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Economia

Mega-Sena não tem ganhadores e prêmio vai a 17 milhões para o próximo sorteio

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Brasil Econômico

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O Dia

Mega-Sena acumula e pagará R$ 43 milhões na quarta-feira

Neste sábado (16), a Mega-Sena, da Loterias Caixa, realizou o sorteio do concurso 2335. O prêmio foi de  R$ 13 milhões. Confira os números sorteados: 18 – 42 – 49 – 47 – 09 – 23

Como não houve ganhadores, o prêmio vai aumentar para cerca de R$ 17 milhões para o próximo sorteio, na próxima quarta-feira (20). O bilhete simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Como apostar online na Mega-Sena?

Para aqueles que apostarem pela internet, não é possível optar pela aposta mínima, de R$ 4,50. No site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja com uma única aposta ou mais de uma.

Para fazer uma aposta maior, com 7 números, dando uma maior chance de ganhar, o preço sobe para R$ 31,50. Outra opção para atingir o preço mínimo é fazer sete apostas simples, que juntas têm o mesmo valor, R$ 31,50. Além disso, os bolões, disponíveis online, são outra opção viável.

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Como funciona a Mega-Sena?

O concurso é realizado pela  Caixa Econômica Federal  e o vencedor pode receber milhões de reais se acertar as seis dezenas. Os sorteios ocorrem pelo menos duas vezes por semana – geralmente, às quartas-feiras e aos sábados. O apostador também pode ganhar prêmios com valor mais baixo caso acerte quatro ou cinco números, conhecidas como Quadra e Quina, respectivamente.

Na hora de jogar, o apostador pode escolher os números ou tentar a sorte com a  Surpresinha.  Esse modelo consiste na escolha automática, realizada pelo sistema, das dezenas jogadas. 

Outra opção é manter a mesma aposta por dois, quatro ou até oito sorteios consecutivos, conhecida como a  Teimosinha.

Premiação

Os prêmios costumam iniciar em, aproximadamente, R$ 3 milhões para quem acertar as seis dezenas. Dessa forma, o valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor.

Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números do volante.

O prêmio bruto da Mega-Sena corresponde a 43,35% da arrecadação. Deste valor:

  • 35% são distribuídos entre os acertadores dos seis números sorteados;
  • 19% entre os acertadores de cinco números (Quina);
  • 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra);
  • 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos terminados em zero ou cinco; e
  • 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.

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Economia

Da total autonomia ao isolamento: especialistas avaliam situação de Paulo Guedes

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Relação entre presidente e ministro esfriou após interferência na Petrobras
Isac Nóbrega

Relação entre presidente e ministro esfriou após interferência na Petrobras

A promessa feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de autonomia total para Paulo Guedes  à frente do Ministério da Economia parece ter chegado ao fim. As interferências de Bolsonaro em estatais declarações de Guedes contrariando o governo abriram precedentes para o início de embates entre a pasta econômica e o Palácio do Planalto.

Tido por Bolsonaro como peça-chave na formulação do governo federal , Paulo Guedes foi anunciado como ministro antes mesmo da vitória do então candidato do PSL vencer as eleições presidenciais de 2018. Na época, o economista não poupava esforços para orientar o então postulante à presidência da República em questões delicadas, como os altos gastos da União.

O primeiro desafio da pasta econômica foi encontrar alternativas para diminuir as dívidas e aliviar os cofres públicos. Liberal, Paulo Guedes partiu para o ataque e viu nas privatizações a fórmula para ganhar fôlego no caixa.

Não satisfeito, o ministro e sua equipe criaram um Projeto de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, para diminuir os gastos necessários e liberar uma quantia para despesas não obrigatórias . A PEC ainda prevê redução de incentivos fiscais para empresas e mudanças no funcionalismo público.

Entregue em 2019, a PEC ficou travada por ano no Congresso Nacional. Os desafios impostos pela pandemia de Covid-19 e relação conturbada entre Jair Bolsonaro e congressistas fizeram Paulo Guedes recuar nas demandas econômicas.

