conecte-se conosco


BemRural

Ministério lança concurso para selecionar empreendimentos inovadores de Mulheres Rurais

Publicado

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou nesta terça-feira (15) o concurso Inovar para mudar – a autonomia das #MulheresRurais e sua contribuição para reduzir a pobreza e a insegurança alimentar. A iniciativa integra a 4ª edição da Campanha Regional Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo em parceria com a ONU e outras instituições.

O lançamento foi realizado em Brasília, no auditório do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, no âmbito das atividades de celebração do Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro) promovidas pela Agência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e parceiros.

A Coordenadora da Campanha no Brasil, Geise Mascarenhas, ressaltou que a iniciativa pretende dar visibilidade às trabalhadoras do campo e divulgar contribuição delas para a diversidade da produção de alimentos e para o desenvolvimento sustentável.

“A gente quer encontrar produtos e serviços que contribuam para o desenvolvimento dos territórios, para a redução da pobreza rural e promovam a segurança alimentar e nutricional, acesso a recursos produtivos, saúde e bem-estar social e comunidades sustentáveis, com foco na biodiversidade”, disse Geise durante o lançamento.

A coordenadora comentou ainda que a campanha atende às cláusulas estabelecidas pelo acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia, que prevê maior participação de mulheres nas relações comerciais.

Campanha das Mulheres Rurais foi apresentada durante semana de celebração do Dia Mundial da Alimentação promovida pela FAO. Na foto, a apresentadora Bela Gil ao lado da coordenadora Geise Mascarenhas. Foto: Unicopas

Autonomia econômica

O concurso tem por objetivo destacar soluções empreendidas por mulheres considerando especialmente as experiências lideradas por mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

Serão selecionadas práticas individuais ou coletivas inovadoras voltadas para a autonomia econômica das mulheres rurais e que tenham contribuído para melhorar a qualidade de vida e o atendimento às necessidades humanas fundamentais das mulheres e de suas comunidades.

O edital do concurso considera inovação como a implementação de uma novidade ou melhora (tecnológica ou não tecnológica) em produtos (bens ou serviços), processos, formas de mercado ou formas de organização. As iniciativas devem buscar ainda igualdade de oportunidades na perspectiva de um desenvolvimento socioeconômico menos desigual e ambientalmente saudável.

Inscrições

O prazo para candidatura estará aberto até 15 de janeiro de 2020. Para se inscrever, as candidatas devem preencher um formulário online.

A inscrição é de graça e as candidatas podem contar com o apoio de profissionais de qualquer instituição ou organização que trabalhe com assistência técnica e apoio às mulheres rurais.

Categorias

O concurso tem duas categorias de seleção: empreendimentos de mulheres individuais coletivos. O empreendimento rural ou organização de agricultoras deve pertencer a uma mulher ou a um grupo (somente) de mulheres.

As experiências sobre a autonomia econômica das mulheres rurais poderão estar relacionadas ao desenvolvimento de produtos saudáveis e artesanais, tradicionais e agroecológicos. Por produto rural entende-se qualquer bem material que possa satisfazer uma necessidade ou o desejo de um consumidor.

O concurso considera os produtos produzidos pelas mulheres rurais tendo por base matérias-primas agrícolas, como hortaliças processadas e produtos extrativistas (geleias, conservas, doces, bebidas); processados de origem animal (laticínios, suínos e apicultura); de origem vegetal (farinhas, oleaginosos, licores, castanhas); e artesanato (têxtil, ourivesaria, marcenaria, cerâmica), entre outros.

Também poderão se candidatar empreendimentos que desenvolvem serviços rurais, como comércio; distribuição; industrialização, agroturismo ou outras atividades que destacam as tradições e patrimônio cultural das mulheres rurais e que contribuam para o desenvolvimento sustentável local.

Prêmio

O empreendimento ou mulher vencedora receberá uma cesta de produtos e serviços prestados pela Moeda, equivalente ao valor de R$ 20 mil. A Moeda é uma empresa multinacional que seleciona Projetos Semente e facilita acesso a financiamento e dá apoio em áreas técnicas, de negócios e de sustentabilidade para empreendedores com projetos de impacto social.

Entre os produtos e serviços oferecidos na cesta prêmio estão: assessoria de marketing, que inclui desenvolvimento de visual, consultoria em redes sociais, criação ou revisão de marca e rótulo; estudos de viabilidade financeira e econômica do produto; e participação com destaque no marketing place da Moeda.

Apenas um empreendimento (individual ou coletivo) será premiado com a cesta. As outras iniciativas que atingirem os critérios de pontuação receberão menção honrosa.

A cerimônia de premiação está prevista para ocorrer em março de 2020 durante a 13ª Cúpula Hemisférica de Prefeitos e Governos Locais, que será realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), em Recife (PE).

Para esclarecimentos de dúvidas, é possível entrar em contato com a coordenação da campanha pelo e-mail: [email protected] ou pelo telefone: (61) 3218.3756

 

Comentários Facebook

BemRural

Mais de 700 estabelecimentos já foram habilitados a exportar para 24 países

Publicado

por


.

Mais de 700 estabelecimentos foram habilitados a exportar produtos agropecuários para 24 países desde janeiro de 2019. No início desta semana, mais quatro unidades frigoríficas de aves e uma de suínos foram credenciadas e irão vender as carnes do Brasil ao Vietnã.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemora a ampliação das habilitações para mais um país. “Isso mostra que o mundo olha o Brasil como grande fornecedor de alimentos, supridor de alimentos”, destaca.

