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Pirâmide do TikTok? Entenda como tem gente ganhado dinheiro na rede social

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TikTok
Unsplash/Kon Karampelas

TikTok oferece dinheiro para quem indicar amigos para a rede social

Nos últimos meses, o TikTok caiu no gosto dos brasileiros, e o  aplicativo de compartilhamento de vídeos curtos tem se tornado um sucesso. Mas assistir a conteúdos divertidos não é o único motivo pelo qual usuários estão criando contas na rede social: muita gente está interessada em ganhar dinheiro na plataforma. 

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Desde fevereiro, o TikTok tem investido no público brasileiro através de uma campanha para adquirir e reter novos usuários. A rede social dá dinheiro para quem indica amigos para entrar na plataforma. Para isso, os indicados precisam utilizar um código fornecido por quem o indicou para que ambos recebam retorno financeiro.

Pirâmide do TikTok?

À primeira vista, os valores parecem baixos – a cada novo usuário, por exemplo, quem indicou ganha R$ 2. Mas algumas pessoas conseguem bastante dinheiro na plataforma, indicando outros usuários em massa. 

Em uma busca rápida na internet, é possível encontrar dezenas de vídeos de pessoas ensinando outras a ganharem dinheiro no TikTok. Os ensinamentos, é claro, vêm acompanhados do código de usuário de quem gravou o vídeo, o que permite que milhares de pessoas tragam lucro para quem gerou o conteúdo. 

O esquema de ganhar dinheiro ensinando outras pessoas a ganharem dinheiro lembra as famosas pirâmides . A diferença é que, no TikTok, ninguém precisa investir para entrar. Mas, da mesma forma, quem tem mais influência vai ter um lucro muito mais alto do que quem baixar o aplicativo e indicá-lo para os amigos. 

Para ganhar R$50, por exemplo, é preciso que um usuário indique 25 outras pessoas que se disponham a criar um cadastro na rede social . Já para quem “ensina a ganhar uma renda extra “, o lucro pode vir bem maior: um dos vídeos mais acessados sobre o tema tem mais de 750 mil visualizações . Se 10% dessas pessoas utilizaram o código fornecido no vídeo, o criador conseguiu R$ 150 mil. 

E não para por aí. Além dos R$ 2, uma pessoa indicada pode render mais R$ 9 para quem a indicou. Isso porque conforme o TikTok vai sendo utilizado, os internautas ganham pontos por tarefas cumpridas, o que rende retorno financeiro para quem apresentou o aplicativo. 

De acordo com a assessoria de imprensa do TikTok, não há um valor máximo de dinheiro que cada usuário pode receber. A campanha, porém, se encerra em 31 de dezembro deste ano.

Como funcionam as pontuações no TikTok?

Algumas ações dentro do TikTok rendem retorno financeiro aos usuários e a quem os indicou. As premiações podem ser feitas diretamente em dinheiro ou através de Rubis, moeda utilizada no aplicativo. Cada 10.000 Rubis arrecadados valem R$1. Os saques podem ser feitos através do PayPal , e o valor máximo é de R$20 por dia.

Os lucros obtidos através de indicação são os seguintes:

  • R$ 2 para quem indicou
  • R$ 1,10 para quem foi indicado

Além das indicações, é possível ganhar dinheiro realizando tarefas nos sete primeiros dias depois que o TikTok foi baixado. São elas:

  • 1.500 Rubis ou R$0,15 – Compartilhar a campanha do TikTok em outra rede social
  • 2.000 Rubis ou R$0,20 – Ver vídeos por 3 minutos 
  • 3.000 Rubis ou R$0,30 – Ver vídeos por 10 minutos 
  • 5.000 Rubis ou R$0,50 – Ver vídeos por 20 minutos
  • 3.000 Rubis ou R$0,30 – Publicar um vídeo

Conforme o usuário vai cumprindo essas tarefas, quem o indicou também ganha recompensas. Essas são ainda maiores para quem indicou do que para quem está, de fato, completando as etapas.

