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Cidades

MP abre crédito de R$ 253 milhões para enfrentar pandemia em áreas indígenas

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A Medida Provisória 1054/21 abre crédito extraordinário de R$ 253 milhões para o enfrentamento da pandemia causada pelo novo coronavírus em áreas indígenas. Os recursos serão distribuídos entre os ministérios da Cidadania (R$ 173,4 milhões), da Defesa (R$ 20,9 milhões) e da Justiça e Segurança Pública (R$ 41 milhões).

As medidas, tomadas a partir de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, visam conter a transmissão da Covid-19, diminuindo a escalada de mortes.

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas no Brasil, 1.098 índios já morreram de Covid-19 e 55.246 contraíram a doença. A pandemia atingiu 163 povos.

Recentemente, o Congresso aprovou a MP 1027/21 (Lei 14.160/21), que autoriza a Fundação Nacional do Índio (Funai) a planejar e montar barreiras sanitárias em áreas indígenas, com o objetivo de evitar o contágio e a disseminação da Covid-19 na população local.

Divisão do dinheiro
Os recursos da MP 1054/21 direcionados ao Ministério da Justiça serão utilizados para pagar as diárias da Funai a servidores públicos federais ou militares que trabalharão nas barreiras para controlar o trânsito de pessoas e mercadorias em áreas indígenas. A Funai dá suporte a 300 barreiras sanitárias.

Já os recursos para Defesa vão financiar plano das Forças Armadas para isolar invasores em sete terras indígenas. Os militares vão apoiar a Polícia Federal no cumprimento da decisão cautelar do STF.

A maior parte do dinheiro da MP (R$ 173,4 milhões) se destina à distribuição de cestas básicas de alimentos em aldeias. O objetivo é evitar os deslocamentos a centros urbanos, garantindo a proteção das comunidades com a manutenção do isolamento social. Desde o início da pandemia, a Funai já distribuiu mais de 650 mil cestas básicas a indígenas.

Reais necessidades
Apesar de considerar as medidas importantes, a única representante indígena no Congresso, deputada Joenia Wapichana (Rede-RO), afirmou que as ações não atendem as reais necessidades das comunidades indígenas, que, segundo ela, lutam contra a Covid-19 mesmo sem o apoio do governo.

A deputada havia sugerido 12 emendas à MP 1027/21, mas nenhuma foi adotada. Entre os pedidos estava o pagamento de diárias para os indígenas, que também trabalham voluntariamente nas barreiras.

Joenia Wapichana ainda alerta para a necessidade de quarentena e testes de funcionários que vão trabalhar em áreas indígenas. “O primeiro caso de contaminação foi por meio de um funcionário”, lembrou.

A MP 1054/21 passa a trancar a pauta em 6 de agosto.

Fonte: AMM

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Cidades

Municípios com dados pendentes no Siope terão transferência de recursos federais suspensas

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Dos 141 municípios de Mato Grosso, 100 ainda não registraram as informações sobre receitas e despesas em educação referentes ao segundo bimestre de 2021 no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) e 68 ainda não transmitiram os dados do primeiro bimestre do ano. Os registros bimestrais são obrigatórios e as pendências no envio dos dados ocasionam a suspensão das transferências voluntárias e das contratações de operações de crédito.

Os municípios têm até 30 dias após o encerramento de cada bimestre para transmitir os dados relativos a despesas e receitas em educação. A obrigação é determinada pela Lei 14.113/2020, que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, disse é importante que os gestores se atentem ao cumprimento dos prazos para evitar a suspensão dos repasses. “Boa parte dos municípios depende das transferências voluntárias, sendo assim é importante que priorizem o envio dos dados sobre a educação para atender a exigência legal e garantir o recebimento dos recursos”, frisou.

O atraso no encaminhamento das informações se estende a prefeituras de  várias regiões do país. De acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Municípios, com base em dados retirados do site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), 3.464 municípios (62%) ainda não enviaram ao Siope as informações sobre os investimentos em educação referentes a janeiro e fevereiro de 2021. Esses municípios já estão negativados pelo não atendimento aos requisitos mínimos obrigatórios para receber transferências voluntárias e contratar operações de crédito, os quais constam espelhados no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (Cauc).

O Siope é uma ferramenta eletrônica criada para coleta, processamento, divulgação e acesso público às informações referentes aos orçamentos de educação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Por seu intermédio, são fornecidos dados atualizados sobre as receitas públicas e os correspondentes recursos vinculados à educação.

Desde 2017, o Siope capta bimestralmente os dados sobre investimentos em educação, em cumprimento aos artigos 165, § 3º, da Constituição Federal e 52 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determinam a publicação do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) até 30 dias após o encerramento de cada bimestre.

Desde 1º de janeiro, quando iniciou a vigência da Lei do Fundeb, a ausência de registro dessas informações sobre a aplicação dos recursos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), no prazo de até 30 dias após o encerramento de cada bimestre, já impede os municípios de receberem recursos federais à conta das transferências voluntárias.

Fonte: AMM

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Cidades

Municípios terão restos a pagar de 2019 bloqueados no dia 30 de junho

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Diante de dúvidas de gestores municipais sobre os restos a pagar (RAPs) de 2019, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) preparou material explicativo. Segundo a legislação em vigor, os valores serão bloqueados por regra orçamentária. O Decreto 10.535/2020 definiu que os empenhos dos contratos de repasse celebrados em 2019 serão bloqueados automaticamente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em 30 de junho de 2021. Assim, os Entes têm até o fim de 2021 para resolver cláusulas suspensivas e evitar o cancelamento do recurso.

A medida valerá para empenhos em resto a pagar classificados em “não processados”. Para que isso não ocorra, eles precisam ser reclassificados, o que ocorre quando há o reconhecimento da dívida que antigamentese dava pela medição da obra ou aquisição. Com o Decreto 10.535/2020 é verificado se o instrumento possui condição de eficácia, ou seja, se não tem cláusula suspensiva.

A CNM ressalta que os empenhos da saúde e os de emendas impositivas não sofrem bloqueios.

Passo a passo
Sob o risco de os Municípios perderem, após 31 de dezembro, os recursos que serão bloqueados agora em 30 de junho, a área técnica de Estudos Técnicos da CNM explica as etapas para reclassificar empenhos:
– Após solucionar cláusulas suspensivas, é necessário solicitar o desbloqueio do empenho até 31 de dezembro de 2021.
– Os empenhos com cláusulas suspensivas e bloqueadas sem resolução terão empenhos cancelados no final deste ano.
– Com o instrumento desbloqueado, o Município tem até o fim de 2022 para cumprir os requisitos necessários do contrato para receber os recursos, e com isso terá a liquidação e pagamento.

A CNM acompanha o comportamento dos RAPs inscritos no Orçamento Geral da União (OGU) de cada ano, em relação ao total de RAPs relacionados às transferências de recursos aos Municípios. Em 2021, a soma de repasses pendentes de realização ultrapassa R$ 25,4 bilhões. Desse total, os restos a pagar total (não processados) são de R$ 25 bilhões até 2020.

O que são RAPs
Por definição, os RAPs são despesas empenhadas, mas não pagas até 31 de dezembro de cada ano. O conceito tem relação com os estágios da despesa pública, representados pelo empenho, liquidação e pagamento. Quando o pagamento deixa de ser efetuado no exercício do empenho, procede-se à inscrição em restos a pagar, que podem ser processados ou não processados.

Os processados referem-se às despesas empenhadas e liquidadas que ainda não foram pagas no exercício, enquanto os não processados são aquelas despesas apenas empenhadas, que sequer chegaram a ser liquidadas (efetivamente realizadas).

Mudanças na legislação
O Decreto 10.535/2020 manteve a regra de bloqueio dos RAPs após 18 meses como regra orçamentária. A verificação, no entanto, ocorre agora sobre as pendências e não pelo início da execução do convênio – ou seja, não deve ter cláusulas suspensivas. Assim, o repasse não é automaticamente cancelado. No caso dos RAPs de 2019, os Municípios têm até 31 de dezembro de 2021 para o desbloqueio (ou seja, 24 meses).

Acesse aqui o material explicativo na íntegra.

Fonte: AMM

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