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MEC nega relação entre exonerações de servidores e polêmica com edital de livros

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Ricardo Vélez Rodríguez exonerou servidor que assinou edital polêmico do MEC sobre livros didáticos
Luis Fortes/MEC – 2.1.19

Ricardo Vélez Rodríguez exonerou servidor que assinou edital polêmico do MEC sobre livros didáticos

O Ministério da Educação (MEC) negou na tarde desta sexta-feira (11) que a  exoneração de servidores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) tenha sido motivada pelo  desgaste provocado por mudanças no edital para compra de livros didáticos. Foram mandados embora dez funcionários do FNDE, incluindo o chefe de gabinete, Rogério Fernando Lot, que é quem assinou as alterações no polêmico edital que passou a liberar a compra de livros com erro.

Em nota, o MEC alega que as exonerações ocorrem devido à “reorganização administrativa que o Ministério da Educação pretende fazer com a chegada da nova gestão, e não têm relação com o erro” no edital do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).

Além de Rogério Lot, também foram exonerados assessores e coordenadores do FNDE, incluindo os responsáveis por áreas como Mercado, Qualidade e Compras; dos Programas do Livro; do Apoio à Manutenção Escolar e da Articulação e Contratos. A portaria que definiu a saída dos servidores comissionados foi assinada pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

O Ministério da Educação informou ainda que “foram adotadas providências internas” para a instauração de uma sindicância para apurar a publicação das correções no edital para compra do material didático a ser distribuído para alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Segundo a pasta, um documento sobre a apuração deve ser publicado “em breve”.

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A polêmica do edital do MEC para compra de livros didáticos


Alterações em edital do MEC para compra de livros didáticos flexibilizaram publicação de erros
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Alterações em edital do MEC para compra de livros didáticos flexibilizaram publicação de erros

A crise acerca dos livros didáticos surgiu após, logo ao início da gestão Jair Bolsonaro (PSL), no dia 2 de janeiro, o governo publicar alteração nas regras inicialmente previstas na concorrência, passando a autorizar que o material apresente erros e não traga referências bibliográficas.

A medida acabou revogada após repercussão negativa e um jogo de empurra: o governo Bolsonaro, incluindo o próprio presidente, culpou o ministro anterior, Rossieli Soares, pelas alterações no edital. Rossieli, por sua vez, negou a informação e disse que as mudanças que ele pediu à sua equipe não incluiam os trechos polêmicos.

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Além de flexibilizar a publicação de erros de revisão nos livros a serem entregues para alunos, as alterações no edital do MEC também passaram a permitir publicidade nos materiais didáticos e excluía a exigência de trechos sobre violência contra a mulher e quilombolas, bem como deixava de cobrar que as ilustrações retratassem “a diversidade étnica da população brasileira”.

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Queiroz confirma Flávio Bolsonaro e diz que indicou parente de miliciano à Alerj

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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz provocou desgaste à imagem da família do presidente
Reprodução/SBT

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz provocou desgaste à imagem da família do presidente

O ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) enquanto deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), confirmou que passou por ele a contratação de parentes de um ex-capitão do Bope suspeito de ligação com a milícia .

A versão  corrobora com o que foi dito mais cedo nesta terça-feira (22) pelo filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com nota divulgada pela defesa de Fabrício Queiroz , a mãe e a esposa de Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como chefe da milícia denominada ‘Escritório do Crime’, foram indicadas para o gabinete de Flávio porque Queiroz “se solidarizou” com a situação de Nóbrega, que estava “injustamente preso”.

“Vale frisar que o Sr. Fabrício solicitou a nomeação da esposa e mãe do Sr. Adriano para exercerem atividade de assessoria no gabinete em que trabalhava, uma vez que se solidarizou com a família que passava por grande dificuldade, pois à época ele estava injustamente preso, em razão de um auto de resistência que foi, posteriormente, tipificado como homicídio, caso este que já foi julgado e todos os envolvidos devidamente inocentados”, diz a nota.

