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Municípios de Mato Grosso comemoram a aprovação do projeto que garante a compensação da Lei Kandir

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O Senado Federal aprovou, por 70 votos favoráveis, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 133/2020, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), que institui transferências obrigatórias da União aos Estados, Distrito Federal e aos Municípios, no montante total de R$ 58 bilhões, distribuídos em um período de 18 anos, para compensar perdas com a desoneração de produtos destinados à exportação (Lei Kandir). O Projeto foi aprovado nesta quarta-feira (18) pelo Senado e segue agora para ser apreciada pela Câmara dos Deputados.   

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga destaca que é uma importante conquista para os municípios de Mato Grosso. Ele ressalta que a Lei Kandir sempre foi uma bandeira de luta da entidade. Fraga lembra ainda que no início de sua gestão foram feitos estudos técnicos pela AMM sobre a Lei Kandir, que auxiliaram na elaboração do Projeto de Lei Complementar 133, de autoria do Senador Wellington Fagundes.  “Participamos ativamente em Brasília, de inúmeras reuniões, junto com o Senador e o movimento municipalista, para tratar da Lei Kandir, especialmente na mobilização dos parlamentares, para acelerar a votação do projeto e garantir a compensação aos municípios de Mato Grosso”, assinalou o líder municipalista.

O texto sendo aprovado pela Câmara e sancionado pelo presidente, os estados e os municípios receberão ainda este ano, o primeiro repasse no valor de R$ 4 bilhões, sendo R$ 1 bilhão para os municípios.

De acordo com um escalonamento, de 2020 a 2030, serão entregues, a cada exercício, R$ 4 bilhões e de 2031 a 2037, esse montante será reduzido progressivamente em R$ 500 milhões a cada exercício. Da parcela devida a cada estado, a União repassará, diretamente, 75% ao estado e 25% aos  municípios.

Conforme o Senador Wellington Fagundes, o entendimento para aprovar essa matéria talvez tenha sido um dos mais fortes nos tempos, “porque participaram na construção o Supremo Tribunal Federal-STF, os governadores, a CNM, a Associação Mato-grossense de Municípios, o Congresso Nacional e o Executivo. Louvo esse entendimento que é bom para o Brasil, para todos os Municípios e para a população”, destacou o senador, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Municípios.  

O texto ainda altera a Lei 13.885/2019 para prever a distribuição adicional de R$ 4 bilhões aos municípios e estados. O valor deverá ser descontado, em duas partes iguais de R$ 2 bilhões, das respectivas parcelas da União referentes às receitas a serem obtidas a título de bônus de assinatura quando ocorrer os leilões dos Blocos de Atapu e Sépia. 

O projeto é um espelho do acordo celebrado entre os entes, nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO)25 homologado pelo Supremo Tribunal Federal em 20 de maio de 2020.

Ao apresentar parecer favorável à aprovação da matéria, o relator do PLP 133/2020, senador Antônio Anastasia (PSD-MG), lembrou as perdas de recursos de estados e municípios exportadores ao longo dos anos. “A Lei Kandir foi aprovada para estimular a exportação de produtos primários ou semielaborados, retirando a incidência de ICMS sobre esses mesmos produtos. Isso representa perda tributária que foi se acumulando ao longo dos anos. Essas perdas são estimadas entre R$ 40 e 50 bilhões ao ano”, informou o parlamentar. A Confederação Nacional de Municípios, também comemora a aprovação pelo Senado e destaca que a CNM e as entidades estaduais continuarão articulando fortemente junto à Câmara dos Deputados para garantir também a aprovação do PLP 133/2020 ainda em 2020.

 

Fonte: AMM

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Os desafios para 2021 são apresentados aos prefeitos eleitos da região Centro-Oeste

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A Confederação Nacional dos Municípios-CNM, em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM e as demais entidades estaduais da região Centro Oeste, realizou nesta quarta-feira, 25 de novembro, o 1º Encontro de Prefeitos Eleitos em 2020. O objetivo do evento é facilitar a gestão através de informações úteis que servirão para que metas positivas sejam alcançadas nos municípios.

Ao abrir o encontro, o presidente da CNM, Glademir Aroldi, agradeceu a parceria das entidades estaduais,  e destacou a liderança do presidente da AMM, Neurilan Fraga. Ele frisou que os líderes municipalistas são atuantes em Brasília e enalteceu a participação de Fraga nas mobilizações do movimento municipalista e no Conselho Político da CNM. O conselho representa a união de esforços com muita parceria na busca de amenizar as dificuldades vividas nos municípios.

Durante o evento, Aroldi, ressaltou a trajetória do movimento e lembrou que a CNM completou quatro décadas de lutas, trabalho e muito esforço em prol dos municípios. Segundo ele, as inúmeras manifestações resultaram em bilhões de conquistas aos entes. “Brasília funciona na base da pressão, então a mobilização, a união e a participação de todos tem sido decisiva para o avanço da pauta municipalista junto ao Congresso, Governo Federal e ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Dos quase 900 bilhões conquistados pelo movimento aos cofres municipais, ele destacou a contribuição da CNM para resolver os problemas da iluminação pública, do Imposto Sobre Serviços (ISS) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Somente essas três pautas, representam quase R$ 550 bilhões e anos de trabalho e de luta. Em decorrência da pandemia, o trabalho municipalista resultou em R$ 66,8 bilhões, fora a atuação técnica de apoio para tomada de decisão.

Na ocasião, foi apresentada a estrutura organizacional da entidade que representa os 5.568 municípios brasileiros. Foram apresentados os projetos desenvolvidos para atender as mais diversas realidades regionais voltadas à administração local. “Não adianta nada a estrutura existir se não tiver comprometimento, parceria, união e participação de todos os envolvidos no processo, os prefeitos, secretários, líderes e vereadores. Isto torna o nosso movimento muito forte”, complementou. A estrutura tem sua base nos municípios. O motivo da existência das entidades são os municípios.

Os prefeitos eleitos foram informados sobre as áreas técnicas e o conteúdo que concentra dados individualizados e panoramas de cada prefeitura. A equipe de colaboradores e consultores destacaram o trabalho parlamentar, institucional e de comunicação da entidade, para auxiliar os prefeitos com a gestão local.

Também foram informados sobre a pauta prioritária em andamento, como por exemplo: 1% do FPM de setembro, Reforma Tributária e novo Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb). “Vocês não estão sozinhos. Não estou dizendo que resolveremos todos os problemas, mas vamos caminhar ao lado de vocês, juntos, de mãos dadas e punhos cerrados na busca de nossos problemas. Não vejo municipalismo forte sem a participação de todos. Estaremos com vocês, pelos próximos quatro anos”, reforçou o presidente da CNM.

Para lidar com os desafios, uma palavra deve estar no dia a dia da gestão, a cautela. “Estamos dizendo para que tenham muita cautela na hora de estruturarem os colaboradores, a estrutura para o próximo mandato. O reeleito sabe como ele vai assumir a administração, o eleito ainda não. É tomar pé da situação. Não comece montando estrutura, secretarias, contratando gente”, alertou Aroldi.  Com o objetivo de auxiliar o gestor municipal, foi disponibilizado um documento com as recomendações básicas para os que assumem a gestão de 2021 a 2024, com foco no planejamento, administração das ações e das finanças.

Durante o mês de janeiro, a entidade vai promover o encontro Novos Gestores, entre os dias 18 e 28 de janeiro, separado por regiões, os líderes municipalistas poderão receber informações e orientações qualificadas sobre a gestão municipal. Por conta da pandemia, o evento vai acontecer de forma virtual.

Fonte: AMM

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Prestação de contas dos programas educacionais tem novos prazos

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Atenção, gestores! A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça a necessidade de acompanhar as novas datas de prestação de contas dos programas e ações educacionais previstas na Resolução 10/2020. Após o fim do Estado de Calamidade Pública (ECP) estabelecido pelo Decreto Legislativo 6/2020, as informações sobre a execução dos recursos recebidos em 2019 devem ser enviadas em um prazo de 60 dias.

Os conselhos de controle social também tiveram prazos prorrogados. Assim, finalizado o período para envio das prestações de contas, os conselheiros terão 60 dias para analisar as informações e enviar os seus pareceres pelo Sistema de Gestão de Conselhos (Sigecon).

A ampliação de prazos atende ao pleito municipalista encaminhado por meio de ofício ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no dia 31 de março. Apesar dessa conquista, o presidente da CNM, Glademir Aroldi, ressalta que a pandemia trouxe inúmeros e inéditos impactos para a gestão pública. “Todas as medidas excepcionais são válidas e, mesmo com elas, os gestores irão encerrar o mandato com a missão de superar desafios que jamais imaginariam passar”, alertou.

Confira os principais prazos que os gestores precisam acompanhar:
 * 1º de janeiro de 2021: início do prazo para realizar as prestações de contas;
 * 1º de março: fim do prazo para o envio das prestações de contas dos programas;
 * Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae);
 * Programa de Transporte do Escolar (Pnate);
 * Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e Ações Agregadas;
 * Projovem Urbano;
 * Projovem Campo;
 * Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (Peja);
 * Medida Provisória (MP) 815/2017;
 * Novas Turmas de Educação Infantil e Novos Estabelecimentos de Educação Infantil;
 * 2 de março: início do prazo para realizar os pareceres conclusivos;
 * 30 de abril: fim do prazo para os conselhos enviarem pareceres pelo Sigecon.

Fonte: AMM

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