  • R$1 – O indicado viu 3 minutos de vídeos por 3 dias seguidos
  • R$2 – O indicado viu 3 minutos de vídeos por 6 dias seguidos
  • R$4 – O indicado viu 3 minutos de vídeos por 10 dias seguidos

Os valores são cumulativos, o que significa que um usuário pode ganhar até R$9 por pessoa indicada (R$2 da indicação + R$7 do cumprimento de todas as tarefas acima).

TikTok
Captura de tela

Conforme o usuário completa tarefas, quem o indicou recebe retorno financeiro


Dá para ganhar dinheiro no TikTok?

Apesar do sistema beneficiar pessoas mais influentes, é possível ganhar dinheiro no TikTok sem ter muitos contatos. É importante ter em mente, porém, que o retorno financeiro vem em pequenas quantidades, e é preciso se dedicar para conseguir obter uma renda extra

O fotógrafo Joel Junior já conseguiu, em dois meses, mais de R$ 1.200 através de indicações no TikTok. Ele tem um canal no YouTube e fez um vídeo explicando como usar o aplicativo , mas garante que a maior parte de seus indicados não veio daí. “Pelo vídeo em si, só se cadastram em média três (pessoas) por dia, pois a maioria já possuía cadastro”, conta. 

O grande número de indicados que ele possui veio das uma ou duas horas que ele se dedica por dia a divulgar o aplicativo . Ele acessa grupos de renda extra no Facebook e ensina as pessoas a utilizarem a rede social, conseguindo novos usuários para cadastrarem seu código. 

“Acredito que qualquer pessoa consiga fazer uma renda extra (no TikTok)”, opina Joel. “Mas tem que ser persistente, pois a maioria das pessoas não acreditam que realmente dá para ganhar uma renda extra besse aplicativo”, completa.

O maior beneficiado

Com a dedicação de pessoas para indicar o TikTok e obter retorno financeiro, o maior beneficiado não são os influenciadores nem o público geral, mas sim o próprio aplicativo. 

O objetivo da campanha é atrair e manter novas pessoas na rede social. Com o fim da campanha, em dezembro deste ano, e o crescimento da base de usuários, a plataforma ganhará dinheiro por outros modelos de negócio, como a publicidade

Procurado pela reportagem, o TikTok afirmou que não compartilha informações sobre sua estratégia, mas o modelo de indicações para aumentar a base de usuários é bem famoso, sobretudo no universo digital. Maior concorrente da rede social nos Estados Unidos, o Zynn também já adota o sistema de benefícios por indicação .

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Quatro lotes, sete parcelas, novas datas: como estão os calendários do auxílio?

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app auxílio emergencial
Agência Senado/Divulgação

Dividido em lotes, parcelas e grupos de pagamentos, auxílio emergencial só deve terminar em 2021

O auxílio emergencial, carro-chefe das iniciativas do governo federal no  combate à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), pago a trabalhadores informais, inscritos no Cadastro Único, beneficiários do Bolsa Família, contribuintes individuais,  desempregados que não recebem seguro-desemprego e famílias de baixa renda afetadas pela crise, tem até esta quinta-feira (16) pagamentos divididos em quatro lotes, três parcelas e dois grupos majoritários: os que são e os que não são do Bolsa Família. Em meio a tantas datas, se confundir é comum. Por isso, dividimos cada lote e cada parcela com os respectivos estágios atuais e datas.

Pago a mais de um terço dos brasileiros, superando os 60 milhões de beneficiários, o auxílio emergencial , ou simplesmente auxílio de R$ 600 (valor da parcela, exceto para  mulheres chefes de família que recebem cota dupla, de R$ 1.200) é considerado essencial para minimizar os efeitos da crise econômica no Brasil, que tem seus efeitos imediatos, como o aumento do desemprego , mas ainda deve prejudicar o País em um futuro próximo.

Para os trabalhadores inscritos no Cadastro Único , base de dados do governo, o auxílio veio automaticamente, sem necessidade de um cadastro específico, assim como acontece para os beneficiários do Bolsa Família , programa de transferência de renda.

Os calendários desses grupos, porém, são separados. Enquanto quem é do Bolsa Família recebe nas datas regulares do programa, sempre nos dez últimos dias úteis de cada mês, os inscritos no CadÚnico recebem junto com os primeiros que se inscreveram no auxílio por meio do aplicativo Caixa / Auxílio Emergencial ou pelo site, fazendo parte do chamado primeiro lote, cujo calendário de cada parcela depende da programação da Caixa Econômica Federal .

Confira como estão os pagamentos do 1º lote

Quem faz parte do primeiro lote do auxílio , ou seja, foi aprovado para receber o benefício em abril, quando começou o programa – ou faz parte do CadÚnico – já recebeu as três parcelas por meio da conta poupança social digital. As novas parcelas – 4ª, de R$ 500; 5ª, de R$ 100, no final do mês iniciado com o pagamento de R$ 500; 6ª, de R$ 300; e 7ª, também de R$ 300, no fim do mês iniciado com R$ 300 – aprovadas na  ampliação do auxílio ainda não tem calendário definido para esse grupo, mas já se sabe que serão quatro pagamentos em dois meses, totalizando R$ 600 em cada mês, que passará a ter depósitos no início e no fim dos 30 ou 31 dias.

Os depósitos da terceira parcela para os beneficiários do primeiro lote ocorreram entre 27 de junho e 4 de julho, com divisão pelos meses de nascimento. Os saques começam neste sábado (18) e vão até 19 de setembro.

Confira o calendário de saques da 3ª parcela, a próxima etapa:

  • Nascidos em janeiro: 18/07;
  • Nascidos em fevereiro: 25/07;
  • Nascidos em março: 1º/08;
  • Nascidos em abril: 08/08;
  • Nascidos em maio: 15/08;
  • Nascidos em junho: 29/08;
  • Nascidos em julho: 1º/09;
  • Nascidos em agosto: 8/09;
  • Nascidos em setembro: 10/09;
  • Nascidos em outubro: 12/09;
  • Nascidos em novembro: 15/09; e
  • Nascidos em dezembro: 19/09.

Beneficiários do Bolsa Família são os primeiros a receberem 4ª parcela

Recebendo no calendário tradicional do programa de transferência de renda, sem depender da programação exclusiva da Caixa para o auxílio, os beneficiários do Bolsa Família são privilegiados no que diz respeito a receber sem atrasos. Eles serão os primeiros a receber a 4ª parcela do auxílio, que terá início na segunda-feira (20). A 3ª parcela foi paga entre 17 e 30 de junho. Os pagamentos são divididos pelo último dígito do Número de Identificação Social (NIS).

Diferentemente dos demais, que terão, além dos três pagamentos originais do auxílio, mais quatro parcelas com valores menores divididas em dois meses, os inscritos no Bolsa Família receberão os R$ 600 mais duas vezes, nos dias finais de julho e de agosto. Na prática, os valores recebidos totais são os mesmos, mas quem não é do Bolsa Família receberá duas vezes no mês em vez de uma a partir da 4ª parcela.

Confira o calendário da 4ª parcela para o Bolsa Família:

  • NIS final 1: 20 de julho;
  • NIS final 2: 21 de julho;
  • NIS final 3: 22 de julho;
  • NIS final 4: 23 de julho;
  • NIS final 5: 24 de julho;
  • NIS final 6: 27 de julho;
  • NIS final 7: 28 de julho;
  • NIS final 8: 29 de julho;
  • NIS final 9: 30 de julho; e
  • NIS final 0: 31 de julho.

Aprovados com atraso já têm 3 lotes e mais um começa em breve

Por conta dos critérios e análises para concessão do auxílio, os atrasos da Caixa, da Dataprev e do Ministério da Cidadania e até mesmo o fato de muitos brasileiros só terem solicitado o benefício após o início dos pagamentos da primeira parcela, novos beneficiários foram sendo aprovados com o passar do tempo e então incluídos em lotes de pagamentos. Até esta quinta, os atrasados são divididos em três lotes: 2, 3 e 4. Deve haver ainda um quinto lote, com os últimos 1,5 milhão de trabalhadores aprovados na análise da Dataprev, que enfim terminou . Ainda não há, porém, a confirmação das datas desse novo lote do auxílio .

Segundo lote, dos aprovados em maio:

Para quem teve o pedido do auxílio emergencial aprovado no mês de maio e faz parte do 2º lote, a próxima etapa de pagamentos são os saques da 2ª parcela, que vão deste sábado (18) até 19 de setembro. Restam ainda 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª parcelas.

