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Saúde

Perda de olfato causada pela Covid-19 pode durar até dois meses

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Menina com máscara mexendo no celular
FreePik/prostooleh

Perda de olfato está entre os principais sintomas da Covid-19

Um estudo realizado pela Univesidade de São Paulo (USP) indica que a perda de olfato pode ter um período de duração mais longo após a recuperação da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Segundo a pesquisa, que foi realizada com 650 pacientes recuperados, o sintoma ainda pode perdurar por até dois meses.

O resultado preliminar dessa pesquisa, que está sendo conduzida no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, cerca de 5% pessoas que tiveram o sintoma após serem curadas ficaram sem sentir cheiro por mais tempo do que o comum.

Para os pesquisadores, isso mostra que a perda de olfato causada pode se tornar permanente em alguns casos se ajuda médica não for procurada rapidamente em estágios iniciais da Covid-19.

Desde abril, os autores do estudo acompanham pacientes que tiveram a Covid-19 confirmada pelo exame do tipo RT-PCR, que detecta a presença do novo coronavírus no corpo.

Entre os pacientes ouvidos, cerca de 80% afirmaram ter perda parcial ou total do olfato e 76% disseram ter perdido o paladar.

Depois de dois meses e meio do primeiro contato, os pesquisadores conseguiram encontrar novamente cerca de 140 dos participantes que tiveram os sintomas. Essa quantidade corresponde 5% das pessoas que afirmaram que tiveram o sintoma.

Outros estudos sobre os efeitos da Covid-19 no olfato estão em andamento em centros de pesquisa pelo Brasil e devem ter resultados divulgados nos próximos meses. Eles usam outras técnicas para medir a perda do olfato e não se baseiam apenas nos relatos dos pacientes.

Fonte: IG SAÚDE

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Vacina traz otimismo, mas janeiro “está muito longe”, diz Dimas Covas

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Dimas Covas%2C diretor do Instituto Butantan
Governo do Estado de São Paulo

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan

O diretor do Instituto Butantan , Dimas Covas , disse nesta segunda-feira (3) que a perspectiva para a vacina contra a Covid-19 produzida em parceria com a empresa chinesa Sinovac Biotech é “boa”, mas que janeiro ainda “está muito longe”. Em entrevista à CNN Brasil , ele disse que, por conta desse tempo de espera até que o imunizante fique pronto, é importante que a população continue mantendo as medidas de prevenção.

“Se os resultados [dos testes em voluntários] aparecerem ainda neste ano, é muito provável — sou muito otimista — que nós tenhamos essa vacina já em janeiro ou fevereiro do próximo ano”, disse o hematologista. “É uma perspectiva muito boa, mas temos que lembrar que janeiro ainda está muito longe”, completou.

Chamada de Coronavac, a vacina está na fase final dos testes pré-clínicos, na qual 9 mil volunetários recebem doses e são monitorados para ver quais são as reações. Nessa fase, o objetivo é simular como uma pessoa imunizada se comporta em um meio onde o vírus circula naturalmente.

Covas ainda lembrou que a CoronaVac, como é chamada, já demonstrou efetividade em torno de 90% em estudos anteriores, o que é um bom indício. Os primeiros resultados sobre a eficácia da vacina após a fase três devem sair em outubro.

“A partir daí, trata-se de registrar e usar a vacina. Ela estará disponível aqui no Butantan para produção em larga escala a partir de outubro. Nós temos uma previsão inicial de 60 milhões de doses e, se for comprovada essa eficácia, essas doses poderão ser aplicadas a partir de janeiro do próximo ano”, afirmou.

O diretor do Instituto Butantan também disse que não teme problemas de logística ou de falta de insumos como seringas, o que poderia prejudicar a distribuição da vacina no Brasil. Ele reconhece que esse risco existe, mas confia na experiência do País  e do próprio Butantan.

“Essa vacina tem uma característica: ela é baseada em um processo produtivo que o Butantan domina. O Butantan conhece os fornecedores, tem experiência, tem conhecimento dos equipamentos que são usados… Ou seja, não é um processo novo. Como eu digo sempre, o Butantan tem a cozinha, tem o forno, tem a panela. Neste momento, estamos testando a fórmula, a receita de bolo.”

Enquanto a vacina não é liberada, Dimas Covas reforçou a necessidade de se respeitar o distanciamento social, as medidas de higiene e o uso da máscara.

“Nós estamos no meio da epidemia, então o distanciamento social tem que ser mantido, sim. Se há necessidade de uma flexibilização maior em certos setores, isso não pode abolir as medidas de quarentena. Nós temos que ter consciência e manter essas medidas enquanto a epidemia não desaparecer ou enquanto, de fato, não chegar a vacina”, alertou.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rússia promete milhares de doses de vacina até o fim de 2020

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Rússia promete ser o primeiro país a ter vacina aprovada e aplicada de forma massiva
Getty Images/BBC

Rússia promete ser o primeiro país a ter vacina aprovada e aplicada de forma massiva

A Rússia anunciou hoje (03) que terá capacidade de produzir centenas de milhares de doses de vacina contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2)  já até o final deste ano e, a partir do início de 2021, “vários milhões”.

De acordo com o ministro do Comércio da Rússia, Denis Maturov, três empresas biomédicas iniciarão em setembro a produção industrial da vacina desenvolvida pelo laboratório de pesquisa em epidemiologia e microbiologia Nikolai Gamaleia.

“De acordo com as primeiras estimativas (…) poderemos fornecer várias centenas de milhares de doses da vacina a cada mês a partir deste ano e depois vários milhões a partir do início do ano que vem”, disse à agência pública de notícias TASS .

O chefe do Fundo Russo para Investimentos Diretos, garantiu, também nesta segunda-feira, que a aprovação oficial da vacina deve acontecer “dentro de dez dias”.

“Estaremos à frente não apenas dos Estados Unidos, mas também de outros países. Esta será a primeira vacina aprovada contra o coronavírus”, afirmou Kirill Dmitriev.

O ministro russo disse, em comunicado, que os ensaios clínicos em militares “mostraram claramente uma resposta imune” ao novo coronavírus, sem que tenham sido observado “efeitos colaterais ou anormalidades”.

A vacina russa utiliza o adenovírus como vetor viral, isto é, um outro vírus que foi transformado e adaptado para combater a Covid-19. A tecnologia também escolhida pela Universidade de Oxford.

A rapidez, no entanto, traz preocupação a diversos pesquisadores internacionais, que alertam para o negligenciamento de algumas etapas imprescindíveis para o desenvolvimento de um imunizante eficaz e seguro.

Vitali Zverev, professor e chefe de laboratório do instituto de pesquisa Metchnikov, disse à AFP que era muito cedo para homologar uma vacina que não foi testada o suficiente para garantir sua segurança.

“É impossível garantir a segurança de uma vacina durante um período de tempo como este que nos separa do início da pandemia”, afirmou. O professor ainda disse que as empresas biomédicas que irão produzir a vacina não estão acostumadas à tecnologia avançada que será utilizada.

Até o momento, a Rússia não publicou um estudo detalhado dos resultados de seus testes para estabelecer a eficácia dos produtos que afirma ter desenvolvido.

O centro público de pesquisa Vektor, na Sibéria, está trabalhando em outra vacina, cujas primeiras doses devem estar prontas a partir de outubro, segundo as autoridades.

Atrás dos Estados Unidos, Brasil e Índia, a Rússia é o quarto país com mais casos de infecções pelo Sars-Cov-2.

Fonte: IG SAÚDE

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