De acordo com o ex-segurança e ex-motorista da família Bolsonaro, ele conheceu o ex-capitão Adriano no 18º Batalhão de Polícia Militar, em Jacarepaguá, onde trabalharam juntos. 

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Adriano está foragido após ter sido um dos alvos da Operação Intocáveis, deflagrada nesta manhã pelo Ministério Público e Polícia Civil visando combater a grilagem de terras praticada por milícia  na zona oeste do Rio de Janeiro.

Ao responsabilizar seu ex-assessor pela contratação de Raimunda Veras Magalhães (mãe de Adriano) e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega (esposa do mesmo), Flávio Bolsonaro se disse “vítima de campanha difamatória” e frisou que “aqueles que cometem erros devem responder por seus atos”.

As duas parentes do suspeito de envolvimento com a milícia trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro enquanto deputado estadual até novembro de 2018, quando foram exoneradas. Ambas ocupavam cargos com salário de R$ 6.490,35.

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Além da participação direta em mais esse episódio rendeu polêmica para o filho mais velho do presidente, Fabrício Queiroz também já motivou desgaste para a imagem da família Bolsonaro após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas em contas do ex-assessor. Entre essas transações, que totalizaram R$ 1,2 milhão, constava depósito de R$ 24 mil à hoje primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

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Instabilidade no site do Sisu gera reclamações e onda de memes na internet

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Estudantes relataram por meio das redes sociais que as notas de corte do Sisu 2019 já estão disponíveis
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Estudantes relataram por meio das redes sociais que as notas de corte do Sisu 2019 já estão disponíveis

A s inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu 2019), que oferece vagas nas universidades públicas do país, começaram nesta terça-feira (22) e já deixou muito estudante frustrado com a instabilidade do site do programa. Além da dificuldade de acesso, a página também “adiantou” a prévia das notas de corte parciais de cada curso, que deveria ser divulgada apenas a partir das 0h de quarta-feira (23).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), houve “lentidão” no site devido ao grande número de acessos e que a situação está em “normalização”. Sobre a divulgação antecipada das notas de corte do Sisu 2019 , o órgão afirmou que está apurando o ocorrido.

Pelas redes sociais, estudantes comentaram a instabilidade do sistema e a divulgação antecipada das notas de cortes. Entre esperançosos e estressados com a inscrição, o que não faltou foram memes sobre a situação.

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A esperança é a última que morre:


 E tem gente apelando para qualquer navegador:

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Alguns pediram com educação para a galera liberar o site: 




 Mas outros já não estavam tão calmos e…





Realmente fica difícil acessar o site assim:


Mas o negócio é ter paciência:



Ou chorar:


Ou realmente perder a calma:


E enquanto alguns não conseguem acessar o site, outros já sofrem por antecedência:




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De acordo com o MEC , no período da manhã, mais de 309 mil candidatos já se inscreveram no Sisu. Isso representou uma média de duas mil inscrições por minuto, conforme balanço divulgado pela equipe de monitoramento. Na ocasião, cerca de 40 mil candidatos estavam acessando o sistema e cada um deles pode se inscrever em dois cursos.

Durante o período de inscrição, o site atualiza as notas de cortes do curso e dá a possibilidade do estudante alterar sua opção para ter mais chances de entrar em uma faculdade. Assim, é necessário ao candidato manter o monitoramento da sua posição.

Para auxiliar neste processo, o MEC disponibilizou este ano um simulador que permite ao candidato comparar informações e, a partir da sua nota, verificar em qual universidade pode vir a ser aprovado e em quais cursos. O MEC também vai atualizar os ranqueamentos ao longo do dia e divulgá-los pelas redes sociais.

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O Sisu 2019 oferece neste ano 235.461 vagas, distribuídas em 129 instituições de educação superior espalhadas por todo o país. A inscrição é feita exclusivamente pela internet, devendo o candidato acessar a página eletrônica do Sisu com o número de inscrição e senha do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Sisu é considerado o segundo maior programa de inscrições em universidade do mundo.

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