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Médico com autismo prova que a capacidade supera qualquer dificuldade

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Em alusão ao Dia Mundial do Autismo, celebrado no mês de abril, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), em sessão plenária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apresentou a moção de congratulação ao médico Enã Rezende Bispo Nascimento – é autista e um importante exemplo que a síndrome não se tornou um empecilho para concretizar os sonhos idealizados.

Hoje, com 27 anos, Enã conta que na infância foi visto de forma diferente por parte de outras crianças, como uma pessoa com personalidade estranha e esquisita. “Inclusive recebi o diagnóstico errôneo de psicose infantil, aos dois anos de idade. O diagnóstico veio a partir dos meus 18 anos de idade e foi tardio”, comenta.

Um dos sintomas do Transtorno do Espectro Autista – TEA é a dificuldade na fala e falhas na expressão da comunicação, interação social, agitação e repetição nos movimentos corporais. A percepção destas características ocorre quando a criança tem de 2 a 3 anos de idade, que foi o caso de Enã. Mesmo que a mãe dele tenha recebido o diagnóstico errado, foram providenciados tratamentos com psicológico e fonoaudiólogo para melhorar o desenvolvimento do filho.

“O maior problema do autista, não é o autismo em si e sim, o preconceito. Quando criança era visto como louco, por causa disso, outras crianças acabavam me segregando. Ao longo da minha vida, o preconceito que eu enfrentei, justamente das pessoas dizerem que eu não era capaz de realizar tal coisa. No entanto provei o contrário e realizei”, pontua o médico.

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A maior prova que o autismo não seria um empecilho na vida de Enã, ele se formou em medicina na Universidade de Cuiabá (Unic), em 2012. A decisão em realizar este curso foi aos 10 anos, pois despertou a curiosidade de entender a morte do pai que decorreu de um acidente automobilístico e teve traumatismo crânio-encefálico. “As dificuldades, ao longo no curso, foi mais no início do curso, devido alguns colegas que não me entendiam. Alguns que não tinham paciência comigo. Mas no final acabei me dando bem com todo mundo e deu tudo certo”, explica.

Em relação à moção de congratulação, Enã conta que foi uma surpresa para ele. “Me senti honrado. Realmente, eu não estava esperando. Foi uma surpresa muito grande para mim por receber essa homenagem. Muito obrigada Deputado Claudinei por essa honraria”, agradece o homenageado.

Para o Delegado Claudinei, o médico é um exemplo que deve servir para todos aqueles que se deparam com barreiras no caminho e já pensam em desistir. “Ver uma história que foi construída com dificuldades e preconceito e, mesmo assim, não deixou de existir é o caso de ir lá, fazer e realizar. Ele mostrou que não era incapaz, pois a vontade era muita para fazer acontecer. Só tenho que parabenizar o doutor que conseguiu se formar como médico e, hoje, executa um trabalho importante na medicina”, ressalva o parlamentar.

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Enã pontua que qualquer pessoa que acredita em si mesmo e se esforça  pelos sonhos é capaz de realizá-los. “O que já disse em outras vezes, o que existe são dificuldades e não incapacidades”, enfatiza.


O médico atualmente presta serviço na Estratégia Saúde da Família (ESF) na Vila Cardoso, em Rondonópolis (MT). Ele é solteiro e não tem filhos. Após a sua formação em medicina, mantém os estudos como uma ocupação nas horas livres e aos finais de semana, tanto que se prepara para fazer residência e considera os estudos a sua companhia para a vida.

Fonte: ALMT
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Lei que determina divulgação de notificações de casos de estupro e assédio é sancionada em MT

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A Lei nº 11.068/2019, de autoria do deputado Romoaldo Júnior (MDB), que obriga hospitais, clínicas e laboratórios do setor público e privado a colocar em seus recintos, cartazes informativos, sobre a comunicação às autoridades competentes de casos de estupro e assédio sexual, foi sancionada pelo governador Mauro Mendes (DEM). Os anúncios devem ter medidas mínimas de 500×250 mm e conter frase informativa nos seguintes termos: “Conforme o artigo 66, II, da Lei de Contravenções Penais, comete violação o profissional de saúde que deixar de comunicar à autoridade competente casos de estupro de que teve conhecimento no exercício da medicina ou de outra profissão sanitária”.