“Guedes é liberal, com venda de ativos e compromisso com interesses do mercado financeiro, agenda da década de 90. Redução de direitos, com reforma trabalhista, entre outras”, analisa o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Delorme Prado.

“A agenda de Bolsonaro é visão de valores, são pautas ideológicas. Preocupação de liberação do mercado de armas, intervenção de políticas de interesse ideológicos, que são pautas de seus apoiadores”, ressalta Prado. 

Um novo capítulo desse “casamento” ganhou forma, negativamente, na última semana. Irritado com os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis e temendo uma nova greve de caminhoneiros, Jair Bolsonaro demitiu Roberto Castello Branco da presidência da Petrobras . Era é o nome de confiança de Guedes. E a saída do comandante não foi bem vista por membros da pasta econômica.

A recepção da notícia pelo mercado financeiro também incomodou Guedes. Apoiador de uma relação estável com investidores para aumentar a confiança do país internacionalmente, o ministro da Economia viu a Bolsa apresentar forte queda, as ações da Petrobrás recuar e o dólar subir . Para investidores, a ação de Bolsonaro era uma interferência na estatal, indo contra os princípios de Paulo Guedes.

Foram 16 dias em silêncio: o chefe da economia do país suportou ameaças de interferência na  política de preços da Petrobras e nos valores nas contas de energia . A crise se tornou mais evidente após o vazamento de um áudio em que Guedes questiona Bolsonaro sobre as ações e afirma estar “levando um tiro” .

“Na hora em que estou ganhando a batalha, o senhor me dá um tiro”, diz o ministro no áudio.

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Após a demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública , as especulações sobre a possível saída de Guedes do governo federal ficaram mais fortes , principalmente após as ameaças em tirar secretarias Guedes para virarem ministérios – e dar cargos para indicados do centrão. Mesmo assim, ele resistiu.

Na opinião do cientista político, José Elias Domingues, o presidente deixou de dar carta branca a Guedes por influência política. No entanto, esse isolamento poderá prejudicar o andamento do governo Bolsonaro.

Saída de Guedes foi especulada em 2020, mas promessa de agenda de reformas manteve ministro no Governo
Reprodução: iG Minas Gerais

Saída de Guedes foi especulada em 2020, mas promessa de agenda de reformas manteve ministro no Governo

“Eu acho que o Guedes não dura até o fim de 2022 [fim do mandato do presidente]. Ele é um poder moderador em um governo que não mantém boas relações com outros poderes. Guedes é um liberal, mas tem interferência de Bolsonaro que tem seus interesses políticos”, explica.

“O Bolsonaro é liberal em alguns aspectos. Na campanha prometeu uma equipe técnica e que o se atualmente é a nomeação de militares em áreas não correlatas aos cargos que ocupavam. Hoje são 6 mil militares no governo. Uma hora ou outra isso chegará na [pasta da] Economia e vai quebrar mais o elo entre Bolsonaro e Guedes”, ressalta.

De fundamental para próximo a sair

O cientista político lembra da importância de Paulo Guedes para o governo federal em negociações com o Congresso Nacional. Domingues acredita que a agilidade do legislativo em pautar projetos econômicos se deu as conversas entre o ministro e congressistas.

“O Guedes é importante para o governo. Ele é responsável pelas negociações com o Congresso. As pretensões econômicas são atingidas por esforço do Paulo Guedes”, afirma.

“O pilar do governo Bolsonaro era o Sérgio Moro e Paulo Guedes. Quando Moro saiu, o Planalto não sentiu tanto o baque por causa do ministro da economia. Hoje, quem sustenta o Bolsonaro no poder é o Guedes”, completa.

Sinais de crise

O professor do Intituto de Economia da UFRJ, Luiz Carlos Delorme Prado, concorda que a pasta começa a mostrar sinais de crise. Mesmo assim, acredita que a convergência de interesses poderá manter Guedes no Ministério da Economia por mais tempo. 

