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Economia

Objetivo é voltar com a CPMF, diz Collor sobre proposta de reforma tributária

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Fernando Collor de Mello, senador por Alagoas
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O senador Fernando Collor foi o entrevistado do iG nesta terça-feira

O senador pelo estado de Alagoas, Fernando Collor de Mello, foi o primeiro entrevistado do projeto Brasil Econômico Ao Vivo – nesta terça-feira (4). Um dos temas tratados foi a proposta de Reforma Tributária, entregue por Paulo Guedes ao Congresso Nacional há cerca de duas semanas. Segundo Collor, o Brasil precisa, sim, de uma reforma tributária, mas não no modelo que foi entregue. Segundo o senador, trata-se de de “um desejo disfarçado de recriar a CPMF “.

“Estamos precisando, sim de uma reforma tributária, isso é unanimidade. Estamos falando disso há cerca de um ano e meio […] Mas esse ano não será aprovada, até porque o que está por trás, ao meu entender, é um desejo do governo de criar a CPMF”, declarou. “Estão querendo dourar a pílula, para inglês ver, mas, embutido por dentro disso, está um cavalo de tróia , que é a CPMF. É isso o que o governo está querendo recriar.”

Segundo Collor, a proposta do governo federal é ‘fatiada’ e sem consistência,o que prejudicaria o entendimento da população.

“A proposta não tem consistência. Quantas etapas serão? Quatro, cinco? Quanto tempo irá demorar para ser deliberado e aprovado? Estamos precisando para ontem, mas esse ano não será aprovada, isso é uma balela, um sonho de uma noite de verão”, continuou.

Gestão do governo federal durante a pandemia

Para o ex-presidente e hoje senador, o governo Bolsonaro administra com uma série de defeitos a crise instaurada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). O principal problema, segundo ele, é a falta de entendimento entre o presidente Bolsonaro (Sem Partido) e os demais atores que participam na gestão da crise.

“O presidente não governa sozinho, mas com apoio dos governadores e prefeitos municipais. Ao contrario de buscar entendimento para minimizar os efeitos perversos da pandemia, ele briga e xinga governadores, prefeitos a academia e a ciência. Também não da bom exemplo ao participar de aglomerações sem máscara, está sempre indo contra a maré que está se provando ser a correta. O Brasil ficou um pouco como retardatário e espero que ele, após se recuperar da covid-19, possa retomar entendimentos e que tenhamos no Ministério da Saúde uma equipe que respeite a ciência e as recomendações da OMS”.

Collor ainda rejeitou o rótulo de ‘semelhante a Bolsonaro’, principalmente no que se refere às políticas econômicas. “O ideário que eu devendo é o do social liberal, um liberalismo com compromisso social.” Ele diz que, diferentemente de Bolsonaro, tinha um plano de governo consolidado antes mesmo de se candidatar, enquanto Bolsonaro ainda não parece ter um plano consistente, após 1 ano e meio de mandato.

Mandato interrompido em 1992

O senador também comentou sobre seu breve mandato como presidente, que teve início em 1990 e culminou em um processo de impeachment , que o fez abandonar a cadeira em 1992.  “Tínhamos uma série de medidas com começo, meio e fim, mas fomos interrompidos por um processo político de impeachment.”

“Todas as medidas de abertura comercial, todo o processo de desestatização e enxugamento do estado, fechamento de autarquias, tudo isso fez parte desse programa que era pra ser continuado[…] Nenhum governo até hoje apresentou mensalmente superávit execução orçamentária, isto é, fui o único que nunca gastou mais do que arrecadou”, continuou.

Sobre os planos para o futuro próximo, Collor negou que vá se candidatar à presidência em 2022 – em 2014, Collor chegou a lançar pré-candidatura, mas acabou tendo a candidatura indeferida pelo partido do qual fazia parte.

“Meu grande plano é de sobrevivermos à essa pandemia, com saúde e vida. Do ponto de vista politico, me colocarei à disposição do povo alagoano novamente para o senado “, disse.

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Cidades

Porto Estrela ganha agência e projetos sociais do Sicredi

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Sicredi chega à cidade de Porto Estrela (a 191 km de Cuiabá) para mudar a realidade da pequena comunidade, de cerca de três mil habitantes. A cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA inaugura nesta segunda-feira (03.08) a primeira agência do município, em uma cerimônia simbólica. A cidade passa a ser incluída financeiramente, fazendo com que os moradores não precisem mais se deslocar até a cidade de Barra do Bugres, distante 41 km, para realizar suas operações financeiras.

Esta é a 38ª agência da cooperativa, que agora atua em 19 cidades de Mato Grosso e em outras 11 do Pará. Com uma agência em Porto Estrela, o comércio e os serviços locais serão beneficiados, pois a população poderá fazer suas operações financeiras na própria cidade, inclusive as compras, que antes eram feitas no município vizinho. Dessa forma, vai contribuir com o desenvolvimento econômico local.

A chegada do Sicredi à cidade não traz apenas benefícios econômicos. A área social também é contemplada e vários projetos da instituição começaram a ser desenvolvidos junto à comunidade. Um dos fatores que contribui para isso é o formato da nova agência, que não opera numerário em espécie – o que estimula a realização de negócios de outras formas, com uso de cartões e transações digitais.

Esse conceito beneficia diretamente a comunidade, como consequência dos investimentos realizados para a operacionalização da agência nesse formato. Entre eles está a disponibilização de wi-fi gratuito para a comunidade na Praça Central, para que os associados realizem suas operações financeiras pelo aplicativo do Sicredi, bem como use a internet para outras finalidades, como a educação. Nesse sentido, uma escola de informática está em fase de implantação, em parceria com a prefeitura.

Outra frente social atendida inclui a educação. Também está em fase de implantação o Programa A União Faz a Vida, principal projeto de responsabilidade social do Sicredi, que beneficia alunos e educadores através de uma metodologia de ensino voltada para o desenvolvimento da cidadania e da cooperação, com a participação da comunidade. Os alunos passam a ser protagonistas do processo de aprendizagem, tornando o conhecimento mais prazeroso e envolvente.

A comunidade será beneficiada ainda por um programa que disponibiliza bicicletas para uso comum, o Use e Devolva. Além disso, serão oferecidas formações de Educação Financeira para quem tiver interesse. O presidente da cooperativa, Antonio Geraldo Wrobel, afirma que chegar ao município levando tantos benefícios é uma satisfação para a cooperativa e materializa sua missão, que é oferecer produtos e serviços financeiros e promover o desenvolvimento local. “É uma comunidade pequena, cujos moradores tinham que ir para a cidade vizinha para fazer suas operações financeiras e compras. Agora, economizarão tempo e dinheiro tendo uma agência na cidade, de uma instituição que também se preocupa com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas”.

O diretor-executivo da cooperativa, João Coelho, acrescenta que ter uma agência também melhora a atratividade do município para os investidores, inclusive parceiros do Sicredi, que possuem convênios para implantação de energia solar, móveis e utensílios, empresas de agropecuária, fortalecendo a economia da região.

É justamente essa a consequência esperada pelo prefeito de Porto Estrela, Eugênio Pelachim. “Termos uma agência do Sicredi em nossa cidade vai facilitar a vida das pessoas, das empresas e dos agricultores familiares. Teremos acesso aos recursos para financiar a agricultura familiar. Os empresários terão crédito para suas empresas e os servidores públicos serão beneficiados, com a prefeitura podendo fazer o pagamento da folha através cooperativa. Todo mundo ganha”, comenta ao se dizer otimista com a perspectiva de crescimento da cidade.

Diferenciais e impactos

A agência de Porto Estrela está localizada na avenida José Antônio de Faria, no Centro, e já entra em funcionamento oferecendo benefícios aos associados. Disponibiliza cartão sem anuidade para pessoas físicas e máquina de cartão sem o custo do aluguel para as empresas. As linhas de crédito consignado estão com taxas mais acessíveis.

