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Economia

Mercado reage bem ao presidente da Petrobras e ações sobem nos EUA

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José Mauro Ferreira Coelho: ex-secretário do MME será indicado pelo governo para comandar a Petrobras
Jefferson Rudy / Agência Senado/7-10-2019

José Mauro Ferreira Coelho: ex-secretário do MME será indicado pelo governo para comandar a Petrobras

Diante do anúncio do ex-secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Ferreira Coelho, para a presidência da Petrobras, os papéis da estatal nos Estados Unidos apresentaram leve alta na negociação após o fechamento de mercado.

As ADRs da companhia — recibos de ações negociados nos EUA —, que haviam fechado o dia com queda de 0,87%, subiram depois 0,14%.

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Samuel Chagas, assessor da 3A Investimentos, diz que é cedo para calcular o impacto do anúncio no mercado financeiro. Apesar de considerar Adriano Pires como um candidato mais bem preparado, opina que Coelho tem o mínimo de sustentação técnica, diferentemente do General Silva e Luna.

 “O que mais causa problema no mercado de negócios é a incerteza. Ter dado uma definição agora já é positivo”, acrescenta.

No Brasil, o mercado fechou ainda na expectativa do anúncio de um novo nome para a principal cadeira da Petrobras. Diante também da queda de mais de 5% no preço do barril de petróleo Brent, as ações ordinárias da estatal (PETR3) subiram 0,32% e as preferenciais (PETR4) caíram 0,09% na Bolsa de São Paulo.

Dúvida sobre posicionamento

Pouco se sabe ainda sobre o mais novo indicado. Coelho é presidente do Conselho de Administração da PPSA, estatal que cuida da comercialização de óleo e gás que o governo tem direito em contratos do pré-sal, e já foi secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia.

Ainda não é claro o seu posicionamento sobre a política de preços adotada atualmente pela Petrobras, com base em paridade internacional.

Segundo a colunista do GLOBO Miriam Leitão, durante o período em que atuou na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), durante o governo Lula, o José Mauro Coelho ajudou a concretizar a mudança do modelo de exploração de petróleo para o formato de partilha. A alteração foi fortemente criticada pelo setor por mudar regras já consolidadas.

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Para Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos, a reação dos investidores não deve ser tão negativa como quando um militar foi indicado para ocupar o cargo. No entanto, pelo histórico de experiências no setor público, avalia que Coelho pode estar mais suscetível a influências de Bolsonaro para mudar a política dos combustíveis.

“Acho que Pires era alguém mais técnico, que agradaria mais ao mercado. Precisamos entender o que Coelho pensa da Política de Paridade Internacional”, opina.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, sugere que o novo indicado é um nome que não anima o mercado:

“É alguém que já participou do governo e, por divergências, acabou saindo. Talvez seja alguém que consiga dar um direcionamento para a empresa que não fuja do controle do Estado. Então, as ADRs não trazem grande reflexo. Se a gente pensar, temos eleição ali na frente. Até onde esse novo presidente vai ficar na Petrobras?”

Solução doméstica

O economista Álvaro Bandeira, por sua vez, acredita que o mercado vá receber bem o nome, por ser uma pessoa com experiência no ramo e sem conflito de interesses. Apesar disso, afirma que é negativo para a imagem da estatal ter tantas trocas de comando num período tão curto.

Sobre a indicação de Marcio Andrade Weber, que já é conselheiro da estatal, para a presidência do Conselho de Administração da empresa, avalia que “a mensagem é de continuidade”.

Marco Saravalle, sócio do SaraInvest, tem posição semelhante:

“Acho que eles devem ser bem recebidos pelo mercado. São dois nomes bem ligados à parte estatal, mas o importante é ter uma leitura de que são pessoas técnicas, capazes e que vão respeitar a governança. O mais difícil era atender os pré-requisitos para ocupar essas posições.”

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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