“Sim, há uma crise na pasta. Mas, acredito que Guedes continuará por mais um tempo. O único governo que faria as agendas tão radicais como estão sendo feitas é o Bolsonaro. Acho que vão caminhar juntos a curto prazo, a médio é impossível prever”, afirma. 

Prado acredita que a política econômica caminha para o fracasso em 2021. De acordo com o professor, há uma espectativa de crescimento na economia, mas não deve se concredizar com o aumento de casos da Covid-19 no país. 

“A política econômica não vai melhorar a curto prazo. O desempenho deste ano será pior que o ano passado. Esse ano se espera um crescimento, mas deve ser muito supérfulo. Em 2020, era esperada uma queda muito maior do que foi, por isso se conformaram como saldo positivo”, finaliza.

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Economia

IR 2021: auxílio emergencial precisa ser devolvido? Entenda e saiba declarar

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Auxílio emergencial precisa ser devolvido para quem recebeu mais de R$ 22.847,76 em 2020
Fenae

Auxílio emergencial precisa ser devolvido para quem recebeu mais de R$ 22.847,76 em 2020

Pago a mais de 65 milhões de brasileiros em 2020 para amenizar os impactos da pandemia, o auxílio emergencial , para alguns, virou uma espécie de “empréstimo” do governo, porque precisará ser devolvido na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2021 .

A maioria dos beneficiários do auxílio emergencial não terá de devolver o dinheiro. Porém, aqueles que tiveram outros rendimentos (além do auxílio) acima de R$ 22.847,76 no ano passado precisarão devolver o valor recebido ao governo.

O programa para declaração do IR 2021 já está disponível para download , e a prestação de contas deve ser feita até 30 de abril.

Como incluir o auxílio na declaração do IR?

O auxílio emergencial deverá ser descrito na ficha de Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica. Para isso, é preciso baixar o informe de rendimentos referente ao auxílio , que pode ser obtido aqui, na plataforma digital do governo .

A fonte pagadora do auxílio emergencial é o Ministério da Cidadania , cujo CNPJ é 05.526.783/0003-27. Para devolver o dinheiro, o próprio sistema da Receita gera uma guia para a devolução, o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF). Outra opção é entrar no site do Ministério da Cidadania e gerar um Guia de Recolhimento da União (GRU) no valor do auxílio.

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O auxílio terá de ser devolvido para quem recebeu mais de  R$ 22.847,76 em rendimentos tributáveis durante 2020. São considerados rendimentos tributáveis as fontes de renda sujeitas à incidência de Imposto de Renda, como salários, aluguel e bolsas de estudo. Para o governo, quem ultrapassou esse teto não precisaria do auxílio, então terá de devolver por ter recebido “sem necessidade”. O Fisco espera cerca de 3 milhões de devoluções do auxílio.

Dependente que recebeu auxílio também precisa devolver?

Sim. Qualquer pessoa da declaração que tiver recebido acima do limite de R$ 22.847,76 em rendimentos tributáveis terá de devolver. Todos os que estejam na prestação de contas, incluindo titular e dependentes, terão de devolver o benefício recebido em 2020.

Quando um titular inclui um dependente em sua declaração, todos os rendimentos e despesas são somados. O mesmo ocorre em declarações conjuntas, já quem um cônjuge vira declarante e outro dependente.

Se um dependente não tiver ultrapassado o limite de rendimentos tributáveis sozinho, não será obrigado a devolver o dinheiro do auxílio, desde que faça uma declaração individual do Imposto de Renda .

Já devolvi o auxílio em 2020. Preciso declarar mesmo assim no IR?

Não. Se o auxílio foi devolvido no próprio ano de exercício, não conta como um rendimento, então não faz sentido declará-lo. Agora, quem devolveu o auxílio recebido indevidamente apenas em 2021 terá de declarar. No entanto, como o dinheiro já foi devolvido, não precisará ser pago novamente, apenas declarado.

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