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Moro envia Força Nacional para terra indígena que está sob ataques no Amazonas

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 2.7.19
Moro determinou envio da Força Nacional para terra indígena que está sob ataques no Amazonas

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, determinou nesta quarta-feira (4) o envio da Força Nacional à terra indígena Vale do Javari , no Amazonas, que tem sido alvo de ataques desde setembro deste ano. O indigenista Maxciel Pereira dos Santos, servidor da Funai, foi assassinado na frente de seus familiares no município de Tabatinga, próximo da fronteira da Amazônia brasileira com a Colômbia e o Peru.

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O emprego da Força Nacional , de acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União, tem como objetivo dar apoio à Funai e “garantir a integridade física e moral dos povos indígenas e dos servidore, na Terra Indígena Vale do Javari”. As tropas devem ficar na terra indígena por 180 dias , a partir desta sexta-feira.

A base de proteção etnoambiental Ituí-Itacoaí é a principal instalação da Funai para garantir a segurança dos índios isolados que vivem no Vale do Javari. A região é uma das mais preservadas e remotas do Brasil e, nos últimos anos, vem sendo alvo de caçadores clandestinos, madeireiros e garimpeiros ilegais . Em setembro, um colaborador da Funai na região morto a tiros em Tabatinga, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

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Após os ataques recentes e a morte de Maxciel, os índios isolados do Vale do Javari ficarão sem a proteção de funcionários da Funai. O último servidor da Funai que atuava na base deixou o local após uma série de ataques com disparos à instalação.

No dia 8 de novembro, a Justiça Federal do Amazonas determinou que a União fornecesse homens para fazer a segurança dos funcionários da Funai que atuam na base. A ação, segundo a decisão, seria coordenada pelo MPF, que então enviou ofícios para o Exército, Polícia Federal, Força Nacional de Segurança e para a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

A ação deveria ser coordenada pelo Ministério Público Federal (MPF), que enviou ofícios a órgãos federais como o Exército Brasileiro, Polícia Federal e Força Nacional.

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Ameaça de multa gerou resposta

Após quase duas semanas sem resposta, o MPF no Amazonas pediu que a União fosse multada por descumprir a determinação da Justiça Federal.

No dia 26 de novembro, no entanto, a Funai e a Força Nacional de Segurança informaram que iriam se reunir para definir de que forma a União vai fornecer segurança aos servidores da Funai na região.

Quem são os índios isolados

De acordo com a Funai , o Brasil tem 114 registros de índios isolados ou de recente contato. Desses, 28 já foram confirmados. Para defendê-los, a Funai criou 11 frentes que coordenam 19 bases, todas localizadas na floresta amazônica, em áreas de difícil acesso.

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Os índios isolados são aqueles que ainda não foram contatados ou que, voluntariamente, decidiram viver sem contato com o mundo exterior.

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Eles são considerados extremamente vulneráveis à proximidade com os não índios tanto pelas diferenças culturais quanto pela vulnerabilidade a doenças para as quais eles não tenham defesas imunológicas.

Fonte: IG Nacional
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Tiroteio fecha a Rodovia Rio-Santos na altura de Angra dos Reis

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Reprodução/TV Globo
Polícia Rodoviária Federal disse que a ação foi “rápida”

A Rodovia Rio-Santos ficou fechada na manhã deste sábado (7) durante um tiroteio entre criminosos e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A interdição ocorreu na altura da comunidade Sapinhatuba I, em Angra dos Reis , na Costa Verde do Rio.

De acordo com informações da PRF, os bandidos atacaram os policiais que estavam em uma viatura, dando início ao confronto. Os agentes tiveram o apoio de PMs.

A assessoria de imprensa da PRF não soube informar durante quanto tempo a rodovia ficou fechada, mas disse que “a ação foi rápida”. Ninguém ficou ferido na troca de tiros.

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Na tarde deste sábado, também há registro de tiroteios em outra comunidade de Angra, o Frade. Segundo informações da Polícia Militar, a troca de tiros é entre criminosos rivais que disputam o controle do tráfico no local. “O Frade se acabando em bala”, comentou uma internauta no Twitter. “Evitem as ruas, moradores”, escreveu outro homem. Também não há registros de mortos ou feridos nesse tiroteio.

Fonte: IG Nacional
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Dois índios Guajajara morrem durante atentado em BR no Maranhão

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Foto: Reprodução/Internet
Um carro passou e atirou contra dois indígenas que estavam em uma moto na estrada

Na manhã deste sábado (7), homens dentro de um carro atiraram contra dois indígenas do povo Guajajara que estavam de moto na estrada BR 226, que corta a aldeia El Betel, no município de Jenipapo dos Vieiras, localizado a 506 km de São Luís, no Maranhão.

Dois índios morreram e quatro ficaram feridos durante o atentado. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihop).

Entre os mortos, está o indígena Firmino Silvino Guajajara , que estava na motocicleta, e um outro índio que ainda não teve identidade revelada. Um dos homens, conhecido como Nelsi Guajajara , que estava na moto, também foi alvejado na perna, mas não corre risco de morte. Mais três índios estão feridos, de acordo com as informações iniciais.

Segundo os relatos, os dois voltavam de uma reunião de articulação de povos indígenas para defesa de direitos. No mês passado, Paulo Paulino Guajajara, que trabalhava como guardião da floresta defendendo o território indígena contra exploração ilegal, foi assassinado por madeireiros próximo ao local do crime deste sábado.

Ao G1, o secretário de Estado em exercício de Direitos Humanos, Jonata Galvão, informou que as polícias Militar, Civil e a Fundação Nacional do Índio (Funai) já foram acionadas e estão no local. A Superintendência da Polícia Federal também já foi informada sobre o caso.

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Por meio de nota enviada à imprensa, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihopop) informou que os indígenas que feridos foram encaminhados para o hospital, com apoio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Maranhão.

Nas redes sociais, um vídeo que circula mostra o índio ferido Nelsi Guajajara. Ele conta que foi surpreendido por um veículo de cor branca que disparou diversas vezes contra a motocicleta onde ele estava.

“Ele [o carro] passou devargazinho perto de nós ali e quando chegou perto de nós ele atirou, deu dois tiros. E ele ainda atirou nele ali [Firmino Guajajara]”, disse Nelsi Guajajara.

Em protesto contra o atentado, os indígenas bloquearam a BR-226. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar estão no local para tentar conter o protesto.

Na rede social, as lideranças reagiram . A líder indígena Sônia Guajajara se manifestou sobre o atentado contra os índios no Maranhão e pediu providências para o caso.


“Até quando isso vai acontecer? Quem será o próximo? É preciso que as autoridades tenham uma olhar específico para os povos indígenas, vida estão sendo tiradas em nome do ódio e preconceito! Nenhuma gota mais de sangue indígena!”, disse.

Fonte: IG Nacional
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