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Economia

Menos da metade da população adulta tem emprego, diz IBGE; desocupação é recorde

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Aaron Favila/Agência Pública

Menos da metade da população adulta brasileira tinha emprego ao final do segundo trimestre, segundo o IBGE

97.256 mortes, 2.859.073 casos confirmados  e 8,9 milhões de demitidos . O saldo da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil é desolador, crítico e preocupante. Se outrora o debate tinha como foco a “disputa” entre preservar vidas ou a economia, hoje vê-se que o País foi absolutamente incapaz de lidar com qualquer dos aspectos. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (6), menos da metade (47,9%) da população com idade para trabalhar no Brasil tem um emprego. A desocupação é recorde e não há perspectiva de melhora.

O nível de ocupação da população adulta, 47,9%, é o menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A taxa de desemprego, porém, ainda não reflete as 8,9 milhões de demissões no segundo trimestre. Para o instituto de pesquisa, só é desempregado aquele que procura emprego, e como muitos não conseguem nem sair de casa em busca de uma vaga por conta da pandemia, os números não sobem com a mesma velocidade que as demissões.

Hoje, a população ocupada no Brasil é de 83,3 milhões de pessoas, número que era de 92,2 milhões ao final do primeiro trimestre.

Ao todo, 5,2 milhões de pessoas entraram no grupo chamado “força de trabalho potencial”, que reúne pessoas que não trabalhavam nem estavam procurando emprego no segundo trimestre. Com esse importante crescimento, o grupo chega agora a 13,5 milhões de pessoas. 5,7 milhões desse total são desalentados , ou seja, aqueles que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas não procuraram emprego. No período, o desalento cresceu 19,1%, com 913 mil brasileiros a mais vivendo essa situação.

CLTs, informais ou por conta própria: onde a queda é maior?

Entre os trabalhadores com carteira assinada , os CLTs, 2,9 milhões perderam emprego, queda de 8,9%. Agora, há 30,2 milhões de pessoas empregadas com carteira no Brasil, o menor nível da série histórica.

O trabalho informal, muito afetado pela pandemia e em grande parte sustentado pelo auxílio emergencial de R$ 600 nesses últimos meses, perdeu 2,4 milhões de trabalhadores. O grupo reúne agora 8,6 milhões de pessoas. A queda, de 21,8%, é maior do que entre os CLTs e os trabalhadores por conta própria.

O grupo das pessoas que trabalhavam por conta própria passou de 24,2 milhões de pessoas a 21,7 milhões, com 2,5 milhões desocupados. A queda foi de 10,3%.

Entre os setores da economia, o comércio foi o mais afetado, respondendo por 2,1 milhões das 8,9 milhões de demissões, mas todos os grupos de atividades pesquisados tiveram queda na ocupação. Na categoria Alojamento e alimentação, por exemplo, a queda foi de 25,2%, com 1,3 milhão de pessoas demitidas.

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Economia

Bolsonaro diz que Caixa deu prejuízo no governo Lula; órgão desmente

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Bolsonaro vê Lula roubar favoritismo, solta os cachorros no rival e detona: “Filho do capeta”
Kelves Araújo

Bolsonaro vê Lula roubar favoritismo, solta os cachorros no rival e detona: “Filho do capeta”


Na última quinta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) disse, acompanhado pelo presidente da Caixa Econômica Federal , Pedro Guimarães, que “a Caixa, com o ladrão de nove dedos , dava prejuízo . Agora, em nosso governo, traz mais do que lucro , traz benefícios ao povo brasileiro”. A declaração era um ataque ao ex-presidente Lula , que recentemente voltou a ser elegível e disparou na frente de Bolsonaro nas intenções de voto .

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) concluiu um levantamento que mostra que a Caixa Econômica Federal vem registrando lucro em todos os anos, desde 2003. O estudo, produzido a pedido da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), detalha os resultados do banco público ao longo de quase duas décadas.

