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Polícia Civil prende Juína mandante da morte de mulher em Castanheira

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Assessoria | PJC-MT

A Polícia Judiciária Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra Marta Souza Amorim, 26 anos, acusada de mandar matar uma jovem de 22 anos na  cidade de Castanheira (779 km a Noroeste).

A prisão foi efetuada nesta quarta-feira (23), em Juína (735 km a Noroeste), e pode ter sido motivada por dívida relacionada ao tráfico de drogas. Dois homens que participaram da execução foram presos na ocasião do crime.

O crime ocorreu no dia 17 de janeiro, vitimando Raquel Meira Duarte, de 22 anos. O irmão da vítima estava junto e conseguiu escapar ileso dos tiros disparados por um suspeito, correndo para o outro lado da estrada e se escondendo em uma mata. Após duas horas escondido, ele pegou carona em um ônibus que passava pelo local e conseguiu chegar em sua casa.

Segundo o irmão da vítima, o suspeito acompanhado de outro homem foi até sua casa em uma moto e chamou ele e sua irmã para irem buscar uma motocicleta na MT-170, próximo a linha Novo Horizonte e que daria entorpecentes para eles no caminho.

Ao chegarem ao local, o homem que estava na garupa da moto, sacou um revólver da cintura e começou a fazer disparos contra as vítimas, vindo a acertar sua irmã Raquel Meira Duarte, que foi à óbito ainda no local de crime.

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Ao ouvir os disparos, o jovem de 18 anos (irmão da vítima) saiu correndo e o suspeito começou a atirar em sua direção, porém, não conseguiu atingi-lo. A vítima correu para o outro lado da estrada e se escondeu em uma mata. Após duas horas escondido, ele pegou carona em um ônibus que passava pelo local e conseguiu chegar em sua casa.

Na ocasião do crime, dois homens foram presos. São eles: Alex do Ouro da Silva, 31 anos, e Wagner da Silva Ramos, 19 anos. O suspeito Alex do Ouro confessou ter efetuados os disparos e Wagner deu apoio levando o executor até o local na motocicleta. A arma do crime e a motocicleta foram encontrados cerca de 4 km do local do crime. O revólver calibre 357 estava enrolado em uma jaqueta dentro de um capacete escondido em uma moita.

As investigações apontam que Marta Souza Amorim comanda o tráfico de drogas na região e pertence a uma facção criminosa. Ela teria encomendado a morte dos irmãos por dívidas ou rixa ligada ao tráfico drogas. Ela responde a três processos criminais na Justiça. Seu marido e irmã também têm envolvimento com o tráfico de drogas e estão presos na cadeia pública da região.

Durante a prisão, foi encontrada na casa da mulher cerca de  três quilos de entorpecentes, uma balança de precisão, duas motocicletas, sendo uma a que foi usada para levar o executor até Castanheira e outra usada na distribuição de drogas. Também foi apreendido R$ 5.670,80, cadernos de anotações de dívidas de drogas,  comprovantes de depósitos, e outros materiais.

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Um adolescente de 16 anos também foi encontrado na casa da mandante e segundo os levantamentos ambos são responsáveis por efetuarem cobranças e recolhimentos de dinheiros junto a traficantes. Em buscas na casa dele, em outro endereço, foram encontrados drogas, balança, um simulacro de arma de fogo e outros apetrechos.

A mãe do menor também foi levada para delegacia e autuada em flagrante por associação ao tráfico. O adolescente responderá ato infracional de tráfico de drogas e por integrar organização criminosa.


A mandante ainda será interrogada e após será autuada também em flagrante por tráfico de drogas, resistência, desacato e lesão corporal (por ter agredido um dos policiais no momento da prisão) e organização criminosa.

 

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Suspeito é preso pouco após incendiar casa de namorada em São Félix do Araguaia

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Assessoria | PJC-MT

Um incêndio, que destruiu uma residência em São Félix da Araguaia (1.200 km a Nordeste de Cuiabá), foi esclarecido pela Polícia Judiciária Civil, com a prisão do suspeito, menos de quatro horas após o crime. O fato ocorreu na noite de sábado (18), quando a população da cidade foi surpreendida pelas chamas em grandes proporções, em uma imóvel residencial, próximo ao cais.

No momento do incêndio, a proprietária do imóvel não estava presente. Logo que acionada da ocorrência, equipe da Polícia Civil foi até o endereço para efetuar o cerco e isolamento, assim como para conseguir apoio na contenção do fogo que tomou praticamente toda residência.

O fogo foi controlado com dois caminhões-pipa, após apoio da Prefeitura Municipal. A equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também esteve no local para exame pericial de averiguação da ação criminosa.

Durante as diligências para apurar o caso, foi apurado que um carro branco parou próximo ao imóvel e um rapaz se aproximou, abriu uma das janelas da casa e ateou fogo. As informações de quem poderia ser o autor do crime vieram depois que os policiais entraram em contato com a proprietária da residência.

A vítima relatou aos investigadores que seu namorado havia saído há pouco tempo da “Chapadinha”, em um veículo HB-20 branco. No local, acontecia uma festa e na ocasião, o suspeito agrediu a vítima, quebrou o seucelular e ainda proferiu várias ameaças.

