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Saúde

Meta da ButanVac é abranger mutações do coronavírus, diz gerente da Anvisa

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Meta da ButanVac é abranger mutações do coronavírus, diz gerente da Anvisa
Reprodução/Flickr

Meta da ButanVac é abranger mutações do coronavírus, diz gerente da Anvisa


A proposta da  ButanVac, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para início dos testes clínicos em humanos, é ser mais flexível e abrangente em relação a variantes do coronavírus. A afirmação é de Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da Anvisa. Segundo ele, a autorização concedida ao Instituto Butantan já corresponde às Fases 1 e 2 de desenvolvimento de vacinas, que foram divididas em três etapas de aplicação.

Desde março de 2020, quando a Covid-19 se instalou no país, surgiram pelo menos cinco novas cepas de maior disseminação no mundo, nomeadas pela Organização Mundial da Saúde como Alpha (Reino Unido), Beta (sul-africana), Delta (Índia), Gama e Zeta (Brasil).

“O protótipo vai ter um tipo de antígeno e spike mais abrangente. Na prática, é um vírus (inativado) mais mutado”, explica Mendes.

“Quando a CoronaVac foi desenvolvida não havia ainda variantes. Agora temos mais conhecimento do vírus e isso ajuda a busca por melhores resultados.”

A primeira etapa do estudo prevê a participação de 400 pessoas — metade receberá a ButanVac, metade placebo (substância inócua).

Todos os participantes terão 18 anos de idade ou mais e não deverão apresentar comorbidades. Os 200 que receberão a vacina serão divididos em três subgrupos — cada um receberá uma dosagem diferente do princípio ativo. A segunda dose da vacina deverá ser aplicada 28 dias depois.

Nesta primeira etapa será avaliada a segurança do imunizante, com registro de eventuais reações adversas, e a resposta imune, que é a capacidade de gerar anticorpos para o coronavírus nas diferentes dosagens. Em média, ela deve durar cerca de 40 dias.

“A máxima da farmacologia é alcançar a melhor resposta com a menor dose”, explica Mendes.

Na segunda etapa, já com a definição da melhor dose, a vacina deverá ser aplicada num número maior de pessoas. Segundo Mendes, o principal é garantir a rastreabilidade dos imunizados e a confiabilidade dos dados. Terão de ser apresentados, além do resultado do estudo, laudos e fichas clínicas dos participantes.

Mendes afirma que, terminadas as etapas, a ButanVac vai direto para a Fase 3, que envolve a aplicação num número bem maior de pessoas. No total, o estudo deve envolver 6 mil pessoas.

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“Há um otimismo no mercado que, até o início da Fase 3, seja definido o anticorpo correlato de proteção, o anticorpo padrão ouro contra a Covid-19. Esse correlato ainda não foi definido e depende do avanço no conhecimento da doença e da vacina”, diz ele.

Caso o anticorpo padrão ouro seja definido antes do início da Fase 3, o estudo poderia ser simplificado.

“O anticorpo padrão ouro é aquele que dá à comunidade científica a certeza de neutralizar todas as variantes. Quando ele é definido, o tempo de desenvolvimento encurta”, explica.

Eficácia mínima tem de ser 50%

Para receber aprovação definitiva da Anvisa, a ButanVac deverá ter eficácia de, no mínimo, 50%, assim como ocorreu com os demais imunizantes em uso no país.

O gerente da Anvisa afirma que o prazo para avaliar a ButanVac não depende do órgão, mas do andamento dos trabalhos do Instituto Butantan. “São vários fatores que interferem no ritmo, como o recrutamento de pessoas. Cada vez fica mais difícil, pois as pessoas estão sendo vacinadas e sabem que já há vacinas no mercado”.

Mendes afirma que a Anvisa se preparou para aprovar vacinas e medicamentos com maior rapidez, sem abrir mão dos controles necessários, adotando novas normas administrativas e regulatórias. Segundo ele, a cada 15 dias, representantes das agências regulatórias de vários países se reúnem para discutir temas relacionados à pandemia.

“Temos de dar respostas rápidas sem abrir mão de critérios rígidos. Aprendemos a lidar com a pressão atuando com transparência”, diz ele.

Procurado pelo GLOBO, o Butantan informou que aguarda o recebimento do comunicado especial de autorização para o início da primeira fase de testes, e do termo de compromisso referente aos dados complementares de qualidade da vacina que o instituto deverá enviar ao órgão regulador antes de iniciar a vacinação de voluntários. Mendes afirmou que os documentos que faltam são administrativos e não impactam o início dos testes da ButanVac.

