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Economia

Os 27 nomes que compõem a equipe econômica de Paulo Guedes

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Alguns nomes, como o de Roberto Campos Neto, já haviam sido confirmados por Paulo Guedes depois das eleições
Agência Brasil

Alguns nomes, como o de Roberto Campos Neto, já haviam sido confirmados por Paulo Guedes depois das eleições

Expoentes do mercado financeiro, representantes da academia e remanescentes do governo de Michel Temer: anunciada na tarde desta quarta-feira (2), a equipe econômica do ministro Paulo Guedes concentrará o poder de três pastas – Fazenda, Planejamento e Indústria – e será responsável, pelos próximos quatro anos, por “privatizar o que for possível”, promover reformas estruturais e minimizar o déficit fiscal.

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Alguns dos nomes já haviam sido confirmados por Paulo Guedes
após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). É o caso de Roberto Campos Neto, novo presidente do Banco Central, de Roberto Castello Branco, que ficará à frente da Petrobras, e de Joaquim Levy, que assumirá o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

Da gestão anterior, permanecem Esteves Colnago, ex-ministro do Planejamento, agora secretário-adjunto da Fazenda; e Mansueto Almeida
, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), que segue como secretário do Tesouro Nacional. Os dois nomes também já haviam sido anunciados pelo novo ministro da Economia no ano passado. 

Por ora, a equipe econômica de Paulo Guedes conta com 27 nomes – mas está incompleta. Novos integrantes ainda deverão ser anunciados nos próximos dias.

Conheça todos os confirmados, divididos por secretarias:

  • Secretaria-executiva

Marcelo Guaranys, secretário-executivo: graduado em Economia e Direito e mestre em Direito Público. Já atuou nas áreas de regulação de infraestrutura e de serviços públicos no Ministério da Fazenda e na Casa Civil. Também ocupou a diretoria de regulação econômica da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).


Esteves Colnago, ministro do Planejamento do governo de Michel Temer, agora é secretário-adjunto da Fazenda
Wilson Dias/Agência Brasil

Esteves Colnago, ministro do Planejamento do governo de Michel Temer, agora é secretário-adjunto da Fazenda

  • Secretaria de Fazenda

Waldery Rodrigues Júnior, secretário-especial: formando em Engenharia pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e mestre em Economia pela Universidade de Michigan (EUA) e pela Universidade de Brasília (UnB), por onde também é doutor. É economista do Ipea e já trabalhou na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Esteves Colnago, secretário-adjunto: mestre em Economia pela UnB e especialista em Contabilidade Pública. Foi analista de Finanças e Controle na Secretaria do Tesouro Nacional e ministro do Planejamento no fim do governo Temer. É analista do Banco Central desde 1998.

Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica: doutor em Economia pela UnB e pós-doutor pela Universidade do Alabama (EUA). Colaborador de Paulo Guedes desde a corrida eleitoral, foi professor na University of Texas-Pan American, também nos EUA, e consultor do Banco Mundial para Angola.

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Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional: graduado em Economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). Chegou a cursar doutorado em Políticas Públicas no MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos EUA, mas não defendeu a tese. Técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, já era secretário do Tesouro durante o governo anterior.

  • Secretaria de Desburocratização, Gestão e Governo Digital

Paulo Uebel, secretário-especial: advogado especialista em Direito Tributário, Financeiro e Econômico pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Também especialista em liderança global para a competitividade pela Universidade de Georgetown (EUA), atuou como secretário de Gestão do governo João Doria (PSDB), em São Paulo.

Gleisson Cardoso Rubin, secretário-adjunto: licenciado em Matemática pela UnB e especialista em Matemática e Estatística pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Integrante da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), atuou como secretário de Gestão no Ministério do Planejamento no fim do governo Temer.

Caio Mario Paes de Andrade, presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro): graduado em Comunicação Social pela Universidade Paulista (Unip) e pós-graduado em Gestão pela Universidade de Harvard (EUA). Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Duke, também nos EUA, Andrade é fundador da WebForce Networks.

  • Secretaria de Produtividade e Competitividade

Carlos da Costa, secretário-especial: formado em Economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre pela Universidade da Califórnia (UCLA), nos EUA. Foi diretor do BNDES e responsável pelas divisões de planejamento e de crédito, tecnologia e informação do banco, bem como de seu departamento de comunicação.

Igor Calvet, secretário-adjunto: graduado em Relações Internacionais, Calvet também é mestre e doutorando em Ciência Política. Pertencente à carreira de especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, esteve presente no fim da gestão anterior atuando como secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

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Caio Megale, secretário de Indústria, Comércio e Inovação: formado em Economia pela USP e mestre pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro, onde foi professor, Megale tem décadas de experiência no mercado financeiro. Assim como Paulo Uebel, trabalhou na gestão de João Doria como secretário de Fazenda da Prefeitura de São Paulo.


Bacharel em Economia, Marcos Cintra será secretário-especial da Receita Federal na equipe de Paulo Guedes
Wilson Dias/Agência Brasil

Bacharel em Economia, Marcos Cintra será secretário-especial da Receita Federal na equipe de Paulo Guedes

  • Secretaria da Receita Federal

Marcos Cintra, secretário-especial: bacharel, mestre e doutor em Economia, além de mestre em Planejamento Regional, todos os títulos pela Universidade de Harvard. É professor-titular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde deu aulas de microeconomia, macroeconomia e finanças públicas, e da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp). 

João Paulo Fachada, secretário-adjunto: graduado em Engenharia Mecânica e mestre em Economia do Setor Público e em Administração Tributária da Fazenda Pública. É funcionário de carreira na Receita Federal.

  • Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais

Marcos Troyjo, secretário-especial: formado em Ciência Política e Economia pela USP, por onde também é doutor em Sociologia das Relações Internacionais. É integrante do Conselho Consultivo do Fórum Econômico Mundial e pesquisador do CEAQ (Centro de Estudos sobre a Atualidade e o Cotidiano, na sigla em francês) da Universidade Paris-Descartes (Sorbonne).

Yana Dumaresq, secretária-especial-adjunta: mestre em Comércio Internacional pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Servidora da carreira de analista de Comércio Exterior, já foi secretária-executiva do Ministério da Indústria e diretora-adjunta para América Latina no Fórum Econômico Mundial em Genebra (Suíça). É a única mulher anunciada da equipe econômica de Paulo Guedes até agora.

Lucas Ferraz, secretário de Comércio Exterior: bacharel e mestre em Engenharia Civil pela USP, Ferraz é professor da FGV – por onde também se formou doutor em Economia– há mais de uma década. Seu trabalho se concentra nas áreas de Comércio Internacional, Organização Industrial e Teoria dos Contratos.

Erivaldo Alfredo Gomes, secretário de Assuntos Econômicos Internacionais: com mais de 20 anos de experiência em negociações econômicas internacionais, Gomes é servidor da carreira de especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Foi o subsecretário de Instituições Econômico-Financeiras e Cooperação Internacional na Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda nos últimos três anos.

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Marcos Degaut, secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior: pesquisador-visitante da University of Central Florida, nos EUA, onde dá aulas ligadas a comércio e economia política internacional, Degaut tem 28 anos de experiência no serviço público federal. É servidor da carreira da Câmara dos Deputados e foi Secretário Especial Adjunto de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

  • Secretaria de Desestatização

Salim Mattar, secretário-especial: de viés liberal, é formado em Administração de Empresas e conselheiro do Instituto Millenium. Foi fundador e presidente da Localiza, a maior empresa de locação de veículos da América Latina.

  • Secretaria de Previdência

Rogério Marinho, secretário-especial: relator da reforma trabalhista proposta por Temer e aprovada pelo Congresso Nacional, Marinho não se reelegeu como deputado pelo PSDB no último pleito. No governo Bolsonaro, será o responsável por articular a votação da reforma da Previdência.

Leonardo Rolim, secretário-adjunto: especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Consultor de orçamento, já foi secretário de Políticas da Previdência Social e tem trabalhos publicados nas áreas de Previdência e trabalho.


Presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco estudou na Universidade de Chicago, assim como Paulo Guedes
José Cruz/Agência Brasil

Presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco estudou na Universidade de Chicago, assim como Paulo Guedes

  • Estatais e bancos públicos

Banco Central: Roberto Campos Neto. É graduado em Economia pela Universidade da Califórnia (EUA) e especializado em Economia com ênfase em Finanças. Neto do economista Roberto Campos, expoente do pensamento liberal e defensor do Estado mínimo, trabalhou no banco Bozano Simonsen de 1996 a 1999.

BNDES: Joaquim Levy
. Economista, estava na diretoria do Banco Mundial, em Washington (EUA), antes de aceitar a presidência do BNDES. Foi ministro da Fazenda no governo de Dilma Rousseff (PT) e secretário do Tesouro Nacional no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também já atuou como diretor da Bradesco Asset Management, uma gestora de investimentos.

Caixa Econômica Federal: Pedro Guimarães. Atual sócio-diretor do banco Brasil Plural, grupo financeiro fundado em 2009 que atua no mercado de capitais, Guimarães é PhD em Economia pela Universidade de Rochester (EUA). Escreveu uma tese sobre o processo de privatização no Brasil.

Banco do Brasil: Rubem Novaes
. Ex-diretor do BNDES, Novaes é PhD em Economia pela Universidade de Chicago (EUA), onde também estudou Paulo Guedes, e já foi presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e professor da FGV.

Ipea: Carlos von Doellinger. Pesquisador aposentado do Ipea, von Doellinger é graduado em Economia pela pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Já atuou como secretário do Tesouro e foi presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), fundado em 1945 e incorporado pelo Itaú em 2004.

Petrobras: Roberto Castello Branco. Mais uma cria da Universidade de Chicago (EUA), por onde é pós-doutor. Ocupou cargos de direção no Banco Central e na Vale, além de ter passado pelo Conselho de Administração da Petrobras. Hoje é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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