conecte-se conosco

  • banner_Lorenzetti_1250x250

Política Nacional

Moro vira alvo de Bolsonaro, que reconhece que ex-juiz pode tirar votos

Publicado


source
Moro em primeiro lugar
O Antagonista

Moro em primeiro lugar

O lançamento de candidaturas de centro levou Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados a elegerem como alvo preferencial o ex-juiz Sergio Moro (Podemos). Em conversas reservadas, o presidente tem reconhecido que o seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública pode lhe tirar votos preciosos durante as eleições em 2022 .

A estratégia ofensiva de Bolsonaro foi escancarada nessa quinta-feira durante a transmissão de sua live em que chamou o seu ex-ministro da Justiça de “mentiroso deslavado” . Moro lançou um livro em que afirmou que Bolsonaro teria comemorado a decisão que soltou o ex-presidente Lula porque isso o beneficiaria politicamente.

“Falta de caráter é o mínimo que posso falar desse cara. Tem o direito de se candidatar e o povo vai saber se merece ou não o voto. Agora, fazer campanha na base da mentira? Aprendeu rápido a velha política, hein, Moro?”, disse o presidente.

Leia Também

Bolsonaro, segundo o relato de pessoas próximas, diz que prefere acreditar que a repercussão em volta da pré-candidatura do ex-juiz da Operação Lava-Jato é o efeito natural da novidade de sua entrada na política e ainda aposta no arrefecimento da pré-campanha de Moro, que deve ser alvo de ataques constantes do presidente.

Ao longo da sua live, Bolsonaro falou de Moro por seis minutos ininterruptos, expondo que seu confronto direto agora é com o seu ex-ministro, e não com o ex-presidente Lula, do PT, que lidera as pesquisas de intenção de votos. Segundo interlocutores de Bolsonaro, o embate entre o presidente e Lula poderá ser adiado para um eventual segundo turno.

Conforme mostrou a colunista Bela Megale, Moro começará o ano eleitoral visitando o interior de São Paulo, onde Bolsonaro desponta como nome forte para 2022. O ex-juiz fará uma incursão no Vale do Ribeira, oeste do estado, onde o presidente foi criado.

Comentários Facebook

Política Nacional

Moro rebate Lula após ser chamado de “canalha”: “Você será derrotado”

Publicado

por


source
Ex-presidente Lula e ex-juiz Sergio Moro
Montagem iG / Fotos: Lula Marques/Agência PT e Marcos Oliveira/Agência Senado

Ex-presidente Lula e ex-juiz Sergio Moro

Nesta quarta-feira (19), o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos) rebateu as críticas feiras pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o chamou de “canalha”. Nas redes sociais, o ex-juiz afirmou que o petista “será derrotado” nas eleições de 2022, da qual ambos são pré-candidatos à Presidência da República.

“Canalha é quem roubou o povo brasileiro durante anos e quem usou nosso dinheiro pra financiar ditaduras. E quadrilha é o nome do grupo que fez isso, colocado por você, Lula, na Petrobras. Você será derrotado. Só ofende pois não tem como explicar a corrupção no seu Governo”, escreveu Moro no Twitter .


Em entrevista coletiva a jornalistas no fim da manhã de hoje , Lula disse ter sido vítima de uma farsa montada contra ele, citando o nome do ex-ministro:”Tive sorte do povo brasileiro me ajudar a provar a farsa que foi montada contra mim. Consegui desmontar o canalha que foi o Moro no julgamento dos meus processos, o Dallagnol, a mentira, ‘o fake news’, o PowerPoint da quadrilha. Tudo isso eu consegui provar que quadrilha eram eles.”

Leia Também

Moro foi responsável pelas condenações do ex-presidente no âmbito da Operação Lava Jato. Em abril do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou todas as condenações de Lula .

O placar foi de 8 a 3, com os votos de Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso para a anulação. Os votos de Kassio Nunes, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux foram pela manutenção das condenações. A decisão devolveu os direitos políticos de Lula, permitindo que ele seja candidato nas eleições de 2022.

Em junho do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, por sete votos a quatro, que o ex-juiz atuou com parcialidade ao julgar Lula .

