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MPF denuncia Joesley, Palocci, Mantega e mais 9 por prejuízo bilionário ao BNDES

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Joesley Batista foi um dos 12 denunciados pelo MPF por prejuízo milionário ao BNDES
Cleia Viana/Câmara dos Deputados – 28.11.17

Joesley Batista foi um dos 12 denunciados pelo MPF por prejuízo milionário ao BNDES

O empresário Joesley Batista, da JBS, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho, os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci e mais oito pessoas foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quinta-feira (14) por crimes ligados ao apoio financeiro do BNDES ao grupo J&F.

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O grupo é acusado pelo MPF
de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, prevaricação financeira e lavagem de dinheiro. A ação pede ainda reparação de R$ 5,5 bilhões aos cofres públicos – valor que inclui R$ 1,86 bilhão de suposto prejuízo apurado, em valor atualizado, e outros R$ 3,74 bilhões como indenização.

Segundo os procuradores, o dinheiro do BNDES foi usado pelo grupo J&F para comprar outras empresas do ramo de carnes, como a norte-americana Swift. A denúncia se baseia em provas obtidas na Operação Bullish, deflagrada em maio de 2017, semanas após o Tribunal de Contas da União (TCU) apontar a irregularidade das operações de crédito.

Naquele momento, o TCU
já apontava prejuízo de R$ 70 milhões aos cofres do BNDES. Segundo o tribunal, o banco comprou ações da J&F como forma de aportar dinheiro na empresa, mas pagou R$ 0,50 a mais por ação, favorecendo a empresa duas vezes.

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De acordo com a denúncia, a verba do BNDES foi repassada ao grupo JBS em um “esquema alimentado por propina”, que resultou na internacionalização da empresa. O Ministério Público Federal narra que, Joesley Batista “corrompeu” Victor Sandri – indicado como operador de Guido Mantega, que presidiu o BNDES
entre 2004 e 2006 – para ter acesso ao político. Depois, usou a ligação com Mantega para “exercer influência sobre o novo presidente da instituição, Luciano Coutinho”.

Os procuradores afirmam que Coutinho, já no cargo, deu continuidade e ampliou o esquema, “aceitando investimentos sem análises adequadas, em valores superiores ao necessário”.

A denúncia aponta que Palocci aparece nas fraudes a partir de 2008, como deputado e não como ministro. Ele teria assinado um contrato de consultoria com a JBS, sob cláusula de êxito, para ajudar na compra das empresas internacionais. De acordo com os procuradores, ele não trabalhou nisso, mas recebeu R$ 2,5 milhões para exercer mais pressão sobre o BNDES.

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O procurador do MPF
Ivan Claudio Marx disse que a denúncia usou muitos argumentos do Tribunal de Contas da União (TCU), que se debruçou sobre a regularidade das transações do BNDES. “O TCU tem uma forma muito peculiar de identificar responsabilidades. Não é uma denúncia genérica, é muito bem detalhada sobre a participação de cada membro do BNDES, cada documento, cada decisão e cada prejuízo decorrente de cada decisão.”

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Brasil ultrapassa 500 mil casos e registra 29.314 mortes por Covid-19

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O Brasil registrou 480 novas mortes por novo coronavírus nas últimas 24 horas, chegando ao total de 29.314. O país também ultrapassou a marca de 500 mil casos registrados, segundo o mais recente balanço do Ministério da Saúde divulgado no início da tarde deste domingo (31) já se somam 514.849 casos da doença. 

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Já são mais de 500 mil casos confirmados
Reprodução/Facebook

Já são mais de 500 mil casos confirmados


O Brasil é o segundo país com mais casos confirmados de Covid-19 , atrás apenas dos Estados Unidos , que registravam mais de 1,7 milhão de casos neste domingo, segundo balanço global feito pela universidade norte-americana Johns Hopkins à 19h40.

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São Paulo: acusado de agressão, empresário humilha e chama PM de “lixo”; assista

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Alphaville
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No vídeo, gravado por um dos agentes, Ivan aparece xingando e pedindo ajuda enquanto fala ao celular

Uma denúncia de violência doméstica acabou em confusão na cidade de Alphaville, na grande São Paulo, na tarde deste sábado. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais quando imagens do empresário Ivan Storel, de 49 anos, humilhando os agentes da PM que foram até a sua casa.

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No vídeo, o empresário aparece falando ao celular e pedindo ajuda a uma pessoa identificada apenas como Marinho após a chegada dos dois policiais militares, um homem e uma mulher, para apurar a denúncia feita pela mulher dele, com quem Storel teria brigado e, possivelmente, agredido. Ao ver que um dos agentes começa a se aproximar, ele inicia uma série de agressões verbais.

“Tem um filho da p… querendo invadir minha casa. Esse m… tá achando que ele é o que? Não pise na minha calçada, não pisa na minha rua. Eu vou te chutar na cara. Você é um lixo, seu m… Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um b… aqui é Alphaville , mano!”, dispara Storel.

Na sequência, o empresário diz que ganha R$ 300 mil e o PM apenas R$ 1 mil enquanto, em uma tentativa de humilhar o agente, que permanece sem esboçar reações. Por fim, Storel afirma que o PM não o conhece e que vai processá-lo.

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Após a chegada de outras viaturas, o empresário foi algemado e encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher de Alphaville, mas liberado pouco depois após assinar termo circunstanciado. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a mulher dele não quis dar continuidade à denúncia de ameaça e injúria. Em depoimento, ele negou que tenha ameaçado ou agredido a esposa e que não se lembra de ter ofendido os agentes.

Nas redes sociais, muitos elogiaram a calma do PM envolvido, mas outros apontaram a diferença de postura em situações semelhantes e questionaram se o agente teria agido da mesma forma se a cena se passasse na periferia .

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“imagine que fosse um PROFESSOR revindicando melhores condições de trabalho?”, disse um perfil no Twitter. “E se fosse na periferia? Consegue enxergar a diferença de tratamento? E se fosse um homem Negro?”, apontou outro usuário.

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