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Política Nacional

Nova Constituição do Chile tem rejeição de 46%, diz pesquisa

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Presidente chileno, Gabriel Boric também tem sua aprovação em declínio
Reprodução/Twitter

Presidente chileno, Gabriel Boric também tem sua aprovação em declínio

A rejeição da proposta da nova Constituição que está sendo redigida no Chile subiu para 46% e supera pela primeira vez a intenção de aprovar o texto, de acordo com uma pesquisa privada publicada nesta segunda-feira. Segundo o levantamento do Plaza Pública, do escritório Cadem, a reprovação aos temas discutidos até agora subiu 10 pontos em relação à medição anterior, enquanto a aprovação ficou em 40%.

Controvérsias sobre direitos de propriedade, a eliminação do Senado e o destino das poupanças em fundos de previdência privada abalaram a opinião pública. A desconfiança no órgão subiu sete pontos para 55%, seu nível mais alto desde novembro de 2021, de acordo com a pesquisa. Enquanto isso, a percepção de que os acordos necessários estão sendo feitos para chegar a redação do novo texto caiu 10 pontos, chegando a 42%.

Em relação às questões que são discutidas na convenção, 50% preferem que haja uma Câmara dos Deputados e um Senado, 72% consideram que a sociedade é multicultural e não multinacional, 73% são a favor da liberdade de escolha nas aposentadorias por meio de um sistema misto e 75% preferem que as contribuições continuem sendo feitas pelos trabalhadores.

A Convenção Constitucional é resultado de um referendo onde a opção de elaborar uma nova Carta Magna, em substituição à herdada da ditadura de Augusto Pinochet, venceu com ampla margem. No mês passado, os integrantes da Convenção aprovaram a extensão dos trabalhos do órgão até o começo de julho, como parte de uma estratégia para chegar a consensos em uma longa lista de propostas sobre questões ambientais, econômicas e sociais. Agora, o prazo para a apresentação do esboço do novo texto passa para o dia 5 de julho, uma decisão aprovada por 114 votos a favor, oito contra e 25 abstenções.

Para que sejam incluídas no esboço, as propostas precisam receber dois terços dos votos do plenário da Convenção, formada por 155 constituintes e de maioria progressista. No início de março, o plenário aprovou a inclusão do direito ao aborto no texto, um tema que já provoca polêmica em um país historicamente conservador.

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A pesquisa também mostrou que a aprovação do presidente Gabriel Boric caiu cinco pontos percentuais, passando para 45%, enquanto a reprovação subiu para 35%, um aumento de 15 pontos em apenas duas semanas.

Em visita à Argentina, sua primeira viagem ao exterior como presidente, Boric, destacou as coincidências políticas com o presidente argentino, Alberto Fernández.

“Temos a mesma visão do presidente Alberto Fernández”, disse à imprensa ao homenagear o general San Martín, libertador de ambos os países, na praça de mesmo nome em Buenos Aires, junto com membros de sua comitiva e o chanceler argentino Santiago Cafiero, no primeiro ato oficial da agenda.

Os dois líderes realizaram uma audiência privada antes do meio-dia na Casa Rosada e, em seguida, conduzirão uma reunião prolongada na qual participarão ministros de ambos os governos. Durante os encontros, serão assinados convênios no Museu do Bicentenário, próximo à sede do governo.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
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Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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