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Economia

Mercado teme inexperiência de novo presidente da Petrobras

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José Mauro Ferreira Coelho: ex-secretário do MME será indicado pelo governo para comandar a Petrobras
Jefferson Rudy / Agência Senado/7-10-2019

José Mauro Ferreira Coelho: ex-secretário do MME será indicado pelo governo para comandar a Petrobras

O mercado reagiu com cautela à indicação pelo governo de novos nomes para o Conselho de Administração da Petrobras, na quarta-feira (6), após o fechamento dos pregões.

De um lado, analistas esperam o fim da “crise da sucessão” na estatal com nomes de reconhecido perfil técnico de José Mauro Ferreira Coelho (apontado para presidir a estatal) e de Marcio Weber (designado para chefiar o conselho).

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De outro, lembram a falta de experiência de José Mauro em cargos executivos e das incertezas que ainda rondam a companhia após a cobrança do presidente Jair Bolsonaro em relação à política de preços.

Rodrigo Crespi, da Guide Investimentos, pondera que a reação dos investidores não deve ser tão negativa como quando o governo optou por um militar para ocupar o cargo, mas o temor do risco de ingerência na companhia permanece:

“Precisamos entender o que José Mauro pensa sobre política de paridade internacional”, afirmou, em referência ao repasse aos preços cobrados na refinaria da flutuação do petróleo e do dólar, modelo que guia os reajustes da Petrobras.

José Mauro já defendeu esse alinhamento de preços no passado. A dúvida dos investidores é como reagirá a partir de agora no comando da estatal.

Marcio Felix, ex-secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, destacou a experiência de José Mauro no setor de óleo e gás.

“O José Mauro é um servidor público exemplar e especialista com doutorado no setor de óleo, gás e energia e relevantes serviços prestados na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Ministério de Minas e Energia (MME) e Pré-Sal Petróleo SA (PPSA).”

 Weber bem aceito

Um executivo do setor mencionou, porém, que mesmo com vasta experiência no setor e visão integrada de energia, José Mauro terá uma espécie de mandato-tampão em razão das incertezas envolvendo a eleição deste ano.

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Um outro executivo do setor de petróleo, que pediu para não ser identificado, afirmou que José Mauro tem conhecimento da área, com ampla passagem pelo setor público, mas não tem experiência na condução de empresas, sobretudo de uma estatal de grande porte e complexidade, como a Petrobras.

Ele resumiu dizendo que resta saber se ele terá pulso para pilotar a Petrobras, que comparou a um transatlântico. A preocupação é se ele vai conseguir “virar a chave” na transição entre setor público e privado, em um cenário de preços de combustíveis em alta e pressão do governo em ano eleitoral.

Já a indicação de Márcio Andrade Weber para a presidente do Conselho de Administração da Petrobras é elogiada por representantes do setor de petróleo. Ele tem experiência, já foi da Petrobras e é conselheiro, disseram especialistas. 

Para o economista Álvaro Bandeira, o mercado deve receber bem a indicação por se tratar de alguém do setor e com experiência, mas pondera que a empresa paga o preço de constantes trocas de comando.

Marco Saravalle, sócio do SaraInvest, avalia que os dois indicados devem manter a política de preços:

” Eles devem ser bem recebidos pelo mercado. São dois nomes bem ligados à parte estatal, mas o importante é ter uma leitura de que são pessoas técnicas, capazes e que vão respeitar a governança. O mais difícil era atender os pré-requisitos para ocupar essas posições.”

Ilan Arbetman, da Ativa Research, avalia que o mercado não verá ruptura no perfil dos executivos com os fundamentos da empresa:

“Além de perfil técnico, ele dispõe de boa interligação com o Executivo, detendo bom relacionamento com o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia). Para a presidência do conselho, o MME recorreu a uma solução simples e efetiva, indicando Márcio Weber, nome já submetido ao crivo regulatório da empresa.”

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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