessoais e bancários para fazer compras de altos valores pela internet e ainda solicitou o cancelamento de seus cartões de crédito e o estorno de valores já pagos pelo empresário.

Inquéritos

Agora, as polícias civis do Rio e de São Paulo investigam o comportamento de Rafael Correa de Paula — que guarda semelhanças com o “Golpista do Tinder”, série de TV que conta a história de mulheres enganadas pelo israelense Shimon Hayut, que se passava por Simon Leviev, filho do magnata de diamantes Lev Leviev, para cometer fraudes. Nos dois estados, há inquéritos abertos pelos crimes de estelionato, ameaça, difamação, lesão corporal e denunciação caluniosa contra Rafael de Paula.

“No início, ele dizia cuidar da parte financeira das terras em que os pais criavam gado e cultivavam cana-de-açúcar, demonstrava circular na alta sociedade no eixo Rio-São Paulo e apresentava viagens com roteiros exclusivos e hotéis caríssimos. Nesse primeiro momento, a conversa e a companhia eram agradáveis, mas, com o passar do tempo, passei a ter certeza de que era tudo uma farsa, uma mentira completa da qual tinha sido vítima” contou o empresário.

Processos em São Paulo

Em dezembro, X. procurou a 14ª DP (Leblon), onde registrou uma ocorrência após Rafael invadir o prédio onde mora, no Arpoador. Já o rapaz foi até a 13ª DP (Ipanema) dizer ter sido vítima de socos e chutes por parte do empresário. Neste inquérito, imagens de câmeras de segurança desmentiram a versão apresentada na delegacia, e ele acabou indiciado por atribuir falsamente um crime ao ex-companheiro.

No 78º DP (Jardins), em São Paulo, Rafael responde a um inquérito por, após terminar o relacionamento de dois anos e meio com um arquiteto, impedi-lo de deixar seu apartamento, segurando seus braços e pescoço. Na distrital, o homem contou ser vítima de violência psicológica, ameaça e constrangimento.

Leia Também

Já no 13º DP (Campinas), ele é acusado em um procedimento por lesão corporal por ter supostamente dado um tapa em uma mulher que trabalhava como caixa de um mercado, após ela dizer que não teria troco para R$ 100 durante o pagamento de uma compra. Ela entrou com um pedido, no Juizado Especial Cível da cidade, de uma indenização de R$ 14 mil por danos morais.

Na 1ª Vara Cível do Fórum de São Paulo, a proprietária de um apartamento no bairro Jardim Paulista o executou cobrando R$ 4.900 pelo aluguel de um imóvel cujo contrato foi reincidido.

Rafael também é réu em um processo na 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto por ter, utilizando dados de outro homem, contratado três pacotes de viagem no valor de R$ 2.300 de uma agência de turismo, por meio de um financiamento. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homem só percebeu ter sido vítima do golpe ao tentar abrir uma conta bancária e ser informado da restrição que havia em seus dados cadastrais devido à dívida.

Acusado se defende

Na ocasião, ao prestar depoimento no 1º DP (Ribeirão Preto), Rafael contou ter estudado com a vítima por três anos em um colégio particular em Frutal, no interior de Minas Gerais, tendo mantido laços de amizade com ela até brigarem por “motivos banais”. Ao delegado Udelson Canova Simionato, ele disse que o financiamento foi autorizado pelo rapaz, após ele informá-lo que gostaria de viajar para a Argentina, mas estava com “restrição com o cartão de crédito”.

Na delegacia, Rafael afirmou desconhecer o motivo pelo qual “duas parcelas ficaram em aberto”, mas chegou a mostrar uma comprovação de quitação dos débitos.

Procurado pelo GLOBO por telefone e redes sociais, Rafael Correa de Paula não retornou os contatos.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. 

Nacional

Planos de saúde não precisam cobrir procedimentos fora da lista da ANS, decide STJ

Published

on

A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria nesta quarta-feira (8) para fixar que as operadoras dos planos de saúde não precisam cobrir procedimentos que não constem na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A decisão abarca a cobertura de exames, terapias, cirurgias e fornecimento de medicamentos, por exemplo.

Seis dos nove ministros que votam na Segunda Seção entenderam que o chamado rol de procedimentos da ANS é taxativo – ou seja, que a lista não contém apenas exemplos, mas todas as obrigações de cobertura para os planos de saúde.

Adotaram esse entendimento os ministros Luis Felipe Salomão, Vilas Bôas Cueva, Raul Araújo, Isabel Gallotti, Marco Buzzi e Marco Aurélio Bellizze.

Votaram em sentido contrário os ministros Nancy Andrighi, Paulo de Tarso e Moura Ribeiro. Para esses magistrados, a lista deveria ser “exemplificativa”, ou seja, representar a cobertura mínima dos convênios.

A decisão do STJ não obriga as demais instâncias a terem que seguir esse entendimento, mas o julgamento serve de orientação para a Justiça.

O entendimento do STJ representa uma mudança na jurisprudência que vinha sendo aplicada por boa parte dos tribunais do país, que entendiam que o rol era apenas exemplificativo.

Decisão prevê exceções

O entendimento de que a lista é taxativa deve ser modulado pelos ministros do STJ para admitir algumas exceções – por exemplo, terapias recomendadas expressamente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), tratamentos para câncer e medicações “off-label” (usadas com prescrição médica para tratamentos que não constam na bula daquela medicação).

A tese considerada correta pela maioria dos ministros foi proposta pelo ministro Villas Boas Cuêva e incorporada ao voto pelo relator, Luis Felipe Salomão. Em resumo, o entendimento do STJ é de que:

O rol da ANS é, em regra, taxativo; a operadora não é obrigada a custear um procedimento se houver opção similar no rol da ANS; é possível a contratação de cobertura ampliada ou a negociação de um aditivo contratual; não havendo substituto terapêutico, ou após esgotados os procedimentos incluídos na lista da ANS, pode haver, a título excepcional, a cobertura do tratamento indicado pelo médico ou odontólogo assistente.

Para que essa exceção prevista no quarto tópico seja aplicada, é preciso que:

a incorporação do tratamento desejado à lista da ANS não tenha sido indeferida expressamente; haja comprovação da eficácia do tratamento à luz da medicina baseada em evidências; haja recomendação de órgãos técnicos de renome nacional, como a Conitec e a Natijus, e estrangeiros; seja realizado, quando possível, diálogo entre magistrados e especialistas, incluindo a comissão responsável por atualizar a lista da ANS, para tratar da ausência desse tratamento no rol de procedimentos.

Rol é limitado, dizem especialistas

Especialistas avaliam que o rol de procedimentos da ANS é bem básico e não contempla muitos tratamentos importantes – por exemplo, alguns tipos de quimioterapia oral e radioterapia, medicamentos aprovados recentemente pela Anvisa e cirurgias com técnicas de robótica.

Além disso, a ANS limita o número de sessões de algumas terapias para pessoas com autismo e vários tipos de deficiência. Muitos pacientes precisam de mais sessões do que as estipuladas para conseguir resultado com essas terapias e por isso, no atual modelo, conseguem a aprovação de pagamento pelo plano de saúde.

O julgamento no STJ começou em setembro do ano passado, mas dois pedidos de vista (mais tempo para analisar os processos) suspenderam a deliberação pelos ministros.

O caso chegou à Segunda Seção após uma divergência entre duas turmas do STJ. Agora, o colegiado vai definir qual é o limite da obrigação das operadoras.

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

Continue Reading

Nacional

Vida de luxo: influencer deve mais de R$ 5 milhões ao estado do Rio

Published

on


source
Influencer mostra vida de luxo nas redes sociais
Reprodução/Instagram

Influencer mostra vida de luxo nas redes sociais


Conhecida como Rainha do Reboque, Priscila Santos, esbanja luxo e riqueza para os seus mais de 416 mil seguidores no Instagram, uma vida de festas, viagens, luxo e até capa de revista. Mas, à frente da Rebocar Remoção e Guarda de Veículos LTDA  ela conquistou uma outra fama, a de má pagadora, como mostrou a reportagem do RJ TV. Somente ao governo do Rio , ela tem uma dívida que ultrapassa os R$ 5 milhões.

Há ainda suspeita de fraudes. Apesar das denúncias, Priscila pretende entrar para a política. Ela assinou a filiação ao PL. O partido disse que não vai comentar as denúncias porque só define os candidatos em julho.

Vaidosa, ela sempre fez questão de mostrar o sucesso num universo dominado por homens, o dos reboques. Mas nem tudo é o que parece. Uma testemunha diz que arrematou dois veículos por mais de R $7 mil em um leilão promovido pela empresa de Priscila, mas que nunca recebeu os carros.

Nem o governo do estado escapou. O serviço público de reboque de veículos apreendidos é concedido pelo estado. O contrato assinado em janeiro de 2019 tem valor estimado em mais de R$ 25.80.576,14 para o lote 1, que contempla as cidades do Rio, Niterói e São Gonçalo.

A empresa foi contratada há três anos pelo Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro)  para os serviços de reboque, guarda e leilão de veículos apreendidos acumula dívidas.

Um dos pátios da Rebocar, em Vargem Grande, na Zona Oeste, não está funcionando. Apenas um funcionário continua indo ao local, fechado há cerca de seis meses. O terreno é alugado e já foi expedida uma ordem de despejo e a dívida acumulada já chega a R$ 2 milhões.

Priscila, porém, não respondeu a qualquer citação até agora. Outra dívida é a de energia elétrica, que já passa de R$ 189 mil. Os reboques, também terceirizados, geram mais dívidas.

O começo de carreira no Espírito Santo ficou para trás. O rompimento com o Detran de lá aconteceu por falta de pagamento. Em 2014, ela foi investigada por peculato por autorizar a retirada irregular de peças de um carro que estava no pátio do Detran, em Guarapari. Em 2017, duas novas investigações. Desta vez por estelionato e fraude. Ela teria assinado e entregue um cheque que não era dela para comparar um cachorro.

Leia Também

Sobre os leilões, a empresa chegou a preparar, organizar e até realizar o pregão. Acontece que o estado nunca recebeu o dinheiro. O contrato foi rescindido em dezembro, mas há um saldo devedor de mais de R$ 5 milhões, referentes a operações nos anos de 2020 e 2021, que não foram repassados ao estado. 


Os funcionários da empresa também fazem acusações. “Parece que não tem nada acontecendo em volta, parece que não tem dívida, parece que não tem processos trabalhistas e continua normal, como se nada tivesse acontecendo”, diz um ex-funcionário.

Além da falta de pagamento, eles acusam Priscila de não dar condições mínimas de trabalho. Uma imagem exibida na reportagem mostra funcionários comendo no chão.

“Isso era super comum. Acontecia todos os dias. Muitos funcionários, A gente dividia o horário de almoço em três períodos para todo mundo conseguir sentar no chão”, contou um ex-funcionário, que disse também que os salários chegavam a atrasar por cinco meses.

Em uma entrevista, Priscila se gaba pelos 146 funcionários da empresa, no Rio e no Espírito Santo. No entanto, os comentários são nada favoráveis.

“Ser empresária de sucesso devendo aos funcionários é fácil”, diz um deles.146 funcionários no Rio e no Espírito Santo em uma entrevista. 

Em nota, a Rebocar disse que “está trabalhando junto ao Detro para que sejam solucionadas todas as pendências decorrentes de conflitos contratuais, administrativos ou judiciais, e que aguarda a relação do Detro nos próximos dias para começar a liberar os veículos que estão no pátio. A empresa reafirma o compromisso em solucionar todas as questões no menor tempo possível”.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Continue Reading

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana