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Política Nacional

Petistas temem que falas de Lula causem desgaste em pré-campanha

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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As últimas declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva provocaram temor no entorno do líder petista de que ele enfrente desgaste junto aos eleitores neste período de pré-campanha. Foram consideradas preocupantes, pela ordem, as falas em defesa do aborto, sobre a oestentação da classe média brasileira e sobre a intenção de retirar 8.000 militares que ocupam cargos de confiança no governo.

De forma reservada, aliados avaliam que as declarações foram frutos de uma mistura de excesso de confiança e de deslizes provocados pelo cansaço em virtude da rotina intensa da viagem na semana passada ao Rio e à Bahia. O petista lidera as pesquisas de intenção de voto. As visitas aos dois estados na semana passada foram marcadas por celebrações e jantares que se estenderam noite adentro em casa de artistas como Chico Buarque e Daniela Mercury.

O que mais chamou a atenção foi que as declarações ocorreram em discursos e debates e não em entrevistas. Nenhum dos temas foi colocado diretamente para Lula. Foi ele que optou espontaneamente por abordá-los em dois eventos, um na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na segunda-feira e outro na Fundação Perseu Abramo, o braço acadêmico do PT, na terça-feira.

Há um entendimento de que o ex-presidente, ao contrário do que acontecia em suas outras campanhas, tem poucas pessoas no seu núcleo mais próximo com liberdade para apontar seus erros.

Além das falas, um outro episódio recente considerado problemático por dirigentes petistas foi o do uso de um relógio na festa de aniversário de 100 anos do PCdoB, em Niterói, no dia 26. Foto publicada nas redes sociais pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, mostrava Lula com um relógio da marca suíça Piaget. Bolsonaristas e o ex-juiz Sergio Moro atacaram o petista. Um modelo novo da marca custaria até R$ 80 mil. Até recentemente, o ex-presidente não tinha o hábito de usar relógio regularmente.

Entre as declarações recentes, a que é vista com mais potencial para causar estrago é sobre o aborto porque pode desgatar o petista entre os evangélicos. O PT vem tentando restabelecer pontes com essa parcela do eleitorado, que em 2018 votou de forma maciça em Jair Bolsonaro. Em um debate com o ex-presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, Lula disse que o aborto “deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito e não ter vergonha”. O ex-presidente já havia tratado do tema, em setembro do ano passado,ao participar de um podcast com o rapper Mano Brown.

O pastor Paulo Marcelo Schallenberger, que tem ajudado Lula a construir pontes com os evangélicos, prevê que a declaração será explorada por pastores aliados de Bolsonaro durante a campanha.

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— Foi mal colocada, atrapalha, mas sei que ele ainda vai corrigir a maneira que falou.

Schallenberger acredita que dentro do contexto colocado por Lula no debate é possível ver que ele estava fazendo uma comparação entre a forma como o aborto é tratado na Alemanha e no Brasil. O pastor diz que o petista já deixou claro que pessoalmente não defende o aborto, mas que como chefe de Estado tem que tratar o tema como uma questão de saúde pública.

A ênfase dada a Lula a temas que agradam à ala progressista da classe média é colocada pelos petistas na conta da noiva do ex-presidente, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, que tem tido participação intensa na organização da campanha.

No mesmo debate em que falou do aborto, Lula disse que a “elite brasileira é escravista” e que a classe média do país “ostenta um padrão de vida que nenhum lugar do mundo a classe média ostenta”. A declaração pode atrapalhar o movimento que tem sido feito para conquistar parcela dos eleitores que não demonstram simpatia pelo PT.

Em relação aos militares, o entendimento é que a retirada dos representantes das Forças Armadas do governo não precisava ser tratada de forma direita neste momento.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
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Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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