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De posse de tais informações, os policiais realizaram diligências na região, que apontaram que o suspeito abasteceu seu carro e encheu um galão pequeno com combustível (o qual posteriormente foi localizado nas redondezas do imóvel queimado).

Em conversa com vizinhos do suspeito, foi relatado que ele passou em casa, parou o carro na contramão da via, e rapidamente recolheu seus objetos, deixando a casa aberta, com a chave na porta, evadindo-se do distrito.

A partir daí, as equipes saíram em busca do suspeito e conseguiram localizá-lo já em Alto Boa Vista, com apoio dos policiais civis do município. No momento da prisão, foi verificado que o suspeito estava com as mãos e pernas queimadas, bem como possuía um isqueiro em seu bolso.


Diante das evidências, ele foi conduzido a Delegacia de São Félix do Araguaia, onde foram realizados todos os procedimentos relacionados a autuação em flagrante. A investigação terá seguimento e, assim que concluído o procedimento apuratório, os autos serão remetidos ao Judiciário.

 

Fonte: PJC MT
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Para secretário de Segurança Pública, lei restringe algumas atividades policiais

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Nara Assis | Sesp-MT

Em vigor desde o dia 03 de janeiro de 2020, a Lei de Abuso de Autoridade (nº 13.869/2019) restringe algumas atividades policiais, na avaliação do secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, especialmente com relação aos crimes violentos.

“Um exemplo é o estupro, pois muitas vezes a divulgação da imagem do suspeito de um crime como esse encoraja outras vítimas a denunciarem e registrarem a ocorrência”, cita.

Isso porque os crimes que envolvem violência sexual deixam não só marcas físicas, mas também psicológicas. As vítimas, na maioria das vezes, sentem vergonha ou culpa, além de serem ameaçadas, e acabam não denunciando o ato.

“Tivemos tantos casos no Brasil, aquele que ficou conhecido como ‘maníaco do parque’, e tantos outros em que a divulgação ajudou na identificação de criminosos que agiam em série, por meio do reconhecimento facial e de identidade”.

A referência do secretário é com relação ao Art. 38, que considera crime “Antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação”. A pena prevista é detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

O Art. 13 também dispõe que “É proibido constranger o preso ou detento: I – a exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública; e II – submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei”. Em casos de descumprimento da norma, o texto prevê que o agente público seja responsabilizado e condenado a pena de até quatro anos de prisão.

Para o secretário, a Lei deveria ter sido amplamente debatida, com a participação de órgãos da segurança pública e da própria sociedade, já que a publicação das informações que envolvem prisões ficou ainda mais restrita.

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“Nós entendemos a importância de resguardar a integridade física do suspeito e isso já faz parte do código de conduta dos agentes, seja da Polícia Militar (PM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Polícia Penal e servidores em geral, mas acredito que a legislação teria que considerar os tipos de crime e de prisão”.

Casos de violência doméstica

Apesar das ressalvas, as forças de segurança do Estado estão se adequando para aplicar a Lei, uma vez que ela foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, em setembro de 2019. Outro ponto destacado por Alexandre Bustamante é a abordagem policial em residência.

De acordo com ele, a redação do Art. 22 causou certo temor quanto à atuação policial, porque impõe que é considerado crime “Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condições estabelecidas em lei”.

Mas o § 2º deixa claro que “Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou quando houver fundados indícios que indiquem a necessidade do ingresso em razão de situação de flagrante delito ou de desastre”.

O secretário alerta para os casos de violência doméstica, que muitas vezes ocorrem entre a noite e a madrugada. “O horário permitido de entrada de policiais em residência já está no código de processo penal, cumprimento de mandado de busca e apreensão não pode ser feito depois das 21h e antes das 5h. A nova lei proíbe a entrada à revelia do ocupante do imóvel, isso nos preocupa porque sendo um casal, por exemplo, numa situação que envolva violência doméstica, a presença do policial chamado para prestar socorro com certeza vai contra a vontade do agressor, mas a vítima também é moradora da residência, então é uma situação delicada”.

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Para Alexandre Bustamante, questões como esta podem gerar divergência e dependerão da interpretação de juízes e promotores, que também estão abrangidos pela Lei. É considerado sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e do Território, compreendendo servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas; e membros dos Poderes Legislativo, Executivo, Judiciário, Ministério Público, e dos tribunais ou conselhos de contas. 

A Sesp-MT irá acompanhar qual será o entendimento da Justiça e as forças de segurança estão orientando os policiais e servidores de acordo com as especificidades da atuação, visando ao cumprimento da Lei. Mas, na avaliação do secretário, a medida pode ser revista no futuro.

“O Brasil está em um período de mutação em determinadas legislações, determinadas garantias sociais. Eu acredito que com um movimento, dependendo do reflexo que isso terá junto à sociedade, pode haver uma alteração futuramente”.


Como a Lei 13.869 também versa sobre exposição de imagens e nomes de pessoas presas, a Procuradoria Geral do Estado (PGE-MT) está elaborando uma recomendação específica para a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom-MT) e a Sesp-MT quanto às adequações necessárias.

Fonte: PJC MT
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