Confira o calendário dos saques da 2ª parcela do 2º lote:

  • Nascidos em janeiro: 18/07;
  • Nascidos em fevereiro: 25/07;
  • Nascidos em março: 1º/08;
  • Nascidos em abril: 08/08;
  • Nascidos em maio: 15/08;
  • Nascidos em junho: 29/08;
  • Nascidos em julho: 1º/09;
  • Nascidos em agosto: 8/09;
  • Nascidos em setembro: 10/09;
  • Nascidos em outubro: 12/09;
  • Nascidos em novembro: 15/09; e
  • Nascidos em dezembro: 19/09.

Terceiro lote, dos aprovados no início de junho:

Para quem teve o pedido do auxílio emergencial aprovado no início do mês de junho e faz parte do 3º lote, a próxima etapa de pagamentos são os depósitos da segunda parcela, que ainda não têm data para ocorrer. Os saques da 1ª parcela foram de 6 a 14 de julho. Restam ainda depósitos e saques de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª parcelas.

Quarto lote, dos aprovados no fim de junho:

Para quem teve o pedido do auxílio aprovado no final do mês de junho e faz parte do 4º lote, a única etapa que já ocorreu foram os depósitos da primeira parcela. Neste sábado (18), começam os saques, que vão até 19 de setembro, seguindo os mesmos calendários de saques e transferências da 3ª parcela para o primeiro lote e a 2ª parcela para o segundo lote.

O que falta? Quando terminam os depósitos e saques?

Além dos beneficiários do Bolsa Família e os quatro lotes já iniciados, deve ser divulgado nos próximos dias o calendário de um quinto lote, que vai englobar 1,5 milhão de brasileiros que fazem parte do último grupo de aprovados pela Dataprev.

Seguindo a lógica atual dos pagamentos e o espaçamento entre os calendários de depósitos e saques, os últimos saques podem sair somente em 2021, já que o último lote sequer recebeu os depósitos e os pagamentos são divididos em cinco meses.

Para os próximos dias, a expectativa é que a Caixa divulgue novos calendários, que vão desde o último lote de novos aprovados até as datas para a 4ª parcela do benefício aos aprovados em abril, no início do auxílio.

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Na primeira quinzena de junho, 4 em cada 10 empresas fecharam devido à pandemia

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Segundo a FecomercioSP%2C o ano de 2020 deve apresentar o pior desempenho do comércio varejista de sua história
Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo a FecomercioSP, o ano de 2020 deve apresentar o pior desempenho do comércio varejista de sua história

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou recentemente uma pesquisa do impacto da pandemia nas empresas. De acordo com Instituto, de 1,3 milhão dos negócios que fecharam (temporária ou definitivamente) na primeira quinzena de junho, 522,7 mil (39,4%) encerraram suas atividades por causa da Covid-19 .

Isso mostra que quatro em cada dez empresas fecharam por não suportarem o impacto das medidas adotadas para conter o novo coronavírus (Sars-coV-2).

De acordo com o IBGE, o país tinha cerca de 4 milhões de empresas na primeira quinzena de junho, sendo 2,7 milhões (67,4%) em funcionamento total ou parcial, 610,3 mil (15%) fechadas temporariamente e 716,4 mil (17,6%) encerradas em definitivo.

Do total de empresas em funcionamento, 70% informaram que a pandemia teve impacto negativo, 16,2% declararam que o efeito foi pequeno ou inexistente e 13,6% disseram que o impacto foi positivo.

Os efeitos negativos foram percebidos por 70,1% das empresas de pequeno porte, 66,1% das de médio porte e 69,7% das de grande porte.

“Os dados sinalizam que a Covid-19 impactou mais fortemente segmentos que, para a realização de suas atividades, não podem prescindir do contato pessoal, têm baixa produtividade e são intensivos em trabalho, como os serviços prestados às famílias, onde se incluem atividades como as de bares e restaurantes, e hospedagem; além do setor de construção”, afirmou o coordenador da pesquisa, Alessandro Pinheiro. Com informações do Uol .

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