O deputado lembra que em setembro de 2018 entrou em vigor a Lei Federal nº 13.718/2018 que trouxe alterações no direito penal e processual penal, uma delas é a alteração do art. 225 do Código Penal que torna os crimes contra a dignidade sexual uma ação pública incondicionada, ou seja, nos casos de estupro e assédio sexual não mais necessita de autorização da vítima, mas sim, da iniciativa do Ministério Público.

“Ao identificar provável estupro e assédio sexual num atendimento médico, o profissional deverá fazer o registro policial. A denúncia vai permitir adequada investigação do caso e garantir apoio à vítima de violência, que será poupada de ter que relatar as agressões repetidamente em diferentes canais de atendimento do Estado”, explica.

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Romoaldo justifica que o valor da lei está no apoio em situações de agressão, uma vez que é sabido que muitos dos pacientes de crimes sexuais não informam às autoridades por receio de retaliação ou por estarem sob ameaças ou envolvidas em uma relação abusiva.


O que fazer em caso de estupro – Procure atendimento médico o mais rápido possível; as primeiras 72 horas são muito importantes para evitar doenças e gravidez. Não há necessidade do boletim de ocorrência para que o atendimento médico seja feito. Caso queira que o caso seja investigado, faça o boletim de ocorrência logo após o atendimento médico. Após o registro, a vítima é encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) para o exame de corpo de delito.

Fonte: ALMT
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Após anúncio de fechamento, parlamentar visita Escola Estadual Nilo Póvoas

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Foto: MARCOS LOPES / ALMT

No início de 2020, a direção da Escola Estadual Nilo Póvoas, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, foi informada de que o prédio será fechado e os alunos remanejados para a Escola Estadual Antônio Epaminondas, no bairro Lixeira. Mas, em inspeção na unidade, a partir do argumento de que não há alunos sufientes para justificar a ocupação das salas de aula local, o deputado estadual Ulysses Moraes ficou surpreendido ao constatar que a escola está com todas as salas ocupadas e que atualmente já é frequentada por alunos de três unidades fechadas na capital nos últimos anos.

A orientadora de Ciências Humanas, Lilian Novack Silva, informou que nenhuma portaria foi publicada sobre a decisão de fechar a escola; apenas uma conversa foi feita de forma informal com a direção. “As informações, que também não são oficiais, relatam que os alunos serão remanejados para outra escola que possui apenas oito salas, ou seja, não tem capacidade para atender nem os alunos que já estão lá. A estrutura interna e externa está comprometida, a locomoção dos alunos do Nilo Póvoas será dificultada, além da unidade ao qual citam como local de remanejamento estar com pendências administrativas. Estamos com a sensação de que seremos jogados na rua a qualquer momento, o sentimento é de velório”, falou emocionada a orientadora.

Das 20 salas que estão ocupadas na escola Nilo Póvoas, 12 delas são temáticas, a estrutura ainda possui dois laboratórios de informática, uma biblioteca, duas quadras esportivas, dois vestiários, cinco banheiros, dois auditórios e disciplina de robótica, que a diferencia de outros modelos de ensino.

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“No ano passado, fiquei afastado da escola porque tive que cuidar do meu avô e, quando retornei, não pensei em outro lugar, voltei aqui para a [escola] Nilo Póvoas. Não é falta de alunos como dizem, acredito que quem quer estudar está aqui porque o ensino é bom”, relatou o estudante João Henrique Aparecido Freitas, de 17 anos, estudante do 3° ano do ensino médio.

“Vamos encaminhar requerimento de informação para saber qual a justificativa para fechamento de uma unidade que está em pleno funcionamento e se a secretaria tem algum objetivo para querer este prédio que está em uma região central”, questiona Ulysses Moraes.

A Escola Nilo Póvoas está encerrando o ano letivo de 2019 devido às greves que ocorreram por mais de 70 dias no ano passado e acreditam que o comunicado de fechamento será feito assim que concluírem as atividades no próximo mês.


Pais e alunos ainda não foram comunicados oficialmente da decisão para realizar a matrícula do ano letivo de 2020. A escola possui 30 profissionais, destes, quatro são concursados e os demais contratados.

Fonte: ALMT
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