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Policia Federal

PF deflagra simultaneamente, em Rondônia, as Operações Eneagrama e Ímpios

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Porto Velho/RO – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11/12) a denominada OPERAÇÃO ENEAGRAMA, visando desarticular esquemas de fraudes em prestações de contas envolvendo treinamentos no âmbito da regional do INCRA em Rondônia.

A ação que decorre de trabalho conjunto da Polícia Federal, com a Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal, resultou no cumprimento de 5 mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Porto Velho/RO. Os mandados estão sendo cumpridos em Brasília/DF, Porto Velho/RO, Ouro Preto do Oeste/RO, Salvador/BA e Curitiba/PR. O prejuízo apurado até o momento é superior a R$ 1 milhão. 

Durante as investigações, apurou-se que o esquema era formado por agentes públicos, os quais, valendo-se do poder de gestão, direcionavam a contratação irregular de uma empresa específica para realizar eventos, cuja documentação utilizada para prestação de contas continha fortes indícios de fraude, além de não refletir a realidade dos serviços prestados.

Em apenas três dos eventos de capacitação analisados, a soma paga pelo órgão em Rondônia foi de R$ 1.109.069,86, cujo prejuízo preliminarmente apurado foi de R$ 1.022.675,62. Mais de 900 pessoas deixaram de ser capacitadas com as fraudes.

Os indiciados responderão, na medida de sua participação, pelos crimes da Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93), peculato (art. 312 do CP) e associação criminosa (artigo 288 do CP), além da lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei 9.613/98).

O nome da Operação ENEAGRAMA faz referência a uma figura geométrica de nove pontas que funciona como símbolo processual. A ideia é que o fim é sempre o início de um novo ciclo. Essa expressão traduz as supostas fraudes que reiteradamente vinham ocorrendo no INCRA.

 

OPERAÇÃO ÍMPIOS

Paralelamente, a Polícia Federal também deflagrou na data de hoje a chamada OPERAÇÃO ÍMPIOS, visando desarticular esquema de pagamento de propina a servidores do INCRA feito por proprietários rurais da região de Alta Floresta D’Oeste/RO.

Durante as investigações foi identificado mais de meio milhão em propina para pelo menos seis servidores do órgão. Em troca, os agentes submetiam as conclusões de seus trabalhos aos interesses de grandes fazendeiros daquela região.

A propina era paga mediante diversos expedientes, mas sempre por intermédio de empresa de contabilidade da qual os empresários rurais eram clientes.

Policiais federais cumpriram 5 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca a apreensão nos endereços dos investigados, empresas e órgãos públicos, nos quais se pretende arrecadar veículos, valores e documentos de interesse da investigação.

 

Contato (69) 3216-6242

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Polícia Federal extradita libanês suspeito de crime de falsidade ideológica

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Brasília/DF – A Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (17/07) a extradição de um nacional libanês ao Paraguai.

O extraditado foi preso em território brasileiro em 2018 pelo crime de falsidade ideológica, em razão de ordem de captura internacional da INTERPOL, e teve sua extradição para o Paraguai deferida pelo Supremo Tribunal Federal.

O extraditado estava preso na Superintendência Regional da PF em Curitiba desde setembro de 2019 e, na manhã de hoje, foi levado de helicóptero para a cidade de Foz do Iguaçu/PR onde foi entregue às autoridades paraguaias na Ponte Internacional da Amizade.

Divisão de Comunicação Social da Polícia Federal
E-mail: [email protected]
Telefone: (61)20248142

 

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Operação Bertholletia desarticula esquema de exploração ilegal de madeira em área de preservação florestal

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Porto Velho/RO – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17/7), a Operação Bertholletia, em Rondônia. Trata-se de ação ostensiva realizada nesta data, no contexto das ações da “Operação Verde Brasil 2” e em decorrência de investigação da Polícia Federal na “Operação Inimigos da Tora”, realizada no mês de maio de 2020, visando a prisão e desarticulação de organização criminosa dedicada à exploração ilegal de madeira da área de preservação da Floresta Nacional do Jacundá, em especial na região da Vila Nova Samuel, distrito de Candeias do Jamari/RO.

Policiais federais deram cumprimento a oito mandados de prisão preventiva e a oito mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Porto Velho/RO.

 As investigações tiveram início com o desmatamento e furto de madeira da Floresta Nacional do Jacundá, sendo que os mandados estão sendo cumpridos em face de organização criminosa ali instalada, que opera na extração ilegal de madeira, praticando ainda falsificação de créditos florestais a fim de dar aparência lícita a tais recursos naturais.

Após a primeira fase da operação, que contou com o apoio do Exército, ICMBio, SEDAM/RO e Polícia Militar Ambiental/RO, e teve como foco as pessoas jurídicas (madeireiras) da região, da análise de celulares e documentos apreendidos resultou a identificação de pessoas físicas que lideram o grupo da extração ilegal da FLONA Jacundá e o transporte da madeira (“toreiros”).

Os presos serão ouvidos na sede da Polícia Federal e responderão pelos crimes de organização criminosa, extração ilegal e furto de madeira, falsidade ideológica, inserção de dados falsos e lavagem de capitais.

 

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia/RO

Contato: (69) 3216-6242

 

*** O termo “Bertholletia” é o nome científico da árvore Castanheira, cuja extração e comercialização é vedada, mas que foi encontrada nos pátios de diversas madeireiras alvo de buscas da primeira etapa da operação.

 

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