Entre os benefícios econômicos esperados está o incremento das vendas do comércio local com meios alternativos de pagamentos, como as máquinas de cartões; aumento na arrecadação de impostos como consequência do aumento nas vendas e da abertura de uma instituição financeira como contribuinte de imposto sobre prestação de serviços; e a geração de empregos de forma direta e indireta.

Sobre a Cooperativa

 A Cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA tem 31 anos de fundação. É uma das 110 cooperativas que compõem o Sistema Sicredi. Sua área de atuação abrange 97 municípios nos estados de Mato Grosso e no Pará. A sede administrativa fica em Tangará da Serra. São 38 agências, distribuídas em 31 cidades, que reúnem mais de 84 mil associados nesses dois estados.

As agências estão localizadas em Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Curvelândia, Denise, Glória d’Oeste, Mirassol d’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Poconé, Porto Esperidião, Porto Estrela, Santo Afonso, Sapezal, Tangará da Serra e Várzea Grande em Mato Grosso. No Pará está presente nos municípios de Abel Figueiredo, Canaã dos Carajás, Marabá, Parauapebas, Redenção, Rio Maria, Tucumã , Xinguara, Dom Eliseu, Rondon do Pará, Paragominas e Tomé-Açu.

 

 

 

 

Fonte:Assessoria de Comunicação e Marketing

 

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Economia

Brasileiros querem gastar menos no presente de Dia dos Pais deste ano

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Agência Brasil

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Tomaz Silva/Agência Brasil

Orçamento de comprar de Dia dos Pais caiu por conta da crise

O consumidor deve  gastar menos este ano com o presente para o Dia dos Pais. Segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) com 5,2 mil consumidores de todo o país, o gasto com o presente da maioria dos entrevistados (32% do total) deverá ficar entre R$ 51 e R$ 100. No ano passado, o ticket médio pretendido para gasto com o presente do pai era de R$ 160.

A pesquisa foi feita entre os dias 27 de julho e 3 de agosto. De acordo com a pesquisa, 19% dos entrevistados não vão comprar presentes para os pais. Dos que vão comprar, 13% vão gastar mais do que R$ 201; 14% pretendem comprar algo entre R$ 151 e R$ 200; e 14%, algo entre R$ 101 e R$ 150.

A maior parte dos pais desses consumidores deverão ganhar produtos na área de vestuário (44%), perfumes e cosméticos (12%), calçados (10%) e produtos eletrônicos (8%).

Em tempos de pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), a pesquisa revelou ainda que a maior parte dos consumidores comprará presentes pela internet (46% do total), seguido por 19% que devem ir às lojas de shopping centers e por 12% que devem procurar lojas de rua.

“A pandemia do novo coronavírus acelerou o consumo online, e as marcas que já se consolidaram em formato digital colheram bons frutos durante essa crise e puderam comemorar por ter dado esse passo antes da chegada desta crise. Além disso, 19% pretendem comprar presente dentro do ambiente do shopping, percentual maior do que os que têm intenção de fazê-lo nas lojas de rua”, disse o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

Recuperação lenta

Mesmo com aumento de intenção de compras via e-commerce, os lojistas associados da Alshop relatam que o fluxo de pessoas nas lojas de shopping centers está crescendo de forma gradual. Uma pesquisa feita com lojistas de 1,5 mil pontos de venda em todo o país mostrou que a expectativa de aumento no faturamento é de 10% em agosto na comparação com o mês de julho de 2020. “Isso nos indica ,de vista do lojista, a recuperação está acontecendo de forma lenta, até porque cerca de 20% dos shoppings no país estão fechados, e a maioria funciona em horário reduzido, apesar dos rígidos protocolos sanitários adotados nestes empreendimentos”, disse Sahyoun.

Neste momento, cerca de 14% de 577 shopping centers do país estão fechados, a maioria nos estados da Região Sul.

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