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Saúde

Pesquisa quer voluntários para saber relação entre genética e Covid-19

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Agência Brasil

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Michael Appleton/Mayoral Photography Office

Pesquisa ocorre em diversas partes do Brasil

Pesquisadores de um projeto envolvendo diversas universidades do Brasil e de outros países abriram um chamado para a participação de voluntários em um estudo que visa entender o impacto da condição genética dos indivíduos sobre a evolução da infecção pelo  novo coronavírus (Sars-Cov-2).

A iniciativa, denominada “Determinantes Genéticos e Biomarcadores Genômicos de Riscos em Pacientes com Infecções por Coronavírus”, abrange a Universidade de Brasília (Unb), as universidades federais do Pará e do Rio Grande do Norte, além de instituições na Espanha, em Portugal e em outros países da América Latina. O intuito é analisar até 2 mil amostras nos próximos meses.

Os pesquisadores querem saber por que a Covid-19 se manifesta de forma diferente nos pacientes. Há tanto pessoas assintomáticas quanto com sintomas. Mesmo os sintomas são distintos de um paciente para outro, há exemplos de febre e tosse a falta de paladar ou olfato. Além disso, a evolução do quadro é também diferenciada a depender dos casos.

Os interessados devem entrar em contato com a equipe de pesquisa. Para isso, foi disponibilizado um número de telefone por meio do qual podem ser enviado mensagens de WhsatsApp: (61) 99156-3973.

Os acadêmicos visam testar a hipótese se há alguma relação dessas variadas manifestações com as condições genéticas dos pacientes. Eles querem entender se os genes ou grupos de genes poderiam influir tanto na evolução rápida do quadro quanto da resiliência dos pacientes diante da infecção.

“Nosso objetivo é localização de regiões genômicas ou genes que sejam relacionados com predisposição ou a resistência à Covid-19. E com isso permitir que seja feita uma triagem dos pacientes no futuro que permita ter de antemão uma perspectiva de como será a evolução do quadro clínico de um paciente”, explica a professora do Laboratório de Genética Humana do Instituto de Ciências Biológicas da UnB e uma das integrantes da equipe, Silviene de Oliveira.

Com isso, Silviene disse que seria possível avaliar previamente perspectivas de melhora ou de piora dos quadros em função do perfil genético dos pacientes. “De posse desses perfis genéticos seria possível manejar e fazer estimativa populacional de onde será preciso demandar maior número de leitos”, disse.

Os voluntários convidados a participar do estudo precisam estar infectados com o novo coronavírus ou já terem tido a Covid-19. Essa condição precisa ser comprovada com exames laboratoriais do tipo PCR.

“A previsão é que no 2º semestre a gente já tenha os primeiros resultados. Neste momento as amostras de Espanha e Portugal já estão sendo analisadas. Nos meses de agosto e setembro, amostras da América Latina serão avaliadas. Até o fim do ano, a gente pode ter alguma novidade desta empreitada”, disse Silviene.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Em uma semana, Estados com alta de internações passam de 15 para 21, diz Fiocruz

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BBC News Brasil

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Reprodução: BBC News Brasil

Covid-19: em uma semana, Estados com alta de internações passam de 15 para 21, diz Fiocruz

O número de Estados com pelo menos uma região com tendência de alta nos casos de covid-19 passou de 15 para 21 no espaço de uma semana, segundo relatório periódico produzido desde o início da pandemia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O mais recente boletim da instituição, que analisa dados de 15 a 21 de novembro, aponta que os seis Estados que se somaram ao grupo são: Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.

Ou seja, atualmente apenas 6 unidades da federação registram sinais de queda ou de estabilização da pandemia: Amazonas, Amapá, Goiás, Pernambuco, Roraima e Rondônia.

O levantamento da Fiocruz analisa registros oficiais de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que quase na totalidade são causados pelo novo coronavírus. Dos registros analisados por laboratórios, 98% foram detectados como covid-19.

Esse indicador é um dos mais precisos para tentar entender situação da doença no país porque trata de pacientes graves hospitalizados, o registro é obrigatório e, por isso, sofre menos distorção da habitual falta de testes para detectar a covid-19.

Mas esses dados mostram apenas um pedaço do retrato do que está acontecendo e não incluem as pessoas que não chegam a ser internadas. Até agora, autoridades e especialistas divergem sobre o que se passa: uma segunda de casos, um repique de uma primeira onda que nunca acabou de fato ou nenhuma das duas.

A título de comparação sobre a falta de informações precisas da pandemia no Brasil, o Ministério da Saúde registrou oficialmente a morte de 170 mil pessoas por covid-19 neste ano.

Mas a Fiocruz, ligada ao ministério, aponta que morreram em 2020 ao menos 220 mil pessoas de doenças respiratórias graves. Em 2019, esse número foi de 5.324.

Ilustração do coronavírus

Getty Images
Coronavírus matou ao menos 170 mil pessoas no Brasil em 2020

O fato é que as mortes têm crescido nas últimas semanas em diversas localidades do país.

Segundo levantamento feito por um consórcio de veículos de imprensa brasileiros, a média de mortes por covid-19 registrada ao longo de um dia aumentou nesta semana 54% em relação ao registrado duas semanas atrás.

Hospitais cheios

Nas últimas semanas, diversas capitais e cidades grandes têm enfrentado o aumento da ocupação de leitos por covid-19.

Após dias de altas consecutivas, a cidade do Rio de Janeiro chegou nesta terça-feira (24) ao patamar de 91% de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com covid-19. Na enfermaria, a ocupação é de 69%.

Em Porto Alegre, a rede privada está com 98,3% dos leitos de UTI ocupados, segundo dados do governo gaúcho. Na cidade, há 408 pessoas atualmente utilizando respiradores para enfrentar a doença.

