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Carros e Motos

MP Lafer: conheça a história da réplica brasileira do roadster inglês MG TD

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O MP utilizava chassi e motor VW refrigerado a ar e carroceria feita de fibra de vidro, o que o torna leve e livre de ferrugem
http://mplafer75.blogspot.com/2012/

O MP utilizava chassi e motor VW refrigerado a ar e carroceria feita de fibra de vidro, o que o torna leve e livre de ferrugem

Conversíveis sempre foram símbolos de esportividade. E numa época em que a importação oficial brasileira era proibida, um dos poucos conversíveis que poderiam ser adquiridos era a réplica do MG série T da fábrica Lafer, o MP Lafer.

A história do MP Lafer do Brasil começou nos idos de 1970, mais precisamente em 1972 com a fabricação do belo roadster MP que replicava o MG TD 1952. Mas para que este sonho fosse alcançado, Percival Lafer – um empresário no ramo da construção de móveis – decidiu fabricar um carro fora-de-série que atendesse ao gosto dos jovens da época.

Com uma equipe de profissionais altamente especializados na construção com plástico reforçado com fibra de vidro, logo o MP não demoraria para ganhar o sucesso.

A dúvida era qual carro poderia ser fabricado. Não demorou muito e Percival logo se decidiu pelo MG TD 1952 , um carro pertencente à Sra. Ivone, esposa de um funcionário da Lafer – João Arnault – o qual a tinha presenteado pelo seu aniversário. Tudo isso só veio à tona por causa do atraso de Arnault em chegar à empresa, pegando assim o carro de Ivone para chegar a tempo.

Logo trataram de desmontar o MG para que o projeto fosse colocado em prática com os novos moldes dos futuros MP. Com isso, em 1974 começavam a ser produzidas as primeiras unidades do MP , logo após a aprovação do público durante o Salão do Automóvel em SP , ocorrido em 1972.

Traseira também seguia o padrão adotado no clássico MG TF inglês de meados dos anos 50
Renato Bellote

Traseira também seguia o padrão adotado no clássico MG TF inglês de meados dos anos 50

Basicamente o MP utilizava chassi e motor VW refrigerado a ar de 1,5 litro , instalado na traseira que proporcionava um bom desempenho, segundo a fábrica. Equipado com este motor de 1.500 cc e 52 cv – carburação simples – o MP Lafer chegava a  115 km/h.

Outra vantagem do carrinho era a distribuição do seu peso bruto de apenas 1.080 kg, graças à carroceria feita de fibra de vidro e resina de poliéster, dividida em duas partes, para posteriormente ser laminada. Isso era importante para dar maior resistência ao conjunto.

Suas dimensões eram de 3.910 mm de comprimento, 1.570 mm de largura e 1.350 mm (sem a capota e com o para-brisa abaixado – 1.090 mm).  Só por curiosidade, quando o roadster da Lafer esteve exposto no Brasil Export, em Bruxelas , no ano de 1973, os brasileiros tiveram ainda a satisfação de receber os elogios do pessoal da MG, pela perfeição com que sua réplica havia sido feita.

Por dentro, o painel revestido em madeira era bastante nostálgico, lembrando o carro que o originou. No centro do painel estavam medidor de combustível, de temperatura, relógio (opcional), indicador de pressão do óleo, voltímetro e, ao lado, como não poderia deixar de estar, velocímetro e o conta-giros com mostradores maiores.

Painel de madeira tem vários instrumentos como no esportivo original inglês
Renato Bellote

Painel de madeira tem vários instrumentos como no esportivo original inglês

Diferente do MG , o espaço para motorista e passageiro era excelente e os bancos individuais e anatômicos eram muito confortáveis. O volante da marca Panther era esportivo e bem acabado – revestido em madeira – além da boa funcionalidade, graças à posição, quase vertical. A alavanca de câmbio também é da VW, e bem localizada, com fácil alcance da mão.

Os pedais ficavam em posição ergonômica e confortável. O freio de mão, por sua vez, era localizado um pouco abaixo do painel, dificultando o acionamento do mesmo. Enfim, um carro sem mais e nem menos, justo à sua proposta de carro-esporte. Outra diferença em relação ao MG original era a adoção de janelas laterais de vidro, no lugar das cortinas de plástico abotoáveis.

Nas primeiras unidades, as portas tinham abertura no sentido contrário (do tipo suicida), como acontecia nos MG originais, porém mais tarde esta peculiaridade foi abolida por questões de segurança.         

Com espaço para apenas o motorista e passageiro, o MP era um carro tipicamente esportivo e agradava não só aos jovens, mas também a um público mais conservador, graças às linhas clássicas como, por exemplo, os para-lamas salientes que desciam suavemente até a soleira das portas formando um só conjunto.

O para-brisa, quando retirada a capota (revestida de lona), podia ser baixado, assim como acontece com os Jeep Willys . Uma das características do MP era o estepe que era localizado atrás do cofre do motor (traseiro), que, protegido por uma tampa saliente, deixava à mostra as belas rodas. E por falar nelas, opcionalmente o roadster vinha equipado com rodas 15 x 4,5 polegadas (14 x 6 opcional) calçando pneus 5,60 x 15 (175 x 14 opcional).

Logo depois das 40 unidades produzidas, o MP deixava de usar o motor VW 1.300 e recebia o motor VW 1.600 (1.585 cm³). Sua potência máxima era de 60 cv a 4.600rpm , e torque máximo de 12 kgfm a 2.600 rpm . Mas o chassi do Fusca foi mantido.

Percival Lafer - um empresário no ramo da construção de móveis – decidiu fabricar um carro fora-de-série
Divulgação

Percival Lafer – um empresário no ramo da construção de móveis – decidiu fabricar um carro fora-de-série

Equipado com dupla carburação, o MP 1.600 passou a desenvolver a velocidade final de 122 km/h . Houve ainda um projeto de se utilizar o motor do Fusca 1600-S , porém isso acabou não acontecendo por problemas de fornecimento.

No final de 1975 a empresa Lafer acumulava 110 unidades vendidas , sendo três delas para o Japão e Estados Unidos. Já no ano seguinte, das 371 unidades produzidas , 12 foram exportadas . Tamanho foi o sucesso, que empresários de olho neste mercado decidiram dedicar-se à produção de um carro similar ao MP. Foi assim que surgiram o MG Agnus , o Pantera , o Enseada e o Avallone , entre outros.

Em maio de 1977 chegou a versão TI , uma nova opção que era desprovida de cromados e de linhas mais simples, destinada a um público mais jovem. O novo carro fazia lembrar um Excalibur ou Clenet.

O sucesso do novo carro, não só no Brasil como nos vários países da Europa e EUA, fez com que a Lafer exportasse 1.000 exemplares de um total de 4.300 produzidos durante os 16 anos de sua fabricação (1974 a 1990). Devido aos altos custos tornou-se inviável dar seguimento à produção.

Fonte: IG CARROS

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VW Taos passa a ter motor de 200 cv com preparação da Oettinger

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VW Taos preparado pela Oettinger mantém a aparência original. As mudanças estão debaixo do capô
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VW Taos preparado pela Oettinger mantém a aparência original. As mudanças estão debaixo do capô

Aos que não estão satisfeitos com os 150 cv do motor 1.4 turboflex do Volkswagen Taos, a preparadora alemã Oettinger através do braço brasileiro que opera no Brasil, a Strasse, está oferece uma customização mecânica que leva a potência máxima para 200 cv.

Pelo serviço, a preparadora cobra R$ 14.900. E aceita aumentar a potência do VW Taos em qualquer versão. A básica Comfortline 250 TSI tem preço sugerido de R$ 162.685.  

Assim, todo o trabalho disponível tanto para os modelos zero-quilômetro quanto os seminovos do SUV resulta no aumento de potência e torque: 200 cv (50 cv a mais da versão original) e 37,7 kgfm (ganho de 33%).

Um discreto logo no lado esquerdo da tampa do porta-malas mostra que se trata de um VW Taos preparado pela Oettinger
Divulgação

Um discreto logo no lado esquerdo da tampa do porta-malas mostra que se trata de um VW Taos preparado pela Oettinger

De acordo com a preparadora, o aumento da potência representou uma ligeira redução no tempo na aceleração do VW Taos de 0 a 100 km/h de 9 segundos (0,3 s a menos). Já a velocidade final passa a ser de de 195 km/h (194 km/h antes da customização).

O Taos Oettinger e pode ser encomendado diretamente na Strasse que dá a garantia de até dois anos e parcela em até 10 vezes no cartão de crédito. Se o cliente optar em comprar carro já preparado, o valor poderá variar de acordo com a própria tabela da VW, diz a Strasse.

Fonte: IG CARROS

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O Tricycle House é o menor trailer a pedal já inventado

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O Tricycle House é um projeto chinês criado para atender a necessidade de nômades que passam boa parte do tempo viajando
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O Tricycle House é um projeto chinês criado para atender a necessidade de nômades que passam boa parte do tempo viajando

Hoje em dia a filosofia de vida das pessoas está mudando e com isso elas estão buscando ter uma vida mais simples e prática possível. Um exemplo são as casas que estão sendo substituídas por apartamentos e até mesmo trailers ou motorhomes.

Há até os mais excêntricos que buscam um estilo de vida mais sustentável e direto com a natureza e, dessa maneira, buscam por alternativas para se locomoverem e morarem ao mesmo tempo. Assim o ‘Tricycle House’ ousou com a sua proposta de ‘triciclo casa’ como o nome já diz.

Movido a pedal, não passa de uma bicicleta de três rodas com uma casa móvel montada sobre a sua estrutura. Por mais que a ideia possa parecer absurda, o conceito fez parte do projeto elaborado pela People’s Architecture Office (PAO) e People’s Industrial Design Office (PIDO) como parte da exposição Get It Louder de 2012 na China.

A ideia na época era criar algo que abordasse as questões do urbanismo moderno, reciclasse o lixo e permitisse mais funcionalidade e eficiência na paisagem urbana cada vez mais populosa. O modelo básico pode acomodar duas pessoas. Cada peça é feita de plástico leve (polipropileno) que foi cortado, achatado e dobrado e soldado em forma.

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O curioso triciclo quando estacionado, pode se desdobrar como um acordeão, trazendo à tona os confortos básicos: cozinha com fogão e pia, banco e mesa de jantar ou cama para dormir no mesmo móvel e até banheiro com ducha / banheira e banheiro na parte traseira.

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Por incrível que ainda possa parecer, há espaço para um depósito e estantes integrados ao mobiliário modular e, como se isso não bastasse, uma caixa d’água de dimensões não especificadas.

 O segundo ocupante não poderia andar dentro de casa, pois isso aumentaria o peso e o esforço da pessoa ao pedalar. Em vez disso, eles poderiam andar em seu próprio triciclo , que poderia ser um jardim ou um módulo adicional para expandir o espaço principal.

Os designers notaram que vários módulos da casa poderiam formar uma estrutura maior, não muito diferente de um apartamento urbano adequado; vários módulos do jardim podem até constituir um parque.

Embora o projeto ainda não tenha se tornado realidade, o Tricycle House poderia ser uma alternativa para campistas e escoteiros. O único porém, como sempre, seria o seu preço bem elevado.

Fonte: IG CARROS

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