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Saúde

Pandemia afetou ciclo menstrual de 77% das mulheres

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Pesquisa sobre ciclo menstrual na pandemia foi feito pela UFLA
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Pesquisa sobre ciclo menstrual na pandemia foi feito pela UFLA

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrou como a pandemia influenciou no ciclo menstrual das mulheres brasileiras. Entre as entrevistadas, 77% relataram alterações no ciclo menstrual desde março do ano passada.

Para a análise dos sintomas, as mulheres foram divididas em dois grupos: quem já foi infectada pela covid-19, e quem não pegou a doença.

Entre as que não tiveram covid-19, 98% relataram as alterações no ciclo, aumento de estresse, ansiedade, nervosismo e insônia. A maioria esmagadora das mulheres que apresentaram reflexos na saúde mental (90%) apresentaram alterações no ciclo, o que pode indicar relação entre os fatores. Já no grupo das mulheres que teve a doença, 80% tiveram alterações na menstruação.

O efeito, segundo o professor Bruno Del Bianco, que coordena o estudo, foi maior em mulheres de 18 a 24 anos. “É possível que isso se deva ao fato de elas não terem ainda ingressado ou se estabilizado na carreira, nem consolidado outros aspectos da vida, o que traz maior insegurança e incertezas sobre o futuro e o que poderá acontecer após a pandemia”, analisa.

Borges, que também coordena o Programa de Pós-Graduaçãoe m Ciências da Saúde, os dados são preocupantes, pois podem, em um cenário pós-pandemia, interferir na saúde reprodutiva das mulheres.

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“Os efeitos da pandemia sobre a saúde mental, ciclo menstrual e libido sugerem um possível efeito negativo sobre a função reprodutiva da mulher, o que pode interferir na fertilidade, mesmo que em caráter momentâneo. Estudos demonstram que pandemias e epidemias anteriores causaram efeitos adversos sobre o organismo feminino por até dois anos após a crise sanitária”, explica.

“A avaliação mais profunda dos nossos resultados depende de outras investigações, já que várias perguntas surgem a partir desses dados. Estaria havendo um real impacto sobre a fertilidade das mulheres neste momento? É preciso seguir com novos estudos”.

Outro aspecto que chamou atenção do grupo de estudos foi o pouco conhecimento das entrevistadas sobre o próprio ciclo menstrual.

“Percebemos, pelas respostas, que muitas mulheres não conheciam suficientemente seu próprio ciclo. Esse também é um indicador que merece atenção de outras pesquisas e dos programas de saúde da mulher, já que a mulher precisa ter um conhecimento básico de seu corpo para identificar situações anormais que podem afetar sua saúde reprodutiva.”

O estudo é o ponto de partida para investigações que podem subsidiar políticas públicas de saúde para mulheres.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

CoronaVac: doses paradas estão em negociação para uso internacional

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CoronaVac: doses paradas estão em negociação para uso internacional
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

CoronaVac: doses paradas estão em negociação para uso internacional

As 15 milhões de doses de  vacina CoronaVac paradas no  Instituto Butantan podem ter destino internacional. É o que explicou o diretor da instituição, Dimas Covas. De acordo com ele, há negociações de distribuição para países das Américas e da África.

“Estamos em negociação com outros países, inclusive em uma conversa para o fornecimento à Organização Panamericana de Saúde, por meio do mecanismo Covax (ligado à OMS), e, com esse problema todo na África, estamos vendo a possibilidade de usar essas vacinas lá”, disse.

O diretor explicou que aguardava a resposta do Ministério da Saúde para saber do interesse em receber esse pacote adicional de imunizantes — o Butantan já forneceu 100 milhões de doses desta vacina ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) desde janeiro — mas a resposta foi negativa.

Dimas Covas afirmou, porém, que atualmente há dificuldade de comercialização da vacina para países vizinhos. Segundo ele, as nações têm dificuldade em arcar com os custos da vacina. Daí a necessidade de incluir a CoronaVac no mecanismo Covax Facility, uma aliança de distribuição de imunizantes ligada à Organização Mundial da Saúde.

“Acho um erro, oficiamos (a disponibilidade em oferecer as doses) e recebemos a resposta ontem que não havia interesse. É a vacina mais usada no mundo, hoje o presidente da Sinovac adiantou que cerca de 2 bilhões de unidades dessa vacina já estão em uso”, afirmou Covas.

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Em nota enviada à reportagem, o Ministério da Saúde informou que contará, no ano que vem, “com um saldo remanescente de 134 milhões de imunizantes de 2021, somada à aquisição de 100 milhões de doses da Pfizer e 120 milhões de AstraZeneca. Essas duas vacinas foram escolhidas por terem o registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a aprovação por parte da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)”.

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Sobre o registro — que é a aprovação definitiva da Anvisa aos fármacos em geral — Dimas Covas diz que o interesse do instituto é entrar com o pedido junto à agência ainda no final deste ano. Porém, ele defende que a vacina deveria ser considerada mesmo com liberação de uso emergencial, que é temporária.

“É uma desculpa para não incorporar (a vacina ao PNI). Como quem não incorporou em agosto, em setembro do ano passado. Agora tem uma nova justificativa. A vacina está autorizada para uso emergencial enquanto durar a pandemia. A pandemia não acabou e não vai acabar ano que vem, é apenas retórica do Ministério da Saúde para justificar a sua escolha”, aponta o diretor do Butantan.

Por conta dessa falta de demanda nacional, o Butantan está desde o final de outubro sem produzir novas doses. As 15 milhões de doses ociosas foram envasadas em agosto deste ano e, portanto, têm validade prevista para até 12 meses após essa data.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Conitec vai discutir contraindicação de kit Covid para tratar doença

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Conitec vai discutir contraindicação de kit Covid para tratar doença
Samir Jana/Hindustan Times/Getty Images

Conitec vai discutir contraindicação de kit Covid para tratar doença

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) delibera nesta terça-feira sobre o relatório que não recomenda o  uso do kit Covid em pacientes ambulatoriais, isto é, que não estão internados. Entre os medicamentos, estão cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, comprovadamente ineficazes contra o coronavírus. A reunião extraordinária está marcada para ocorrer nesta tarde, das 14h às 17h.

Outro ponto a ser debatido é o resultado da consulta pública ao parecer, finalizada em 25 de novembro. Com 2.181 páginas, o documento traz contribuições da sociedade civil ao tema.

O relatório, intitulado “Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19”, elabora que poucas medicações são efetivas no tratamento contra a Covid-19 para pacientes ambulatoriais, exceto os remédios de anticorpos monoclonais.

”Poucas terapias medicamentosas mostraram-se eficazes no tratamento ambulatorial de paciente com covid-19. À exceção dos anticorpos monoclonais que apresentaram algum benefício, outras terapias não mostraram benefício significativo na prevenção de desfechos clinicamente relevantes, como necessidade de hospitalização, evolução para ventilação mecânica e mortalidade. Banlanivimabe + etesivimabe, casirivimabe + imdevimabe, regdanvimabe e sotrovimabe sugerem benefício clínico em pacientes com alto risco de progressão para doença grave, contudo não é possível realizar a recomendação a favor do uso destes medicamentos no momento devido a seu alto custo, baixa experiência de uso, incertezas em relação à efetividade e a sua indisponibilidade no sistema de saúde”, esclarece documento.

Fonte: IG SAÚDE

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