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Polícia

Órgãos estaduais deflagram operação de enfrentamento aos crimes ambientais

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Hérica Teixeira | Sesp-MT

Mato Grosso registrou, de janeiro a 15 de agosto deste ano, 12.990 focos de calor. O número alcançado coloca o estado como o que mais teve queimadas entre as unidades da Amazônia Legal. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estado do Pará ocupa o segundo lugar no ranking, com 7.737 focos e o Amazonas fica em terceiro com 6.315 registros.

Somente no período de 15 de julho a 15 de agosto, primeiro mês do período proibitivo de queimadas, Mato Grosso registrou 5.540 focos de calor. Em números absolutos, MT ficou em terceiro lugar. O topo do ranking foi ocupado pelo o Pará, com 6.664 focos seguido o estado do Amazonas, com 5.918.

Diante dos números, as Secretarias de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e de Meio Ambiente (Sema-MT) deflagraram a operação “Abafa Amazônia” na Região Norte mato-grossense. A ação será realizada com o emprego das forças de segurança: – Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Politec e demais órgãos, a exemplo da Defesa Civil e o Comitê Estadual de Gestão do Fogo.

Nesta primeira etapa serão contemplados os municípios de Vera, Feliz Natal e Cláudia. A operação tem o objetivo de combater os crimes por desmatamento e degradação florestal, queimadas irregulares e incêndios florestais. As ações repressivas seguem até o dia 28 de agosto. Outras edições serão deflagradas e contemplarão outras regiões.

Durante a solenidade de lançamento da operação, na tarde desta segunda-feira (19.08), no hangar do Ciopaer em Sorriso (a 420 km ao Norte de Cuiabá), o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Victor Fortes, ressaltou que a Secretaria tem empenhado esforços na intensificação da fiscalização aos crimes ambientais.

“Nosso objetivo durante o período proibitivo de queimadas é intensificar a fiscalização e o combate as queimadas ilegais. Temos feito o acompanhamento dos focos de calor no estado e resolvemos começar as ações pela Região Norte. A ideia é sempre ter um monitoramento contínuo”, avaliou.

O período proibitivo de queimadas em Mato Grosso começou em 15 de julho e segue até o dia 15 de setembro. Neste período, fica proibido o uso de fogo em áreas rurais para limpeza e manejo, levando em consideração o risco de incêndios florestais de grandes proporções. A normativa se fundamenta na Lei Complementar nº 233, de 21 de dezembro de 2005. No perímetro urbano, as queimadas são proibidas durante todo o ano.

“Já passamos pela fase de prevenção e iniciamos a fase de responsabilização. Com isso, o objetivo proteger aqueles que fizeram o dever de casa para evitar os danos ambientais, materiais e humanos e os consequentes prejuízos econômicos e sociais e responsabilizar os que infringem as leis”, afirmou o comandante da operação, tenente-coronel BM Dércio Santos da Silva.

A operação “Abafa Amazônia” está na 5ª edição. A primeira foi realizada em Sinop no ano de 2016. Outras duas edições foram realizadas em 2017 e uma em 2018. Nas primeiras quatro foi aplicado o montante de R$ 600 milhões em multas.

Ciman

No mês de julho, foi instalado na Sesp o Comitê Temporário Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman), unidade que vai coordenar as ações de prevenção e repressão a incêndios em todo o Estado. A criação do Comitê foi publicada no Diário Oficial do Estado do dia 12 de julho pelo Decreto nº 174.

Denúncias e atendimentos

As ocorrências de incêndios florestais devem ser avisadas pelo número 193 do Corpo de Bombeiros. Já em caso de denúncias de queimadas nas áreas rurais, o cidadão deve entrar em contato pelo 0800 647 7363.


Queimadas urbanas devem ser denunciadas na prefeitura do município de ocorrência, nas secretarias municipais de meio ambiente ou defesa civil municipal.

Fonte: PJC MT
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Mato Grosso

Funcionária de frigorífico morre após ficar presa em mesa de abate de bovinos em MT

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Uma mulher de 41 anos morreu após acidente de trabalho na noite de sexta-feira (14) em um frigorífico em Pontes e Lacerda.

De acordo com a Polícia Civil a vítima ficou presa na mesa de abate de bovinos, o Corpo de Bombeiros socorreu a trabalhadora que estava presa ao equipamento. A mulher foi encaminhada ao Hospital Vale do Guaporé, no município, para atendimento. A vítima sofreu afundamento de crânio e teve morte confirmada em decorrência de traumatismo craniano.

O caso será apurado pela delegacia de Polícia Civil de Pontes e Lacerda.

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Barra do Bugres

PM apreende 897 quilos de pescado em área de reserva indígena em Barra do Bugres e Porto Estrela

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Policiais do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental prenderam uma pessoa e apreenderam 897 quilos de pescado ilegal. Foram duas ações distintas na noite de sexta-feira (14), nas MTs 246 e 343, nos municípios de Barra do Bugres e Porto Estrela.

Dezenas de peixes de espécies nobres, principalmente o pintado, estavam sem as cabeças, uma das características da pesca predatória. Além da apreensão do pescado e de dois veículos usados no transporte, os policiais também aplicaram R$ 18 mil em multas por pesca e transporte ilegal.

Uma das apreensões, de 685 quilos, feita em Porto Estrela, na MT-343, ocorreu no trevo de acesso à aldeia indígena Humutina, que é cortada pelo Rio Bugres, um dos mais piscosos do Estado. O motorista de um dos veículos que transportava peixe conseguiu fugir por uma área de mata fechada no momento em que os policiais faziam a revista e checagem do carro.

Essa é a segunda grande apreensão de pescado irregular na região esta semana. Na quinta-feira (13), em Barra do Bugres, policiais do Batalhão Ambiental prenderam um homem que transportava 155 quilos de peixe da espécie cachara.


Em ambos os casos os peixes apreendidos foram doados para instituições filantrópicas como as associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Barra do Bugres e Porto Estrela, ‘SOS’ Criança de Barra do Bugres e Faculdade Indígena da Unemat.

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