Na região leste do Paraná, a taxa de ocupação de UTIs para pacientes com covid-19 chega a 88%.

Segundo a Fiocruz, há ao menos 12 capitais com tendência de alta de internações por doenças respiratórias: Belo Horizonte, Brasília (plano-piloto e arredores), Campo Grande, Curitiba, Maceió, Natal, Palmas, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.

Paciente internado na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo, em foto de 16 de novembro de 2020

Nelson Almeida/AFP via Getty Images
Paciente internado na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo

Florianópolis, João Pessoa e Rio Branco, que estavam em trajetória de alta, indicam ter estabilizado o avanço da pandemia.

Por outro lado, a tendência de queda dos casos foi interrompida em Goiânia, e a doença pode voltar a crescer na cidade. O candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto no segundo turno (29/11) na capital goiana, Maguito Vilela, está intubado em uma UTI de São Paulo. Ele está internado há mais de um mês.

Segundo a Fiocruz, o patamar do número de casos de doenças respiratórias permanece bastante elevado em relação à média histórica em todos os Estados, e o espalhamento de uma doença tão contagiosa como essa pode mudar o cenário rapidamente.

Por isso, é importante reforçar as medidas de combate ao avanço da doença.

Como é possível reduzir essa taxa de contágio?

Sem vacinas disponíveis ainda, centenas de especialistas afirmam que isso envolve uma série de estratégias de combate à doença, como distanciamento social, uso de máscaras e rastreamento de pessoas que tiveram contato com alguém infectado.

Mas nenhuma dessas medidas sozinha é perfeita, e algumas são de responsabilidade de cada pessoa e outras são dos governantes ou da sociedade como um todo.

infografico

BBC

Por isso, o virologista Ian M. Mackay, da Nova Zelândia, encontrou uma ótima analogia para ajudar as pessoas a se protegerem contra a covid-19: o queijo suíço.

“Nenhuma medida isolada de prevenção que tentamos implementar para combater a covid funciona 100%”, mas, quando “começamos a juntar diferentes camadas (medidas), criamos uma barreira efetiva”, disse o cientista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

RJ tem 8º dia de aumento na média móvel de mortes; ocupação de leitos preocupa

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Rede SUS da capital tem 87% de ocupação nas UTIs; leitos municipais, 96%
Foto: EPA

Rede SUS da capital tem 87% de ocupação nas UTIs; leitos municipais, 96%

O Estado do Rio registrou 113 mortes e 2.145 novos casos do novo coronavírus nesta terça-feira, de acordo com a última atualização feita pelo governo estadual. Com isso, a média móvel chega ao oitavo dia em alta, com tendência de aumento no contágio da doença.

O crescimento de 216% na média móvel de óbitos, na comparação com duas semanas atrás, é o maior índice desde o dia 20 de abril, auge da pandemia. Ao todo, são 340.833 infectados e 22.141 vidas perdidas em todo o território fluminense desde o início da pandemia, em março.

Nesta terça, a capital concentrou 75% das mortes (85) registradas e 45% dos casos (961). Ao todo, a cidade do Rio soma 132.349 infectados e 13.064 vítimas da doença desde março.

Com os dados atualizados, a média móvel passa a ser de 95 mortes e 1.537 casos. Em comparação com duas semanas atrás, há uma subida de 43% na média móvel de casos e de 216% na média móvel de mortes, o que, por estar bem acima de 15%, indica um cenário de aumento no contágio da doença, pelo oitavo dia seguido.

Nos dias 6, 8, 9 e 10 de novembro não houve atualização no número de mortes, de acordo com o governo, em função de um problema no sistema do Ministério da Saúde, já solucionado. Este fato ainda pode influenciar no cálculo da média móvel durante alguns dias. No entanto, mesmo que os números tivessem sido preenchidos naquelas datas, seguindo a tendência diária daquele momento, ainda assim, seria observado um aumento.

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

Rede SUS da capital tem 87% de ocupação nas UTIs; leitos municipais, 96%

No município, o número de internações por Covid-19 continua alto, segundo os dados contidos na última atualização, feita no início da tarde desta terça-feira. Nos leitos disponíveis para a doença em toda a rede SUS da cidade — que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais —, há lotação de 91% (511 internados) nas vagas de UTI, onde ficam os casos mais graves, e de 69% (573 pacientes) nas enfermarias.

Nos leitos disponibilizados pela prefeitura exclusivamente para o tratamento de infectados com o novo coronavírus, há 259 pacientes internados nas 271 vagas de UTI ( 96% de lotação). Outros 267 estão em enfermarias (42% de ocupação).

Na rede SUS da chamada Região Metripolitana 1, que engloba capital e municípios da Baixada Fluminense, há 156 pessoas já com leitos de destino regulados em processo de transferência. Deste total, 59 são para UTI Covid.

Os municípios com mais mortes pela Covid-19 no RJ são:

  • Rio de Janeiro – 13.064
  • São Gonçalo – 839
  • Duque de Caxias – 829
  • Nova Iguaçu – 734
  • Niterói – 554
  • São João de Meriti – 521
  • Campos dos Goytacazes – 462
  • Belford Roxo – 345
  • Petrópolis – 283
  • Magé – 269

As cidades com mais casos registrados desde março no RJ são:

  • Rio de Janeiro – 132.349
  • Niterói – 17.389
  • São Gonçalo – 15.746
  • Duque de Caxias – 11.508
  • Belford Roxo – 11.395
  • Macaé – 10.644
  • Teresópolis – 9.228
  • Campos – 9.048
  • Nova Iguaçu – 8.365
  • Volta Redonda – 8.349
Fonte: IG SAÚDE

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