A produção da ButanVac foi iniciada em abril. A principal novidade da ButanVac é que ela não dependerá da importação de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que tem atrasado a fabricação da CoronaVac, pelo Butantan, e a vacina da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O imunizante usa um vetor viral para induzir a imunidade, a exemplo das vacinas de Oxford/AstraZeneca e da Janssen. A diferença é que é produzida dentro de ovos de galinha, tecnologia segura e barata usada no imunizante contra a gripe. O Butantan pretende utilizar 20 milhões de ovos para fabricar 40 milhões de doses.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

São Paulo muda calendário de vacinação contra Covid-19 por falta de doses

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Calendário de vacinação muda em São Paulo por causa da falta de doses
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Calendário de vacinação muda em São Paulo por causa da falta de doses


Na segunda-feira (22), mais de 300 UBSs da cidade de São Paulo interromperam a vacinação  por falta de vacinas contra a Covid-19. Nesta terça, a  aplicação da primeira dose do imunizante foi suspensa na capital, que mudou seu cronograma desta semana.

A Secretaria Municipal de Saúde alterou o calendário na cidade e, agora, pessoas de 49 anos serão vacinadas na quarta-feira (22); pessoas com 48 anos, na quinta-feira (24); pessoas com 45 a 47 anos serão vacinadas na sexta-feira (25) e no sábado (26). 

No sábado também será feita a repescagem de pessoas de 45 a 49 que não compareceram aos postos de vacinação durante a semana. A partir de segunda-feira (28), o calendário volta à normalidade e a vacinação será para pessoas de 44 anos.

Em entrevista à rádio Eldorado, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, disse que os pontos de vacinação já começaram a ser restabelecidos para possibilitar a retomada da imunização na quarta.

Segundo previsão do governo estadual de São Paulo, toda a população adulta do estado terá recebido ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19 até 15 de setembro. Na última sexta (18), a  prefeitura da capital autorizou que pessoas com mais de 18 anos se cadastrassem na “xepa da vacina” para receber doses remanescentes.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Socorro! Engoli meu dente provisório ou restauração dental

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Engoli meu dente provisório ou restauração: o que devo fazer?
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Engoli meu dente provisório ou restauração: o que devo fazer?


Isso é o suficiente para deixar qualquer um um pouco paranóico sobre engolir acidentalmente uma restauração, ou um dente provisório.

Felizmente a probabilidade de engolir acidentalmente um pedaço de dente é raro, mas é importante saber como lidar com isso se o fizer.

O dente provisório é aquele dente em que está no local somente durante um tratamento odontológico e que como o nome diz “provisório”. Seu dentista irá removê-lo para colocar um definitivo, provavelmente em porcelana ou resina em que está sendo feito no laboratório de prótese e isso pode levar alguns dias.

Seu dentista irá te orientar para ter uma alimentação com cuidado no local para ele não se soltar sem querer no período em que estará com ele. Mas às vezes mesmo tomando os cuidados ele pode cair e sem perceber podemos engolir ele. 

O risco de engolir acidentalmente não se aplica apenas aos provisórios. Os pacientes engolem, obturações, braquetes de aparelho e outros objetos colocados na boca. As mesmas regras para procurar ajuda médica se aplicam em todos os casos.

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Não entre em pânico se engolir algo.

Engolir uma restauração ou um provisório pode parecer uma situação terrível, mas não é tão grave na maioria dos casos, diz o Dr. Bruno Puglisi

Qualquer coisa pequena será excretada em um ou dois dias após a ingestão. Comer alimentos ricos em fibras, pode ajudar nesse processo.

“Contanto que não seja levado para o pulmão, na maioria das vezes ele vai passar direto”, diz Dr Bruno Puglisi. “Especialmente se for uma peça pequena e não afiada, como um dente  provisório”.

Se ao engolir você perceber que está tendo dificuldade para respirar, isso pode significar que o dente ou objeto foi para o pulmão.

Um primeiro passo para remover o objeto é tentar induzir a pessoa a tossir. Se isso não funcionar, uma intervenção médica será necessária, seja por broncoscopia (uma câmera será introduzida para examinar as vias respiratórias). Quase todos os corpos estranhos podem ser removidos das vias aéreas por um broncoscópio. Ou como último recurso, por cirurgia. Se houver infecção, antibióticos devem ser admininistrados para evitar uma pneumonia por aspiração.

A cirurgia é necessária em menos de 1% desses casos. Mesmo que seja necessária uma cirurgia para remover qualquer objeto, ela não é grande o suficiente para causar danos permanentes ao seu corpo.

Fonte: IG SAÚDE

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