As novas plantas frigoríficas de aves aptas a exportar para o Vietnã estão localizadas nos estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Já as suínas, em Minas Gerais.

As exportações de produtos agrícolas para o Vietnã, em 2019, somaram US$ 27,5 bilhões. Em 2018, totalizaram US $ 22,6 bilhões.

Abertura de mercados

Desde janeiro de 2019, o Brasil abriu 65 mercados para produtos agropecuários, sendo 30 aberturas registradas somente este ano.

No último dia 25 de maio, a Tailândia, por exemplo, comunicou que irá importar carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis de bovino do Brasil, mercado com potencial de receita de US$ 100 milhões nos próximos anos. O país também abriu seu mercado para os lácteos brasileiros.

Já no início do mês passado, o governo das Filipinas credenciou estabelecimentos de carnes bovinas (Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais, Tocantins e Pará), de aves (Paraná, Santa Catarina e rio Grande do Sul), de peru (Rio Grande do Sul) e suína (Santa Catarina).

Outros novos mercados são castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil (castanha-do-Pará) para Arábia Saudita, material genético avícola para diversos países e milho de pipoca para Colômbia.

As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês. O recorde anterior das vendas externas neste mês ocorreu em abril de 2013, quando as exportações somaram US$ 9,65 bilhões.

PIB agropecuário

A agropecuária apresentou crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2020 em comparação ao quarto trimestre de 2019, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país. O setor foi o único da atividade econômica nacional a crescer no período analisado.

Em relação a igual período do ano anterior, no caso primeiro trimestre, a agropecuária teve crescimento de 1,9%.

Informações à imprensa
Inez De Podestà
[email protected]

Comentários Facebook
Continue lendo

BemRural

Estão disponíveis as agromensais de Maio/2020

Publicado

por


.

Cepea, 04/06/2020 – Neste mês, confira:

AÇÚCAR: O Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) acumulou alta de 1,12% em maio, fechando a R$ 76,79/saca de 50 kg no dia 29. A média mensal foi de R$ 74,79/saca de 50 kg, 3,36% inferior à de abril (R$ 77,38/saca de 50 kg), mas 8,23% acima da média de maio/19 (R$ 69,10/saca de 50 kg), em termos nominais. Leia mais.

ALGODÃO: As negociações envolvendo o algodão em pluma estiveram lentas e limitadas a poucos volumes ao longo de maio, mas, ainda assim, mostraram certa reação frente à fraca movimentação de abril. Quanto aos preços, depois de registrarem forte baixa de 6,3% em abril, se firmaram e fecharam maio com pequena recuperação. Leia mais.

ARROZ: O mercado de arroz em casca em maio foi marcado por movimentos distintos. Na primeira quinzena do mês, indústrias e beneficiadoras estiveram mais ativas nas negociações, devido à concorrência com a exportação (com dólar elevado) e à demanda interna aquecida para o arroz beneficiado. Leia mais.

BOI: O mercado externo aquecido e a oferta restrita de animais prontos para o abate neste período de entressafra nacional sustentaram os preços da arroba do boi gordo em praticamente todo o mês de maio. Leia mais.

CAFÉ: As cotações domésticas do café arábica oscilaram fortemente em maio. No começo do mês, os valores foram impulsionados especialmente pela oferta restrita e pela elevação do dólar (que se aproximou dos R$ 6,00). Assim, no dia 8, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, atingiu R$ 597,52/saca de 60 kg, o maior patamar real diário desde 3 de fevereiro de 2017 (IGP-DI de abr/20). Leia mais.

 

ETANOL: Em maio, os preços dos etanóis subiram no estado de São Paulo, recuperando apenas parte das perdas registradas entre março e abril. A sustentação aos valores veio da volta, ainda que gradativa, do consumo em alguns importantes polos consumidores do País. Leia mais.

 
FRANGO:
O mercado de carne de frango registrou movimentos distintos entre as negociações domésticas e as exportações em maio. Enquanto as vendas nacionais foram marcadas pela menor liquidez, por aumento nos estoques e por consequente queda nos preços, as exportações estiveram aquecidas, registrando o maior volume de proteína avícola escoado pelo Brasil desde julho de 2018. Leia mais.

MILHO: Os preços de milho apresentaram comportamentos distintos em maio. No início do mês, as cotações foram impulsionadas pelas incertezas quanto ao desenvolvimento das lavouras de segunda safra, em função da irregularidade das chuvas nas principais regiões produtoras. Leia mais.

 

OVINOS: Em maio, tanto as cotações do cordeiro vivo quanto da carcaça estiveram em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. De acordo com colaboradores, as desvalorizações dos produtos de origem ovina foram influenciadas pela retração da demanda – a atual crise por causa da pandemia de covid-19 parece começar a reduzir o poder de compra de parte da população, que, por sua vez, pode estar adquirindo proteínas mais competitivas. Leia mais.

SOJA: Os preços da soja renovaram as máximas nominais em algumas regiões levantadas pelo Cepea, especialmente nos portos. Algumas praças do interior do País também registraram altas intensas nos valores pagos ao produtor (preços de balcão) em maio. Leia mais.

 
TRIGO: As estimativas brasileira e mundial de trigo seguem otimistas, e, no Brasil, os preços atrativos devem resultar em maior área com a cultura. Na última semana do mês de maio, o clima favoreceu, e o cultivo da nova safra de trigo avançou no Sul do País. Leia mais.

Fonte: CEPEA

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana