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Saúde

Pílulas que imitam benefícios da atividade física estão sendo feitas

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Pílulas que imitam benefícios da atividade física estão sendo feitas
Getty Images/BBC

Pílulas que imitam benefícios da atividade física estão sendo feitas

Poucas áreas na medicina são tão conhecidas quanto os benefícios da atividade física regular em todo o organismo humano. Do emagrecimento ao bem-estar, da prevenção de doenças à promoção de ossos mais fortes e de uma mente mais afiada. Entretanto, nem todo mundo consegue cumprir os 150 minutos semanais de exercício aeróbico moderado, recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que boa parte dos efeitos se concretizem. Seja por preguiça, falta de tempo ou incapacidade física. Mas e se fosse possível obter esses benefícios sem precisar se movimentar? Pois o que seria o sonho de muita gente está cada dia mais perto de se tornar realidade.

Nos últimos cinco anos, pesquisadores de diversos laboratórios ao redor do mundo descobriram uma séria de substâncias benéficas liberadas durante ou após a prática do exercício físico, que vão desde um hormônio que queima a flacidez até uma proteína que aumenta a memória. Agora, eles buscam encapsular esses compostos. Pilulas, a depender da substância, impactaria no ganho muscular, na queima de gordura ou no aumento da capacidade pulmonar, portanto.  

“Essa área está caminhando depressa. O exercício produz estímulos para a produção de determinados compostos que até muito pouco tempo não eram conhecidos”, diz o educador físico Gustavo Cardozo, diretor técnico-científico do Centro de Medicina do Exercício DECORDIS (Brasil). 

Dois dos mais recentes avanços foram feitos por pesquisadores americanos e australianos. No primeiro deles, uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriu uma pro­teí­na chamada clusterina. Esse composto anti-inflamatório é liberado em maiores quantidades quando nos exercitamos e ajuda a deixar a mente – em especial, a memória – mais afiada. Animais que se exercitaram apresentaram níveis 20% mais altos de clusterina no sangue do que os sedentários. O trabalho foi publicado na prestigiosa revista científica Nature. 

Em outros experimentos, a clusterina foi capaz de reduzir a inflamação cerebral. No longo prazo, a inflamação crônica pode aumentar o risco de doença de Alzheimer. Ainda não se sabe se a clusterina impulsiona o cérebro humano da mesma forma que o observado em animais, mas já se sabe os níveis dessa proteína no sangue de pessoas também aumenta quando elas se exercitam. Se o benefício se comprovar, a expectativa é conseguir desenvolver medicamentos que imitam o efeito da clusterina. 

Em outro estudo, publicado na revista Clinical and Experimental Ophthalmology, pesquisadores da Universidade Nacional Australiana identificaram mensageiros químicos que produzidos durante o exercício que contribuem para a redução do risco de degeneração macular relacionada à idade, a causa mais comum de perda severa de visão em adultos mais velhos.

Esses compostos incluem as proteínas IL-6, envolvida na inflamação, e BDNF, associado ao desenvolvimento e sobrevivência das células cerebrais. A partir dessa descoberta, os pesquisadores esperam produzir um medicamento que proporcione esses benefícios naturais do exercício para pessoas muito idosas ou frágeis. 

Mas há equipes trabalhando em suplementos que fornecem outros benefícios do exercício, como perda de peso e ganho de massa muscular. Cientistas do Dana-Farber Cancer Institute, em Boston, identificaram um hormônio chamado irisina, que é liberado pelos músculos durante o exercício e pode ajudar na perda de peso. Um estudo em camundongos obesos mostrou que injeções do hormônio são capazes de converter gordura branca, a forma de armazenamento de energia responsável pela maior parte da gordura em nossos corpos, em gordura marrom, que queima calorias em vez de armazená-las. Outras pesquisas da mesma equipe associaram a irisina ao fortalecimento dos ossos, outro benefício do exercício.

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Em 2020, pesquisadores da Universidade de Michigan descobriram que uma pro­teí­na chamada sestrina, gerada naturalmente pelos músculos quando eles são exigidos, está por trás de efeitos  como ganho muscular, queima de gordura e aumento da capacidade pulmonar. Inspirado nos benefícios do exercício, uma equipe da Universidade de Southampton desenvolveu um composto químico capaz de desencadear a perda de peso e reduzir os níveis de açúcar no sangue.

Pesquisadores da Universidade do Estado da Luisiana conseguiram induzir artificialmente muitos dos efeitos positivos do exercício isolando proteínas mensageiras da contração muscular e aplicando-as a diferentes tecidos e órgãos. A expectativa é que no futuro, essas mesmas proteínas possam ser entregues na forma de uma pílula.

“Em essência, seremos capazes de ‘exercitar’ as pessoas sem que elas tenham que fazer o trabalho. Isso não seria revolucionário?”, disse Christopher Axelrod, diretor do Laboratório de Fisiologia Integrativa e Medicina Molecular da Universidade do Estado da Luisiana, em comunicado.

A maioria desses estudos ainda está em fase laboratorial, em células ou animais.  Ainda não se sabe se esses resultados irão se replicar em humanos nem quando uma dessas pílulas estará disponível no mercado. Mesmo assim, não dá para negar que esse campo abre uma fascinante avenida de possibilidades. Os pesquisadores estão esperançosos, em especial no potencial dessas substâncias para idosos frágeis, pessoas que incapacitadas fisicamente e para ajudar as pessoas a começarem uma rotina de atividade física. 

Apesar do otimismo da ciência, é improvável que algum dia exista uma pílula que possa substituir completamente o exercício. Isso se deve principalmente às diferentes maneiras como o corpo responde a ele. Assim um modelo híbrido, que englobe a ingestão desses suplementos em conjunto com a prática de exercícios parece ser um vislumbre factível para o futuro. 

“Não há substituto total para o exercício. O exercício é muito mais que um efeito fisiológico. Ele gera um bem-estar pisco-físico-social extremamente benéfico para o ser humano como um todo”, diz Cardozo.

Isso significa que continua a valer o velho ditado: “no pain, no gain”, que em tradução livre significa algo como “sem dor, sem ganhos”.  A OMS recomenda agora que adultos façam 150 a 300 minutos de atividade física moderada ou 75 a 150 minutos de atividade física intensa, como caminhadas rápidas, corrida, natação e bicicleta. A inclusão de exercícios de força, duas vezes por semana também é bem-vinda. Isso estimula o corpo de diferentes maneiras e traz benefícios adicionais à saúde.

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Fonte: IG SAÚDE

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Nacional

Planos de saúde não precisam cobrir procedimentos fora da lista da ANS, decide STJ

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A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria nesta quarta-feira (8) para fixar que as operadoras dos planos de saúde não precisam cobrir procedimentos que não constem na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A decisão abarca a cobertura de exames, terapias, cirurgias e fornecimento de medicamentos, por exemplo.

Seis dos nove ministros que votam na Segunda Seção entenderam que o chamado rol de procedimentos da ANS é taxativo – ou seja, que a lista não contém apenas exemplos, mas todas as obrigações de cobertura para os planos de saúde.

Adotaram esse entendimento os ministros Luis Felipe Salomão, Vilas Bôas Cueva, Raul Araújo, Isabel Gallotti, Marco Buzzi e Marco Aurélio Bellizze.

Votaram em sentido contrário os ministros Nancy Andrighi, Paulo de Tarso e Moura Ribeiro. Para esses magistrados, a lista deveria ser “exemplificativa”, ou seja, representar a cobertura mínima dos convênios.

A decisão do STJ não obriga as demais instâncias a terem que seguir esse entendimento, mas o julgamento serve de orientação para a Justiça.

O entendimento do STJ representa uma mudança na jurisprudência que vinha sendo aplicada por boa parte dos tribunais do país, que entendiam que o rol era apenas exemplificativo.

Decisão prevê exceções

O entendimento de que a lista é taxativa deve ser modulado pelos ministros do STJ para admitir algumas exceções – por exemplo, terapias recomendadas expressamente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), tratamentos para câncer e medicações “off-label” (usadas com prescrição médica para tratamentos que não constam na bula daquela medicação).

