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Mundo

Pode ser aprovado 1º medicamento contra Alzheimer após melhora em pacientes

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O primeiro medicamento contra Alzheimer está aguardando aprovação do FDA, agência de saúde norte-americana, para ser comercializado.

Esta semana, a empresa farmacêutica Biogen anunciou que – após consultar a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA – planeja buscar a aprovação regulamentar do aducanumab: um tratamento experimental para a doença de Alzheimer precoce. O aducanumab é um anticorpo monoclonal humano que atua no processo neurodegenerativo do Alzheimer. O novo medicamento poderá em breve ser um tratamento inovador para pacientes com demência depois que os pesquisadores examinaram os dados dos ensaios clínicos de Fase 3 do medicamento.

Novas análises mostraram que o aducanumab reduziu o declínio clínico em pacientes com doença de Alzheimer precoce. Com base em discussões com o FDA, a empresa farmacêutica da Biogen planeja enviar um pedido de licenciamento para o medicamento no início de 2020. Eles também pretendem oferecer aducanumab a pacientes previamente incluídos em estudos clínicos.

Melhora

Os pacientes que receberam aducanumab experimentaram benefícios significativos em medidas de cognição e função, como memória, orientação e linguagem. Os pacientes também experimentaram benefícios em atividades da vida diária, incluindo a realização de finanças pessoais, a realização de tarefas domésticas, como limpeza, compras e lavanderia, e viajando independentemente para fora de casa.

Se aprovado, o aducanumab se tornaria a primeira terapia para reduzir o declínio clínico da doença de Alzheimer e também seria a primeira terapia a demonstrar que a remoção do beta amilóide resultou em melhores resultados clínicos. A decisão de registrar é baseada em uma nova análise, realizada pela Biogen em consulta com a FDA, de um conjunto de dados maior dos estudos clínicos da Fase 3 que foram descontinuados em março de 2019.

Eficácia comprovada

Esta nova análise de um conjunto de dados maior que inclui dados adicionais mostra que o aducanumab é farmacologicamente e clinicamente ativo, conforme determinado pelos efeitos dependentes da dose na redução de amilóide cerebral e na redução do declínio clínico. Em ambos os estudos, o perfil de segurança e tolerabilidade do medicamento foi consistente com estudos anteriores.

“Com uma doença tão devastadora que afeta dezenas de milhões em todo o mundo, o anúncio de hoje é realmente encorajador na luta contra a doença de Alzheimer”, disse o CEO da Biogen, Michel Vounatsos. “Esse é o resultado de uma pesquisa inovadora e é um testemunho da firme determinação da Biogen em seguir a ciência e fazer a coisa certa para os pacientes.“Estamos esperançosos com a perspectiva de oferecer aos pacientes a primeira terapia para reduzir o declínio clínico da doença de Alzheimer e a implicação potencial desses resultados para abordagens semelhantes visando a beta amilóide”.

Para mais informações sobre os resultados do estudo, você pode visitar o site da Biogen.

 

 

 

***Com informações do GNN

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Mundo

Leite materno pode ser usado no tratamento para a Covid-19, diz estudo

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O leite materno de mulheres uma vez infectadas pela Covid-19 apresenta forte resposta imunológica ao novo coronavírus. Esta é a conclusão de um estudo feito por um grupo de pesquisa do Departamento de Infectologia da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, em Nova York, e do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Merced.

O estudo ainda não passou pela revisão da comunidade científica, mas apresentou resultados animadores. Segundo a pesquisa, a presença de anticorpos para a Covid-19 no leite materno pode alçá-lo à função de terapia contra a doença.

Já se esperava que o leite produzido por mulheres infectadas apresentasse anticorpos para o novo coronavírus. Isso porque o colostro (o leite produzido no início da amamentação) contém imunoglobulinas G, o tipo de anticorpo mais abundante no organismo, responsável pela proteção contra vírus e bactérias e cuja presença no leite materno deriva, em sua maior parte, do sangue da mãe. Porém, como a imunoglobulina G representa apenas cerca de 2% dos anticorpos totais existentes na substância, ainda não se conhecia a exata quantidade de anticorpos para a Covid-19 presente no leite materno.

Para calcular esse número, os pesquisadores compararam 15 amostras de leite doado por mulheres recuperadas da Covid-19 com dez amostras de controle negativo obtidas antes de dezembro de 2019, ou seja, antes do início da pandemia. Todo o material recolhido foi exposto ao Sars-Cov-2, vírus causador da Covid-19. Das amostras doadas pelas mães infectadas, 80% apresentaram reação de Imunoglobulina A (IgA), e todas registraram resposta de anticorpo secretório. Isso sugere que a IgA detectada pertence, predominantemente, à subclasse Imunoglubina A secretória (ou sIgA, na sigla em inglês).

Segundo os especialistas, o caráter secretório do anticorpo merece destaque, pois anticorpos dessa categoria são altamente resistentes à degradação proteica no tecido respiratório. Desse modo, o leite humano poderia ser purificado e usado no tratamento da Covid-19.

Assinado por uma equipe quase toda feminina — de seis mulheres e um homem —, o estudo ressalta que os resultados reportados são preliminares. No entanto, de acordo com os pesquisadores, essas respostas são “cruciais para bebês e crianças, que tendem a não sofrer muito com Covid-19, mas provavelmente são responsáveis por uma parcela significativa da transmissão viral”.

“De modo geral, os dados indicam que há uma forte resposta imunológica protagonizada pela sIgA em leite humano após infecção na maioria dos indivíduos, e que um estudo abrangente dessa resposta é urgente”, completam os especialistas.

Especialistas recomendam cautela

No Brasil, um estudo parecido, conduzido por pesquisadores de diferentes instituições — Santa Casa de São Paulo, Hospital Albert Einstein e Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP) —, está para começar.

Um desses pesquisadores é o infectologista Marcelo Otsuka, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Ele explica que a prevalência da IgA na resposta apresentada no leite das mães infectadas se deve a seu protagonismo no combate a doenças intestinais.

O Sars-Cov-2 tem um tropismo (tendência a se desenvolver) muito grande por células intestinais. Por isso a diarreia é um dos sintomas da Covid-19. A IgA é especializada em defender o organismo de infecções no intestino, protegendo-o de várias doenças, até mesmo bacterianas. O corpo do bebê a produz para se defender de enfermidades que podem ser contraídas por via oral, já que a amamentação acontece pela boca — pontua o especialista.

Segundo Otsuka, a IgA tem a vantagem de se mostrar um anticorpo estável na defesa das vias aéreas e intestinais. Além disso, um possível tratamento inalatório demandaria uma quantidade muito menor de princípio ativo para alcançar os pulmões do que um tratamento intravenoso, afirma ainda o médico.

Mas alguns desafios se impõem à aprovação do tratamento. Uma terapia à base de IgA consistiria, diz Otsuka, numa técnica de imunização passiva, ou seja, que infunde no organismo os anticorpos necessários para o combate a uma doença específica. Essa técnica opera numa lógica oposta à da vacina, cuja aplicação estimula o corpo a produzir sua própria defesa contra uma enfermidade particular — imunização ativa, portanto. Segundo o infectologista, a imunização passiva pode fazer com que a resposta natural do organismo seja menor.

Além disso, como todo remédio sem eficácia comprovada, o tratamento inalatório à base de IgA ainda precisa ser testado em pesquisas amplas. E os testes podem registrar efeitos prejudiciais à saúde:

— É claro que, no caso de uma imunoglobulina, produzida pelo corpo, as chances de haver eventos adversos são bem menores. Mas podem acontecer.

Outro desafio é medir a quantidade de colostro necessária para viabilizar o tratamento. Se for muita, a autorização da terapia poderia trazer danos à saúde dos bebês.

— Quem pode doar leite está amamentando. Quanto leite é necessário para tratar a Covid-19 com IgA? Você vai tirar leite dos recém-nascidos? — questiona o infectologista. E completa: — A IgA deve ser vista com cautela. O processo tem de ser igual ao de qualquer remédio novo: muitos testes. É possível purificar o colostrol e distribuí-lo, mas antes é preciso verificar sua eficácia e investigar seus efeitos no organismo.

 

 

Fonte:O Globo

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Economia

Amazon aumenta salários e contrata milhares para enfrentar efeitos do coronavirus

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A empresa americana Amazon informou nesta segunda-feira que estava aumentando os salários e contratando 100.000 trabalhadores nos Estados Unidos devido à pressão sobre sua força de trabalho causada por um aumento nas compras on-line devido aos temores da disseminação do coronavírus.

O grupo de Seattle espera gastar mais de 350 milhões de dólares para aumentar os salários em seus centros de distribuição, operações de transporte e lojas na América do Norte e Europa. “Obter um item prioritário à sua porta é vital, pois as comunidades hoje praticam distanciamento social, principalmente para idosos e outras pessoas com problemas de saúde subjacentes”, informou o vice-presidente sênior de operações globais, Dave Clark, em um blog.

“Estamos vendo um aumento significativo na demanda, o que significa que nossas necessidades de mão-de-obra são sem precedentes para esta época do ano”, escreveu.

A Amazon adicionará mais de 100.000 empregos em período integral ou parcial nos Estados Unidos, segundo Clark. “Muitas pessoas foram afetadas economicamente, pois empregos em áreas como recepção e entretenimento públicos, restaurantes e viagens se perdem ou são negligenciados como parte dessa crise”, enfatizou.

Segundo Clark, o salário por hora da Amazon nos Estados Unidos é de 15 dólares ou mais, e terá um aumento de 2 dólares até abril.

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