Em valores atualizados, a empresa contabilizou um lucro líquido acumulado de R$ 39,7 bilhões durante o governo Lula (2003 a 2010), de R$ 51 bilhões no governo Dilma (2011 a 2016) e de R$ 25,4 bilhões no governo Temer (2017 e 2018). 


Em 2019 e 2020,o lucro acumulado foi de R$ 35,1 bilhões. Este montante, contudo, inclui valores decorrentes da venda de ativos da estatal. “O resultado de 2019, por exemplo, foi fortemente influenciado pela venda de Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) e de ações da Petrobras”, explica Sergio Lisboa, economista do Dieese. “Do lucro de R$ 22 bilhões (em 2019), aproximadamente R$ 15 bi são referentes à venda de ativos que a Caixa tinha, a exemplo de ações da Petrobras, do IRB [Instituto de Resseguros do Brasil] e do Banco Pan, entre outras”, acrescenta. 

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De acordo com o economista, dos R$ 13,1 bilhões de lucro líquido registrados pelo banco ano passado, R$ 5,9 bilhões foram resultado de recursos oriundos da Caixa Seguridade. “Em razão de acordos operacionais que ocasionaram a renovação e formalização de novos contratos”, detalha Lisboa. 

O diretor de Formação da Fenae, Jair Ferreira, emenda: “Não foi a atividade bancária que gerou os resultados em 2019 e 2020”.

Conforme observa Jair Ferreira, o lucro contabilizado pela estatal nos dois primeiros anos do atual governo é resultado não só da venda de ativos como também da redução do papel social da Caixa. “Não mostra que a empresa está se expandindo e gerando empregos; mas, sim, que está se desfazendo de ativos fundamentais”, ressalta.

Ferreira pontua que, a exemplo do que ocorreu com o BB Seguridade [braço de seguros do Banco do Brasil], em um primeiro momento o lucro é inflado pela venda dos ativos. “Mas, nos anos seguintes, o resultado cai substancialmente por conta da ausência dos resultados produzidos por tais ativos”, explica.

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, destaca que a Caixa vem sendo claramente enfraquecida na gestão Bolsonaro. Além da venda de ações da Caixa Seguridade no final do último mês de abril, o governo prevê a privatização de outros braços estratégicas e rentáveis da estatal. Além da Seguridade e do futuro Banco Digital, a direção da Caixa Econômica atua para a venda de outros segmentos estratégicos e rentáveis do banco, como as áreas de Cartões, Gestão de Recursos e até as Loterias Federais.

“Estão entregando para o mercado um patrimônio que deveria ser mantido nas mãos do país, dos brasileiros, em benefício principalmente à população mais carente, que sempre teve a Caixa como o banco da habitação, da infraestrutura, da saúde, do crédito popular e do financiamento estudantil”, acrescenta Takemoto.

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Economia

Fórum Econômico Mundial cancela reunião de agosto devido a pandemia

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O Fórum Econômico Mundial reúne anualmente políticos e empresários influentes para discutir questões mundiais.
Foto: Fabrice Coffrini/AFP

O Fórum Econômico Mundial reúne anualmente políticos e empresários influentes para discutir questões mundiais.


O Fórum Econômico Mundial ( FEM )  anunciou, nesta segunda-feira (17), que a reunião prevista presencialmente para agosto de 2021 será cancelada devido a pandemia . Ao contrário das edições anteriores, realizadas em Davos , na Suíça, esta ocorreria em Singapura .

“Lamentavelmente, as circunstâncias trágicas que se desenrolam em todas as geografias, uma perspectiva de viagem incerta, diferentes velocidades de implementação da vacinação e a incerteza em torno de novas variantes se juntam, tornando impossível a realização de uma reunião global com líderes empresariais, governamentais e da sociedade civil de todo o mundo na escala em que foi planejada”, diz o órgão em comunicado.


O anúncio foi feito após Singapura adotar protocolos mais rígidos de distanciamento social.

No comunicado, o FEM afirma que a próxima reunião ocorrerá no primeiro semestre de 2022 em local a ser confirmado.

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