A tese considerada correta pela maioria dos ministros foi proposta pelo ministro Villas Boas Cuêva e incorporada ao voto pelo relator, Luis Felipe Salomão. Em resumo, o entendimento do STJ é de que:

O rol da ANS é, em regra, taxativo; a operadora não é obrigada a custear um procedimento se houver opção similar no rol da ANS; é possível a contratação de cobertura ampliada ou a negociação de um aditivo contratual; não havendo substituto terapêutico, ou após esgotados os procedimentos incluídos na lista da ANS, pode haver, a título excepcional, a cobertura do tratamento indicado pelo médico ou odontólogo assistente.

Para que essa exceção prevista no quarto tópico seja aplicada, é preciso que:

a incorporação do tratamento desejado à lista da ANS não tenha sido indeferida expressamente; haja comprovação da eficácia do tratamento à luz da medicina baseada em evidências; haja recomendação de órgãos técnicos de renome nacional, como a Conitec e a Natijus, e estrangeiros; seja realizado, quando possível, diálogo entre magistrados e especialistas, incluindo a comissão responsável por atualizar a lista da ANS, para tratar da ausência desse tratamento no rol de procedimentos.

Rol é limitado, dizem especialistas

Especialistas avaliam que o rol de procedimentos da ANS é bem básico e não contempla muitos tratamentos importantes – por exemplo, alguns tipos de quimioterapia oral e radioterapia, medicamentos aprovados recentemente pela Anvisa e cirurgias com técnicas de robótica.

Além disso, a ANS limita o número de sessões de algumas terapias para pessoas com autismo e vários tipos de deficiência. Muitos pacientes precisam de mais sessões do que as estipuladas para conseguir resultado com essas terapias e por isso, no atual modelo, conseguem a aprovação de pagamento pelo plano de saúde.

O julgamento no STJ começou em setembro do ano passado, mas dois pedidos de vista (mais tempo para analisar os processos) suspenderam a deliberação pelos ministros.

O caso chegou à Segunda Seção após uma divergência entre duas turmas do STJ. Agora, o colegiado vai definir qual é o limite da obrigação das operadoras.

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

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Cidades

Varíola dos macacos em Mato Grosso: Cuiabá emite alerta de risco

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Com a confirmação de casos de varíola dos macacos em mais de 20 países e a suspeita de ocorrências da doença no Brasil, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde – CIEVS da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá – SMS emitiu um alerta de risco sobre a moléstia.

O alerta de risco revela que até 27 de maio de 2022 foram notificados 310 casos em 22 países não africanos, sendo confirmados 305 casos, em sua maioria na Europa.

De acordo com o documento, a varíola dos macacos é uma doença zoonótica viral rara, causada pelo vírus monkeypox. Foi descoberta pela primeira vez em 1958, em colônias de macacos mantidos para pesquisa. O primeiro caso humano de varíola do macaco foi registrado em 1970 na República Democrática do Congo. Desde então, a varíola dos macacos foi relatada em pessoas em vários outros países da África Central e Ocidental.

Sinais e Sintomas

Febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, linfonodos (em humano) inchados (íngua), calafrios (arrepios), exaustão (cansaço).

Dentre 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea (lesão na pele), geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo. Na fase final, na lesão há uma crosta. Em caso suspeito, realizar o isolamento IMEDIATO do indivíduo.

O período de incubação é tipicamente de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. O isolamento do indivíduo só deverá ser encerrado após o desaparecimento completo das lesões.

Transmissão

Ocorre quando uma pessoa entra em contato com o vírus. Podendo ser através do contato com animal doente, materiais ou humanos contaminados. A transmissão entre humanos pode ocorrer por secreções respiratórias (gotículas), através de lesão na pele (mesmo que não seja visível), por meio de objetos recentemente contaminados e por meio de fluidos corporais e secreções das membranas mucosas (olhos, nariz ou boca).

Pessoas que apresentarem sintomas devem procurar atendimento médico e informar se tiveram contato com animal ou humano doente ou material contaminado ou viagem para o exterior no último mês antes do início dos sintomas.

Importante ressaltar que animais sadios não transmitem a doença.

Fonte: Repórter MT

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