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Ministra comenta decisão da China de aplicar medidas antidumping contra frango brasileiro

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tomou conhecimento da decisão do Ministério do Comércio da China de aplicar medidas antidumping às exportações brasileiras de frango e informa que participou de todas as etapas do processo de investigação, auxiliando as empresas brasileiras afetadas pela medida. De acordo com o governo chinês, quinze empresas brasileiras, entre elas a BRF e a JBS, fizeram um acordo e não terão de pagar as novas tarifas. 

Durante viagem ao interior do Ceará nesta sexta-feira (15), a ministra Tereza Cristina falou sobre o assunto em entrevista. Ela comparou a medida tomada pelo governo chinês com a recente iniciativa do governo brasileiro de aplicar uma sobretaxa para o leite em pó importado da União Europeia e da Nova Zelândia:

“O Brasil exporta 85% de tudo que a China consome de frango. Então, ela (a China) fez um acordo, porque não se pode fazer cotas. Nós sofremos a mesma coisa do lado de cá com o leite, e a China fez a mesma coisa com o nosso frango lá. O mercado internacional é importantíssimo. Parece uma medida ruim, mas não foi tão ruim assim, porque a China fez um acordo entre privados, conversou com as empresas e, para aquelas que adotassem um determinado preço do produto lá na China, não aplicaria as tarifas.

A negociação estabelece um “compromisso de preço” entre as empresas afetadas e o governo que aplica a medida. As empresas que respeitarem o acordo não se sujeitam à aplicação das novas taxas. O governo brasileiro está atento e vai monitorar a implementação da decisão chinesa de forma a avaliar ações necessárias para defesa dos interesses do setor.


 

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Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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Fonte: MAPA GOV
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Em Bruxelas, Tereza Cristina reúne-se com autoridades da Comissão Europeia

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) encontrou-se nesta quarta-feira (26), em Bruxelas, com autoridades da Comissão Europeia. A primeira reunião foi com o comissário Vytenis Andriukaitis, responsável pela Direção-Geral de Saúde e Segurança dos Alimentos.  No segundo encontro, a ministra esteve com o comissário europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan. As duas agendas enquadram-se nas tratativas com vistas ao acordo Mercosul-União Europeia, em discussão esta semana na Bélgica.

Na conversa com Andriukaitis, foram tratados também temas bilaterais. A ministra destacou que o Ministério da Agricultura avançou muito na governança e transparência de seus processos de controle sanitário. E destacou que o Brasil hoje exporta alimentos de qualidade para 160 países, inclusive os da União Europeia. Foram na ocasião atualizadas as conversas sobre a pauta de exportações.

Pelo Twitter, Andriukaitis mencionou o encontro e disse ser importante a continuação do diálogo sobre segurança dos alimentos. 

 

Já com o comissário Phil Hogan, o Brasil repassou as  propostas comerciais que estão na mesa de negociação do Mercosul e da União Europeia. Depois, Tereza Cristina esteve com seus colegas ministros do Mercosul na embaixada da Argentina.

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A ministra se encontrou ainda com o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, que chegou hoje a Bruxelas para as rodadas de alto nível com a UE.

Na véspera, a ministra e as equipes do Mapa e do Itamaraty se reuniram com o setor privado brasileiro. O encontro teve o objetivo de ouvir e esclarecer as dúvidas dos representantes dos produtores de carnes, açúcar, etanol, frutas, lácteos, tabaco e defensivos agrícolas.

Histórico

Desde 1999, os integrantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e os 28 países da União Europeia negociam um acordo de livre comércio, que poderá ter mais de 770 milhões de consumidores.

Em 2018, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) entre Mercosul e União Europeia resultou em US$ 94 bilhões, conforme estatísticas internacionais de comércio. O bloco europeu é o segundo maior parceiro comercial do bloco sul-americano, ficando atrás apenas da China (US$ 120 bilhões, corrente comercial com o Mercosul no mesmo ano).

Os sul-americanos vendem, principalmente, produtos agropecuários. Já os europeus exportam produtos industriais, como autopeças, veículos e farmacêuticos.

No ano passado, as exportações agrícolas brasileiras totalizaram US$ 13,6 bilhões para a União Europeia. O farelo de soja lidera a lista (US$ 3,4 bilhões). As importações do Brasil resultaram em US$ 2,2 bilhões, principalmente de azeite (US$ 362,5 milhões) e vinhos (US$ 156,6 milhões) dos europeus.


Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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Fonte: MAPA GOV
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Ranking da FAO mostra que uso de defensivos no Brasil é menor que em diversos países da Europa

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O Brasil aparece em 44º posição em um ranking da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre uso de defensivos agrícolas. Segundo os dados da entidade, o consumo relativo no país foi de 4,31 quilos de defensivos por hectare cultivado em 2016.

Entre os países europeus que utilizam mais defensivos que o Brasil, aparecem Países Baixos (9,38 kg/ha), Bélgica (6,89 kg/ha), Itália (6,66 kg/ha), Montenegro (6,43 kg/ha), Irlanda (5,78 kg/ha), Portugal (5,63 kg/ha), Suíça (5,07 kg/ha) e Eslovênia (4,86 kg/ha).

Os números constam do sistema FAOSTAT, o banco de dados da FAO que fornece estatísticas de 245 países desde 1961 sobre alimentos e agricultura. Logo após o Brasil aparecem a Alemanha, em 47º lugar, a França, em 48º e a Espanha, em 49º.

Sob o critério de consumo de defensivos em função da produção agrícola, o Brasil aparece em 58º lugar, com uso de 0,28 quilos de defensivo por tonelada de produtos agrícolas. No balanço, foram utilizados os valores de produção de grãos, fibras, frutas, pulses, raízes e nozes e o consumo total de defensivos disponíveis no portal de estatísticas da FAO.

Nesse ranking, estão na frente do Brasil países como Portugal (0,66), Itália (0,44), Eslovênia (0,36), Espanha (0,35), Suíça (0,34), Países Baixos (0,29) e Grécia (0,30). Em 59º lugar aparece a França, com uso de 0,26 quilos de defensivos por tonelada de produtos agrícolas.

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O consumo de defensivos no Brasil é influenciado pela ocorrência de duas ou três safras ao ano (cultivos de inverno e safrinha). Por causa disso, aqui é preciso usar defensivos para o controle de pragas mesmo em safras de inverno e na safrinha, pois não há quebra do ciclo de reprodução, em função das condições tropicais da agricultura brasileira, enquanto que em regiões de clima temperado as pragas são inativadas nos períodos de frio.

Qualidade

Segundo o presidente da Comissão Codex Alimentarius, Guilherme Costa, o Brasil exporta seus produtos agrícolas para 160 países e atende a todos os critérios de qualidade estabelecidos pelos importadores.

“Há todo um trabalho de controle que é exercido pelo setor privado e um trabalho de verificação muito bem feito que é exercido pelo governo no sentido de atender a essas legislações internacionais e também muitas vezes atender a determinadas exigências de alguns países importadores que às vezes estabelecem limites mais restritivos que as legislações internacionais e o nosso país atende isso de uma maneira muito profissional e dando a segurança necessária para os consumidores.”, diz Costa, que também é adido agrícola do Brasil junto à União Europeia, em Bruxelas.

O Codex Alimentarius é um programa conjunto da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), criado em 1963, com o objetivo de estabelecer normas internacionais na área de alimentos.


Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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Fonte: MAPA GOV
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