Continue lendo

Política Nacional

Bolsonaro pretende entregar liderança do Senado a aliado de Pacheco

Publicado

por


source
Jair Bolsonaro e Rodrigo Pacheco
Divulgação: senado

Jair Bolsonaro e Rodrigo Pacheco

presidente Jair Bolsonaro (PL) avalia entregar a liderança do governo no Senado a Alexandre Silveira (PSD-MG), que substituirá o senador Antonio Anastasia (PSD-MG), aprovado em dezembro para o Tribunal de Contas da União (TCU). Como Silveira ainda não tomou posse oficialmente como parlamentar, a tendência é que Bolsonaro só bata o martelo após o fim do recesso no Congresso, em fevereiro.

Silveira é ligado ao presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e atuava como diretor de Assuntos Técnicos e Jurídicos da Presidência do Senado. O futuro senador é presidente do PSD de Minas Gerais e já foi deputado federal por duas vezes. Ele também esteve à frente da Secretraria Extraordinária da Gestão Metropolitana em Minas Gerais e da Secretaria de Saúde do governo de Antonio Anastasia.

Apesar dos embates de Bolsonaro com Pacheco pelas derrotas do governo na no Senado, Silveira é apontado como um ponto de interlocução com o presidente do Senado. Em função disso, o futuro parlamentar conta com o apoio de diversos ministros, entre eles a ministra Flávia Arruda (Secretaria de Governo), João Roma (Cidadania), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).

A aproximação de Silveira com ministros se deu, sobretudo, na tramitação de projetos importantes para o Executivo como a permissão para a privatização da Eletrobras e a aprovação da ‘BR do Mar’, com o objetivo de abrir a navegação costeira entre portos nacionais e reduzir a dependência do transporte rodoviário (cabotagem).

Há uma semana, Silveira esteve com Bolsonaro no Palácio do Planalto. O encontro ocorreu após o novo senador sobrevoar áreas atingidas pelas chuvas em Minas Geras. Em suas redes sociais, Silveira registrou ter conversado com o presidente sobre a ajuda do governo federal para municípios mineiros.

“Fruto dessa conversa, o presidente já me colocou em contato com o ministro da Saúde, além de outros contatos que tenho mantido com o Ministério da Cidadania, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Regional. Não quero saber de que partido é o Governo, quero é ajudar na solução dos problemas que estamos enfrentando”, escreveu o senador.

Leia Também

No PSD, a avaliação é que Silveira não aceitará o cargo. O partido tem uma posição de independência no Congresso e tem Rodrigo Pacheco como pré-candidato ao Planalto. Além disso, o novo senador é considerado um importante articulador político na sigla e pessoa de confiança do presidente da sigla, Gilberto Kassab.

Nos bastidores do governo, ainda é mencionado como opção o senador Marcos Rogério, que atuou como líder da tropa de choque do governo na CPI da Covid e recentemente trocou o DEM pelo PL, partido de Bolsonaro. Marcos Rogério chegou a ser cotado como pré-candidato ao governo de Rondônia, mas a mudança de partido e possibilidade de assumir a liderança esfriou os planos

Entusiastas da indicação de Alexandre Silveira no governo citam que o novo senador, embora não tenham um alinhamento total com o presidente, pode ajudar a melhorar a interlocução política no Senado, onde sucessivas derrotas expuseram a fragilidade do governo.

O Senado é considerado um terreno pantanoso para a articulação política do governo. Bolsonaro não conseguiu construir uma base coesa na Casa, o que ficou ainda mais evidente com a CPI da Covid. Pelas contas do Planalto, o número de aliados é de apenas 15 dos 81 senadores.

Para piorar o cenário, o governo está sem líder no Senado desde 15 de dezembro. À época, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE) entregou o cargo um dia após perder a concorrência pela vaga do TCU para Anastasia. Abandonado pelo Palácio do Planalto, Bezerra ficou em último na disputa, com sete votos. Anastasia obteve o apoio de 52 senadores, enquanto a senadora Kátia Abreu (PP-TO), 19.

Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana