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Plano Nacional de Florestas Plantadas é lançado no Mapa

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou nesta quarta-feira (05) o Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas – PlantarFlorestas, com ações previstas para os próximos dez anos. O objetivo é aumentar em 2 milhões de hectares a área de cultivos comerciais. Atualmente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área cultivada chega a 10 milhões de hectares, principalmente com eucalipto, pinus e acácias. 

As florestas plantadas estão localizadas principalmente em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. De acordo com o secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, o plano é resultado de ampla consulta ao setor e à sociedade civil. E inclui um diagnóstico ambiental e socioeconômico associado ao manejo e a fase industrial.


O segmento tem grande participação na balança comercial do agronegócio, sendo que no ano passado, as exportações só ficaram atrás do complexo soja, carnes e setor sucroalcooleiro. De acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), o país lidera o ranking de produtividade florestal, com média de 35,7 m³/ha/ano, o que representa quase duas vezes mais a produtividade dos países do hemisfério norte. A área com florestas plantadas ocupa apenas 1% da área do país, mas é responsável por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais.

“O plano que nós estamos lançando hoje é resultado de um processo que envolveu várias propriedades, profissionais, entidades e órgãos de governo. Esse trabalho foi finalizado no âmbito da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas por um grupo técnico criado pela Câmara, coordenado pela Embrapa Floresta que nos facilitou bastante o trabalho”, disse o presidente da Câmara Setorial, Walter Vieira.

Para o coordenador-geral de Florestas e Assuntos de Pecuária, da Secretaria de Política Agrícola, João Salomão, a importância do setor vêm crescendo ano a ano. No acumulado até outubro deste ano, o setor foi o terceiro do Agronegócio em exportações, registrando um valor recorde de US$ 11,61 bilhões (+23,2%) atrás apenas do complexo soja (US$ 36,27 bilhões) e de carnes (US$ 12,12 bilhões), finaliza.

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Investimentos do Plano Agrícola e Pecuário têm crédito adicional de R$ 791 milhões

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Os produtores rurais terão mais R$ 791 milhões para seus investimentos no Plano Agrícola e Pecuário 2018/19, com a autorização de remanejamento de verbas, dada pelo BNDES, por solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A medida é destinada a atender a demanda por empréstimos que superou os R$ 40 bilhões (somadas todas as fontes de recursos além do BNDES) que estavam programados para os investimentos nesta safra.

O Moderfrota receberá o maior volume de recursos com injeção de R$ 470 milhões (R$ 390 milhões com juros de 7,5% ao ano e R$ 80 milhões com taxas de 9,5% anuais). O segundo maior beneficiado foi o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) demais finalidades com R$ 95 milhões; Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) com R$ 76 milhões; o Prodecoop com R$ 43 milhões; Moderagro, R$ R$ 29 milhões; Pronamp Investimento, Moderinfra e Inovagro R$ 26 milhões para cada um.


 Os juros aplicados as linhas são de 5,25% e 6% anuais no PCA; 6% a/a no Pronamp, ABC e Inovagro; 7% no Moderinfra, Moderagro e Prodecoop. O prazo de carência médio é de três anos.

 Segundo o diretor do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, Wilson Vaz, “a medida concede fôlego adicional ao crédito de investimento, principalmente para o Moderfrota, cuja expectativa de contratações é alta, por ocasião das próximas feiras agropecuárias, que intensificam a venda de máquinas e implementos agrícolas”.

 

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A divisão dos R$ 791 milhões a seguir:

 • Pronamp Investimento: R$ 26 milhões

• Moderagro: R$ 29 milhões

• Moderfrota à taxa de 7,5% a.a.: R$ 390 milhões

• Moderfrota à taxa de 9,5% a.a.: R$ 80 milhões

• Prodecoop: R$ 43 milhões

• Programa ABC demais finalidades: R$ 95 milhões

• Inovagro: R$ 26 milhões

• PCA: R$ 76 milhões

• Moderinfra: R$ 26 milhões

 

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20) e pode ser acessada neste link: http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/64161131

 

Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
[email protected]

 

Fonte: MAPA GOV
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Ministra afirma que questão do leite em pó está superada

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou nesta quinta-feira (21) que a questão da taxa de importação do leite em pó da União Europeia “está superada”. Em entrevista a jornalistas após a abertura do Seminário Boas Práticas de Fabricação e Autocontrole, a ministra disse que o assunto está sendo monitorado diariamente.

A ministra comentou que o tema foi tratado ontem em reunião com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, e que “as coisas estão evoluindo muito bem”. Ela lembrou que problema maior do leite para o Brasil é com o Mercosul.


“Nós estamos aguardando uma resposta da União Europeia, se ela não responder, deverá vir da OMC (Organização Mundial do Comércio). E nós estamos caminhando. Para mim, a questão do leite com a União Europeia está superada. Nós temos outras questões no Mercosul, que é onde mais nos atinge. Na verdade, é o leite que vem da Argentina e do Uruguai”.

Tereza Cristina comentou que o governo brasileiro já conversou com com o governo da Argentina e o assunto está sendo analisado por um grupo de trabalho formado depois da visita da comitiva do país vizinho ao Brasil.

Tereza explicou que o aumento da tarifa do leite em pó proposto pelo Mapa há duas semanas ainda não saiu devido aos trâmites e procedimentos legais necessários para formalizar a sobretaxa. O governo está fazendo um acompanhamento diário sobre as guias de importação. O objetivo é saber se a aplicação de nova tarifa será necessária.

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A ministra confirmou que tratou também com o Ministério da Economia sobre problemas de importação de outras culturas, como o alho. Ela reiterou que os dois ministérios estão alinhados e farão reuniões frequentes para avaliar assuntos que tenham impacto no comércio exterior.

“Os dois ministérios têm que andar muito alinhados para que a gente trabalhe numa agenda de abertura, mas sabendo cada lado os prós e contras do encaminhamento dessas ações no mercado internacional”, comentou.

 

Leia mais sobre o assunto

Agricultura estuda medidas para minimizar impactos do fim do antidumping na produção de leite em pó

 

Mais informações à Imprensa:Coordenação geral de Comunicação Social
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Fonte: MAPA GOV
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